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Pedro Rutkowski: Os FIIAH são oportunidade no mercado imobiliário

22/02/12, 00:58
OJE

Os Fundos de Investimento Imobiliário de Arrendamento Habitacional (FIIAH) são uma oportunidade, porque representam a alternativa de mercado à propriedade, afirma Pedro Rutkowski, chief executive officer da Worx. O gestor afirma ainda que o ano de 2012 será fortemente marcado pelas consequências da atual conjuntura. A falta de promoção, a ausência de financiamento e a dificuldade de alavancagem de projetos são fatores de peso que vão determinar o setor.

 
O ano de 2011 foi difícil em todas as vertentes do imobiliário comercial. Como foi o comportamento da Worx?

A performance da Worx em 2011 foi positiva. Apesar da difícil conjuntura económico-financeira que se vive atualmente, conseguimos registar um crescimento nos principais departamentos, sendo que o departamento de Avaliações e Consultoria prendeu a nossa atenção. O Departamento Comercial foi responsável por três das maiores operações de arrendamento em 2011 na Zona Centro de Lisboa (Zona 2 e 3). O departamento de Arquitetura, uma área da qual nos orgulhamos cada vez mais, foi responsável pelo projeto de arquitetura das novas instalações da CA Seguros no Edifício Bloom e pelo refresh de várias delegações e agências da seguradora Generali.
 
Quais as áreas mais ativas?
Todos os departamentos da Worx foram e continuam a ser muito ativos. Para nós, é fundamental que assim o seja, não vemos como é que o contrário possa ser possível.
A Worx funciona como um todo. A equipa é pequena, mas altamente qualificada, como o comprovado a nossa performance ao longo dos anos. Contudo, há que realçar o trabalho desenvolvido pelo departamento de Avaliações, que se destacou pela avaliação de mais de 12 milhões de m2. Para além de ter sido responsável pela avaliação da carteira de 70 hotéis de 4 e 5 estrelas (para um total de cerca de 15 mil camas), teve ainda a cargo a avaliação de diversas carteiras de ativos no âmbito da intervenção da Troika.

De sublinhar ainda a sua intervenção na avaliação da carteira da maioria dos Fundos de Pensões, Fundos de Investimento Imobiliário e Companhias de Seguro. O departamento de Escritórios fechou, em 2011, com um take-up de cerca de 87 mil m2, e foi responsável por cerca de 27% da quota de mercado nos negócios efetuados por agentes. Há que referir que a maioria das operações efetuadas, foram em exclusivo, sendo que, neste momento, a Worx detém cerca de 100 mil m2 disponíveis para arrendamento.
 
Como caracteriza o ambiente macro para a indústria imobiliária em 2012?

O ano de 2012 será fortemente marcado pelas consequências da atual conjuntura. A falta de promoção, a ausência de financiamento e a dificuldade de alavancagem de projetos são fatores de peso que vão determinar o setor. Neste momento, Portugal não é um mercado atrativo para investidores internacionais. É importante adequar as yields ao atual contexto do mercado.
 Penso que o problema está a montante e existe um problema de credibilidade exterior do país que obviamente tem implicações no mercado imobiliário. É prioritária a estabilização do enquadramento legal e fiscal para que as regras do jogo sejam claras e consistentes e um investidor consiga de facto prever o seu retorno no investimento.
 

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