Nova oferta de espaços de armazéns e logística ronda os 130 mil m2 ![]() 04/01/12, 00:53 A oferta de espaços de armazéns e logística aumentou 40%, em parte devido a contratos realizados antes do período de instabilidade económica e financeira, explica a CBRE A nova oferta de espaços de armazéns e logística rondava os 130 mil m2 em 2011, o que representa um acréscimo de aproximadamente 40% em relação ao ano anterior, divulgou a CBRE. Para 2012, no entanto, as previsões apontam para um forte abrandamento da promoção de espaços de armazéns & logística, na sequência do fraco clima económico do país e da dificuldade por parte dos promotores de arranjar financiamento para a construção. Segundo a informação, divulgada no Boletim de Mercado de Armazéns e Logística da consultora imobiliária CBRE, os dados do ano passado apresentam "indicadores positivos resultantes da ocupação de imóveis negociados numa fase anterior ao período de instabilidade atual". O relatório revela um aumento dos indicadores da oferta e procura de espaços de armazenagem e logística na Grande Lisboa, em comparação com o período homólogo de 2010, sobretudo devido à ocupação de imóveis negociados numa fase anterior à referida instabilidade. Do total da nova oferta concluída em 2011, cerca de 70% são espaços construídos à medida do ocupante e, como tal, com contratos de construção e/ou arrendamento realizados há algum tempo. A absorção prevista para o final de 2011 deverá rondar os 180 mil m2, ficando em linha com a média registada nos últimos 5 anos. Cerca de 30% desta absorção é gerada por uma única ocupação realizada pela Sonae para o Eco Park 2. Já para 2012, prevê-se que haja um decréscimo nos níveis de absorção, não só pela redução na promoção de novos espaços, mas também face aos baixos indicadores de produção e de confiança do setor. O relatório revela ainda uma descida do valor das rendas ao longo de 2011, o que espelha também a situação económica do país. Todas as zonas, com exceção da cidade de Lisboa, registaram uma diminuição do valor da renda prime, atingindo variações anuais negativas de 20% em mais do que uma zona. Também o volume de investimento em ativos de armazéns & logística foi inexpressivo ao longo de 2011, o que se refletiu na diminuição do valor dos imóveis e no aumento das taxas de capitalização. No final do terceiro trimestre do ano, a taxa de capitalização bruta prime para o setor de armazéns & logística de Lisboa fixou-se nos 8,5%, evidenciando um acréscimo de 75 pontos base relativamente ao período homólogo. Ainda assim, de acordo com o Índice IPD/ Imométrica, em 2010, os ativos do setor industrial foram, de entre todos os analisados, os que devolveram retornos mais elevados aos investidores. Para André Almada, diretor sénior de Agência de Escritórios, Comércio, Industrial e Logística da CBRE, "as regras do mercado imobiliário estão em reajuste, face às condições económicas em que vivemos. Constato que o mercado de armazéns e logística obteve um aumento nos indicadores da oferta e procura face a 2010, reflexo sobretudo de transações concretizadas num período menos desfavorável que o atual. No decorrer de 2011, tendência que julgo se manterá no próximo ano, a promoção especulativa foi praticamente nula, sendo os negócios concretizados em imóveis já existentes ou em edifícios construídos à medida". ![]() ![]() |