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LeYa antecipa forte expansão no Brasil
Negócios
05/01/12, 01:06
OJE

O grupo editorial LeYa antecipa "um forte crescimento", este ano, no mercado brasileiro, onde prevê faturar sensivelmente o mesmo que em Portugal, Angola e Moçambique no seu conjunto, avançou ontem à Lusa fonte da administração da empresa.

 
Sublinhe-se que o crescimento no Brasil não será apenas no volume de negócios previsto, mas também no nível de investimento, com um "forte aumento nas atividades", o que exigirá uma subida do quadro de pessoal para a fasquia dos 700 trabalhadores, segundo a fonte contactada pela agência. Estes colaboradores vão ser distribuídos pelas áreas de negócio de edições gerais e educação, "com especial enfoque no e-learning, isto é, de conteúdos e plataformas digitais e ensino à distância". Por seu lado, o segmento da educação, "em franco crescimento", inclui os manuais escolares, a plataforma de conteúdos digitais, sistemas de ensino e de gestão escolar, bem como o ensino à distância.

No Brasil desde 2009, o Grupo Leya viu, no ano passado, cinco dos seus títulos entre os 30 mais vendidos no país sul-americano, nomeadamente "Guerra dos Tronos", de George R.R. Martin, que foi o mais vendido na área de ficção, de acordo com o top publicado pela revista "Veja", tido como referencial no mercado brasileiro.

Neste quadro, "a área digital da LeYa tem de acompanhar o crescimento internacional", advertiu a mesma fonte, que revelou a criação, em Portugal, de cerca de 80 novos postos de trabalho na área da produção de conteúdos digitais e no ensino à distância, em que o grupo nacional opera com a UnyLeYa. Esta área, indicou a mesma fonte, inclui "a venda da plataforma de conteúdos digitais da LeYa para diversos países".

A faturação anual da empresa liderada por Miguel Paes do Amaral rondou, em 2008, ainda sem o contributo do Brasil, cerca de 89 milhões de euros. No ano passado, a receita total do grupo ascendeu a 90 milhões de euros. O Grupo LeYa foi criado em janeiro de 2008 como holding, na qual se integram 16 editoras portuguesas e duas africanas, detendo, desde 2009, uma chancela no Brasil.
 
Portugal sofre cortes
A LeYa prevê, para este ano, uma diminuição das edições gerais, que incluem a produção editorial e as vendas no mercado nacional. O grupo editorial explica esta projeção com a "retração verificada em 2011 e aprevista para 2012". Neste sentido, a empresa vai promover "uma redução do seu plano editorial, com uma consequente redução de colaboradores nas áreas editorial, de marketing, comercial e serviço de apoio a clientes". A LeYa escusa-se a adiantar o número de postos de trabalho afetados em Portugal.
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