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Paulo Silva: "Atingimos valores que motivam as empresas a mudar de instalações"

08/02/12, 00:58
OJE

Paulo Silva, diretor-geral da Aguirre Newman Portugal, diz que a grande dúvida para 2012 a nível do imobiliário comercial é saber se já atingimos, ou não, o valor de arrendamento ideal para as empresas considerarem uma mudança de instalações. A nível de estratégia, o mercado externo já está a ser trabalhado e perspetiva-se uma nova agressividade comercial.

 
Como foi o ano de 2011 para a Aguirre Newman Portugal na vertente do imobiliário comercial?

Em termos de atividade da empresa, traduziu-se no crescimento das áreas técnicas, concretamente na área das avaliações, da gestão dos imóveis e da arquitetura, e num decréscimo nas áreas transacionáveis, caso da agência, escritórios e indústria e da área do investimento. De certa forma, foi também o reflexo do que se passou no mercado. Assistimos a uma quebra do mercado que anda na vizinhança dos 60%, tendo passado de um valor de 750 milhões de euros anuais para cerca de 280/300 milhões de euros anuais. Na área dos escritórios, registou-se um decréscimo da atividade superior a 10%, passando dos 105 mil para 88 mil m2; enquanto no retalho, e apesar da dinâmica que houve a nível do comércio de rua, registou-se uma quebra geral da atividade de colocação de lojas. Na área da indústria, replicou-se a situação.
 
Qual o volume de negócios da empresa em 2011?

Faturámos próximo dos três milhões de euros, menos 30% em termos homólogos. Os mercados onde operávamos tiveram variações entre os 20/30% e os 70% negativos.
 
Esta evolução negativa teve implicações na reorganização da Aguirre Newman a nível de pessoas e pelouros?

Teve, sobretudo por alguma insatisfação da nossa parte a nível de uma postura comercial que havia que corrigir. O nosso ADN assenta, sobretudo, numa proatividade. Por força da nossa frente internacional, não temos um networking que nos permita trazer atividades com apresentação de clientes e marcas sobre as quais possamos repousar. Temos de ter uma cultura extremamente proativa na angariação de produto, na identificação de procuras, de forma a ir ao encontro daquilo que são as expectativas dos nossos clientes e da nossa prestação de serviços.

Sentimos que houve, por parte de alguma equipa comercial, uma certa acomodação a esta ideia generalizada da crise, e não estávamos a sentir uma capacidade de resposta de forma a ter a energia, paixão e proatividade para ir buscar mais negócio e trabalho. A reorganização foi nesse sentido. Vamos passar a assentar numa maior proatividade. Acabámos de admitir uma pessoa que terá funções alargadas comparativamente com as anteriormente preenchidas por colaboradores que saíram da empresa.
 

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