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PORTUGUESES VALORIZAM IMÓVEIS ENERGETICAMENTE SUSTENTÁVEIS

02/07/08, 04:55
OJE em parceria com DTZ

Nome: Conceição Caldeira
Empresa: Grupo BNP Paribas       
Função: Responsável pelos Estudos de Mercado e Observador Cetelem
PORTUGAL é um dos países europeus que apresenta condições favoráveis para a utilização em larga escala de energias renováveis: uma elevada exposição solar, uma rede hidrográfica relativamente densa e uma frente marítima que beneficia dos ventos atlânticos são factores que podem fazer descer a factura dos gastos energéticos do país, responsáveis por metade das importações nacionais. Mas, o nosso país apresenta a taxa de eficiência energética mais baixa da União Europeia e coloca- se numa posição de extrema dependência face a países terceiros. 

De entre as muitas alternativas de produção energética que se apresentam a Portugal, a energia solar - convertida em energia fotovoltaica e térmica - é talvez a fonte mais privilegiada num país com as características climáticas do nosso, onde o período médio de exposição solar anual varia entre as 2.200 e as 3.000 horas (nos países da Europa Central essa incidência não ultrapassa as 1.200 a 1.700 horas). Em países como a Grécia ou até a Alemanha, com metade dos dias de sol de Portugal, estes equipamentos já se encontram muito mais desenvolvidos. 

Além da poupança, o equipamento contribuiria ainda para uma redução de 1,8% da emissão total nacional de gases poluentes, no âmbito do Protocolo de Quioto. 

Segundo o estudo 'As Energias Renováveis', caderno que integra o 'Observador Cetelem', a população portuguesa valoriza imóveis que integram equipamentos de produção de energias renováveis. 

A crescente preocupação com as questões das energias renováveis e do consumo sustentável leva a que 66,4% da população afirme valorizar a existência de equipamentos para produção de energias renováveis uma vez que estas ajudam a preservação do ambiente. Em termos económicos, este tipo de equipamentos é destacado por possibilitar uma poupança nos gastos com a energia (16%), a redução da despesa mensal com a electricidade (8,5%), uma poupança energética (8,2%), e rentabilidade a longo prazo (6,5%). 

O inquérito revela ainda que os benefícios fiscais não constituem um factor de motivação para aquisição de equipamentos de produção de energias renováveis. Apenas uma minoria (1,2%) considera os benefícios fiscais uma boa razão para investir em equipamentos de produção energética. 

O caderno das Energias Renováveis pertencente ao estudo O Observador Cetelem dá a conhecer a realidade do nosso país em relação aos equipamentos de produção de energias renováveis. Este caderno analisa as percepções dos portugueses em relação às energias renováveis em geral e aos equipamentos que as potenciam, em particular, de forma a compreender e poder antecipar as expectativas dos consumidores nacionais. Apresenta ainda as intenções de compra e os valores de investimento previstos para o próximo ano. 

Para a elaboração do caderno de Energias Renováveis, pertencente ao estudo Observador Cetelem 2008, foram entrevistadas 1002 indivíduos, distribuídos proporcionalmente segundo as variáveis género, idade e região, através do sistema CATI (entrevistas telefónicas assistidas por computador). O Observador Cetelem foi criado em França em 1989 e o sucesso deste estudo levou a que o mesmo se estendesse rapidamente a outros países do Grupo, tendo chegado a Portugal no ano 2000. 
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