Chega de esperar. É hora de agir ![]() 23/11/11, 00:02 Por Amílcar Marques da Silva* A crise é uma oportunidade. Esta é a forma como as pessoas com capacidade e auto-confiança olham para a crise. Ficam atentas às mudanças do mercado e agem em conformidade. O que, infelizmente, acontece à maioria dos decisores, quer sejam os particulares quer sejam os nossos políticos e gestores, é não tomarem decisões ou, mais factualmente, esperarem que o "status quo" se mantenha. Este adiar de tomada de decisões espalha-se como se de um vírus se tratasse, levando a uma letargia do mercado e ao agravar da severidade das decisões a tomar no futuro. Senão, façamos o paralelo com o que se passa no mercado de escritórios. Nunca existiu tanta disponibilidade de escritórios vazios, nunca se registou uma absorção tão baixa e, curiosamente, nunca existiu tanta disponibilidade de qualidade com condições comerciais agressivas. Esta situação do mercado levaria, normalmente, a um aumento da procura, principalmente da parte das empresas que estão em localizações pouco atractivas, a operarem em espaços ineficientes e com sérias limitações técnicas. Acontece que "O Homem do Leme" prefere manter a rota, não assumindo o risco da mudança, desperdiçando, assim, as fantásticas oportunidades que o mercado oferece. Quando o mercado mudar, muda para os dois lados, para a oferta e para a procura, o que significa que, quando os responsáveis tomarem as decisões, irão pagar o preço da mudança, também percebido pelos proprietários. Não podemos esquecer-nos de que o adiar de uma decisão tem custos não só financeiros, mas principalmente de oportunidade, ou seja, a possibilidade de as empresas irem para espaços mais eficientes, mais preparados tecnologicamente e mais bem localizados. Esta conjuntura oferece oportunidades irrepetíveis. Optando pela mudança, uma empresa pode ver a sua situação imobiliária melhorada nas seguintes situações: Redução da área e maior eficiência - É possível reduzir área através das novas formas de ocupação do espaço, que levam em conta as novas tendências como o "hot desking", "quiet rooms", "hub", entre outras, permitindo, desta forma, uma filosofia de vivência do espaço diferente, adaptada aos novos desafios da empresa. Optando por um espaço mais eficiente, poderão existir, ao mesmo tempo, ganhos de até 20% que se reflectem numa menor necessidade de espaço; Qualidade e localização - Melhor localização e maior visibilidade em edifícios com elevado grau de qualidade, tecnologicamente avançados e pensados de raiz com preocupações de eficiência energética e com menor pegada ambiental. Condições financeiras - A elevada disponibilidade de espaços novos e de qualidade e a pressão existente sobre os proprietários leva a que estes tenham de assumir condições muito vantajosas para os potenciais inquilinos de forma a garantirem a ocupação necessária dos seus activos. Não vale a pena passar o tempo à espera. É hora de agir e avançar! *Associate, departamento de escritórios da Cushman & Wakefield ![]() ![]() |