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Hipocondria ou criatividade imobiliária?

15/02/12, 00:20

Por Guilherme Godinho * 
É óbvio e ululante que, após o tsunami urbanístico, o mercado imobiliário continua doente. Mas mais grave que a doença de que padece é a atual sensação de hipocondria que se mantém.
Desde setembro de 2007 que a agonia tem sido crescente. Já lá vão quase quatro anos e meio e nem se juntarmos todas as clepsidras, ampulhetas e relógios de sol, conseguimos ver o fim deste novo ciclo.

 
No ciclo económico e imobiliário anterior, qualquer produto tinha valor comercial, os planos de negócio tinham sempre elevadas taxas de rentabilidade e as taxas de risco eram inexistentes. O mercado tudo absorvia, quer porque a procura fosse maior que a oferta ou, porque o crédito era fácil, rápido e expedito, tudo se vendia. No atual ciclo, em que a oferta é muito superior à procura, é absolutamente necessário analisar e valorizar os recursos, para poderem ser apresentados, no mercado, produtos imobiliários ótimos e imaginativos. São estes os produtos possíveis. Ou eles ou a ruína das promoções.

A crise imobiliária gerou, ou melhor, está gerar, um setor mais eficaz, eficiente e eminentemente profissional, mas com grandes perdas acumuladas.

A cidade - como diria a malograda Jane Jacobs - é onde se produz a economia.

A reinvenção das cidades e dos negócios imobiliários passa pela tremenda humildade de não sermos redundantes e de não fazermos mais e mais do mesmo.

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