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Aguirre Newman conclui que mercado de escritórios em Madrid recuou 22%

01/02/12, 00:56
OJE

O mercado de escritórios recuou em Madrid, em 2011, mas esteve em contraciclo na cidade de Barcelona onde aumentou 13%.
 
O mercado de escritórios de Madrid sofreu uma diminuição de 22% em 2011 em face a 2010 enquanto o de Barcelona, em Espanha, registou um aumento de 13%, segundo a Aguirre Newman.

Estas são algumas das conclusões do estudo da consultora sobre o mercado de escritórios de Madrid e Barcelona, referentes ao segundo semestre de 2011.

Em Madrid ao longo do ano de 2011 registou-se uma colocação bruta de 356 583 m2. Analisando as características das operações realizadas, verificou-se uma redução de 14% no tamanho médio por operação - de 898 m2 em Janeiro de 2011 para 770 m2 no início deste ano -, este dado foi motivado pelo declínio significativo registado nas operações de mais de mil m2.
Em relação a novos projetos, juntaram-se ao mercado de escritórios de Madrid mais 167 455 m2 em 2001, mais 4% que no ano anterior, elevando o stock total para 12 381 797 m2 na capital espanhola. Para o ano de 2012 é esperado um aumento do stock de mais 270 000 m2.

O reajuste médio do preço foi de 8,9% em todas as zonas em face ao ano anterior. As previsões para 2012 apontam para a estabilidade dos níveis de contratação de escritórios causada principalmente pela situação económica.
 
Barcelona

Também o ano passado, em Barcelona o mercado de escritórios esteve em contraciclo com um aumento de 13%, em face a 2010, que corresponde à colocação de 267 413 m2. A análise da Aguirre Newman regista um aumento da superfície média contratada passando de 604 m2 a 673 m2., este incremento deve-se fundamentalmente ao maior número de operação acima dos mil m2.

Em 2011 o stock de escritórios em Barcelona aumentou 1,2% e actualmente situa-se nos 5 835 869 m2. Está previsto um incremento de stock em 2012 de 31 mil m2 que já se encontram ocupados.
As previsões para 2012 apontam para um ligeiro aumento da área contratada de escritórios para 280 mil m2. Em relação ao comportamento dos preços as previsões mostram uma tendência para a estabilidade se bem que nas zonas com maiores volumes de espaço disponíveis poderão verificar-se alguns ajustes.

Para Paulo Silva, diretor-geral da Aguirre Newman Portugal, "a evolução dos escritórios em Madrid apresenta-se em linha com a dos escritórios em Lisboa com queda das áreas colocadas (os 22% de Madrid comparam com os 18% em Lisboa), redução das áreas médias colocadas  (5,6% correspondente à queda de 452 m2 em 2010 para 428 m2 em 2011, em Lisboa), descida dos valores de comercialização e oferta de novos espaços com níveis de crescimento idênticos nas capitais ibéricas, na vizinhança dos 1,5%.

As capitais ibéricas mostram no mercado de escritórios idênticas reações à conjuntura económica, num contexto de previsão para uma quebra de crescimento económico em 2012 em ambos os países (3% para Portugal e 1,5% para Espanha)."
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