A era eléctrica da Renault Automóveis ![]() A marca francesa vai iniciar, na segunda metade do próximo ano, a comercialização dos seus primeiros veículos eléctricos com quatro propostas que vão do citadino ao automóvel familiar O próximo ano marca o início da era eléctrica da Renault, um eixo fundamental na estratégia da marca francesa de se tornar pioneira na mobilidade sustentável e na concepção de veículos movidos a energias limpas. No âmbito da estratégia denominada "drive the change", o construtor automóvel pretende ter onze veículos movidos a etanol, oito a biodiesel, nove a GPL e a quatro eléctricos. Neste último segmento, a oferta será constituída por quatro modelos: o Twizy será destinado a uso citadino e é um híbrido entre uma scooter e um automóvel, o Zoe está talhado para os trajectos urbanos do dia-a-dia, o Fluence versado para uso familiar e, por fim, o Kangoo para tarefas de transporte e uso profissional. A Renault salienta a apetência do mercado para os veículos eléctricos. Nos inquéritos a clientes, metade dos utilizadores de modelos tipo Clio não fazem mais de 50 quilómetros por dia, o que totaliza 12 mil quilómetros por ano em 240 dias de utilização. A marca acrescenta ainda dois dados: na Europa, 87% dos condutores faz deslocações inferiores a 60 quilómetros diários e entre 2007 e 2050, a população mundial a viver em centros urbanos irá disparar de 50% para 70%. Estes valores mostram que a procura de automóveis citadinos aliada às necessidades de protecção do ambiente devido a estes fluxos irá criar uma oportunidade única para os modelos eléctricos. Um recente estudo da consultora Ernst & Young concluiu que um quarto dos condutores na Europa, EUA, Japão e China estão dispostos a adquirir um veículo eléctrico ou híbrido quando estes estiveerem já cimentados no mercado. A Renault quer atingir uma produção anual cruzeiro de 100 mil veículos eléctricos com as primeiras unidades a chegarem ao mercado na segunda metade de 2011. Em apenas mês e meio, a marca francófona recebeu 2500 pré-reservas de compra para o Fluence Z.E. (80% do total) e Kangoo Z.E. (restantes 20%) e os primeiros a ir para a linha de produção. A Renault refere que a autonomia é o grande desafio do eléctrico nos primeiros anos - a maioria destes automóveis não tem uma autonomia superior a 200 quilómetros, um valor três ou quatro vezes abaixo dos modelos tradicionais a gasolina ou gasóleo. A empresa admite que os eléctricos não vão substituir todos os usos, mas que estes devem assumir-se como um segundo automóvel ou para uso citadino. As baterias terão três tipos de recarga: a primeira será o modo standard, onde o utilizador irá abastecer o automóvel numa rede eléctrica doméstica ou profissional com um tempo de carga entre 6 a 8 horas. O modo carga rápida irá carregar 80% da bateria do veículo em 30 minutos e, por fim, o condutor poderá utilizar as estações de troca de bateria, especializadas para o efeito. À medida que os veículos eléctricos se tornarem mais utilizados, esta rede deverá ser alargada, primeiro com estações da própria Renault, e, posteriormente, através de parceiros.
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