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Nuria Chinchilla: “Às grandes empresas custa mais serem flexíveis”
EFR
07/12/11, 01:03
OJE

6 questões a Nuria Chinchilla, directora do Centro Internacional Trabalho e Família do IESE Business School
 
Conciliar vida pessoal e profissional é um desafio cada vez mais exigente para a generalidade dos trabalhadores?

Sim, porque as novas tecnologias permitem fazer mais coisas em menos tempo, são envolvidos mais objectivos e imprime-se um ritmo maior ao trabalho.
 
Quais as medidas que habitualmente são mais valorizadas pelos trabalhadores no âmbito de uma política de empresa familiarmente responsável?

A flexibilidade de horários de entrada e saída, o teletrabalho e o trabalho a tempo parcial.
 
Que impacto poderá ter a actual crise económica e financeira na implementação de medidas familiarmente responsáveis por parte das empresas?

Depende do tipo de empresa.  As que trabalham com um paradigma mecanicista tornam-se mais rígidas; as que têm um paradigma humanista tornam-se mais flexíveis e todos ganham. Isto é mostrado no estudo "International Family-Responsible Employer Index" (IFREI) que tem vindo a ser efectuado em mais de 23 países. Em Portugal, trabalhámos em muito estreita colaboração com a professora Fátima Carioca, da AESE.
 
Como tem evoluído a predisposição das pequenas e médias empresas (PME) para implementar este tipo de medidas? Há muitas diferneças entre as grandes empresas e as PME a este nível?

Às grandes empresas custa mais serem flexíveis, porque na medida em que o são com um empregado, já têm um precedente para todos. Por isso, pensam um pouco mais antes de o fazerem. As PMEs são mais flexíveis por natureza.
 
O que têm ganho as empresas que já se tornaram familiarmente responsáveis?

Menos absentismo visível e invisível (até 30%), menos acidentes, maior envolvimento (mais 250%), maior produtividade por hora trabalhada, maior criatividade...
 
O que é, hoje, uma empresa familiarmente responsável?

A empresa que permite aos que lá trabalham terem tempo e energia para constituir uma família e atender os dependentes. No estudo IFREI, medimos os factores que o tornam possível: políticas flexíveis e de apoio à familia por parte da empresa, apoio afectivo e instrumental dos líderes aos seus empregados, equipa responsável e cultura que apoie a mudança.
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