| true- Segunda-Feira 21 Maio de 2012
Informação financeira da Euronext, disponibilizada por
Comstock
- A Division of Interactive Data Corporation.
 01/02/12, 00:25 OJE A taxa de crescimento da Área Bruta Locável decresceu nos últimos dois anos para menos de 5%. Em 2011, o stock total de ABL disponível fixou-se em 3,6 milhões m2. O índice de volume de negócios no comércio a retalho decresceu nos últimos quatro anos, tendo-se atingido o valor mais baixo em Novembro de 2011, sobretudo em relação ao comércio de produtos não alimentares, avança a Worx. Os consultores explicam que o segmento do retalho tem sido dos mais afetados pela conjuntura económica. Como consequência deste contexto, a taxa de crescimento de Área Bruta Locável (ABL) em Portugal sofreu um decréscimo nos últimos dois anos. Em 2010 e 2011 o aumento de stock ficou muito aquém da performance do mercado, com os valores mais baixos da última década, com um crescimento inferior a 5% nos dois anos. Em 2011, com a inauguração e reinauguração de cinco novas superfícies comerciais (o Aqua Portimão, o Fórum Sintra, o Évora Fórum Retail Park, o projecto Liberdade Street Fashion e o Sintra Retail Park), entraram no mercado 107 611 m2 de nova ABL, pelo que o stock total de ABL se fixa assim em 3,6 milhões de m2. Estima-se que a oferta futura ascenda a cerca de 317 mil m2 em 2012 e 2013, valor consideravelmente abaixo das estimativas passadas, fruto uma vez mais da forte contracção e dificuldade de alavancagem financeira de alguns promotores e igualmente de uma enorme incerteza destes face ao comportamento do consumo, com claros impactos na disponibilidade dos lojistas para ocupar novos espaços. No que diz respeito aos valores de mercado, o abrandamento da procura coloca alguns retalhistas em dificuldades, existindo assim uma maior partilha de risco com os promotores e maior flexibilidade nos valores de renda. As superfícies comerciais prime continuam a registar alguma estabilidade ao nível de rendas, já as secundárias enfrentam algumas dificuldades, nomeadamente uma revisão em baixa do valor das rendas, na ordem dos 20%, ou passagem de renda fixa para variável sobretudo nas lojas âncora, tal como ocorria em 2010. Tendências Actualmente as previsões da evolução do mercado de retalho não são favoráveis por causa das medidas de austeridade e do aumento do crescimento de desemprego, reflectindo-se deste modo na capacidade de consumo de famílias. A dificuldade de financiamento de novos projectos e conclusão de outros em curso, colocam os promotores numa situação difícil, que não se acredita que venha a ser contrariada a curto prazo, acabando por resultar no adiamento da abertura de novos projetos. Prevê-se a manutenção da atratividade do comércio local, dos níveis de procura por localizações prime e da escassez da oferta de espaços adequados aos requisitos de uma procura qualificada. Acredita-se que a renovação e reposicionamento das superfícies comerciais mais antigas sejam a melhor aposta neste mercado, tendo em conta que permite a criação de valor e a minimização do risco associado a estas operações face ao da construção de novas superfícies comerciais.
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