Uma em cada quatro compras no sector do turismo na União Europeia é feita através da Internet, segundo estimativas de um centro de investigação dinamarquês e da consultora Roland Berger.
As vendas online representam cerca de 25% do total e são responsáveis por movimentos financeiros na ordem dos 70 mil milhões de euros. Há dois anos, a percentagem era de 22,5%, correspondendo a transações na ordem dos 58,4 mil milhões de euros.
Os dados são referentes a 2009 e provêm do Centro de Investigação Regional e Turístico, citados pela consultora internacional Roland Berger, responsável por uma monitorização do Plano Estratégico Nacional do Turismo português. As contas revelam ainda que a taxa de retorno do investimento feito cresceu 21% entre 2006 e 2009.
Esta estatística de evolução de compras online começou em 1998, altura em que se gastou 200 milhões de euros, o que correspondeu a 0,1% das vendas. No documento são ainda referidos os principais critérios de compra online: melhor preço (31%), validação da disponibilidade (17), comparação de preços (16), informação sobre o destino (15) e variedade de escolha e informação adicional como fotografias e vídeo (13).
As denominadas comunidades de viagens online também têm ganho importância para recolher informações e recomendações, uma vez que o consumidor confia mais noutros consumidores, cita ainda o documento da Roland Berger.
Nos fóruns portugueses também se podem ler experiências e conselhos como, por exemplo, a pergunta feita por Miguel no site da "Volta ao Mundo" sobre vantagens e desvantagens de se tornar um turista ‘via' online. Pedro Azevedo responde que as agências podem apresentar pacotes que compensam mas, quando se quer algo mais "pessoal", como combinação de destinos, dificilmente os preços da Internet são mais baratos, embora possa dar "trabalho a organizar".
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