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Montepio
Análise financeira isenta e transparente
Gestão de Activos
03/11/11, 10:50

O papel do analista financeiro está bem definido. No período conturbado que os mercados vivem a análise financeira tem de ser absolutamente isenta e transparente, afirma Raul Marques, o presidente da APAF - Associação Portuguesa de Analistas Financeiros

Que papel deve o analista financeiro desempenhar na actualidade? Consideramos que, genericamente, o analista financeiro deve continuar a desempenhar as suas funções da mesma forma em termos conceptuais, ou seja, com o foco no médio e longo prazo e ainda assente em princípios éticos e normas de conduta baseados nos valores do rigor, transparência e gestão adequada de conflitos de interesses
Como podem ser defendidos os princípios de rigor, isenção e transparência?
Os princípios do rigor, isenção e transparência são as traves-mestras que permitem aos analistas financeiros afirmarem-se na sua profissão e serem reconhecidos pelo mercado, nomeadamente pelos seus clientes. Neste contexto, são relevantes os aspectos que se prendem com o respeito pela Lei e regulamentações vigentes, o reforço permanente das qualificações dos analistas e o ênfase na experiência adquirida pelos profissionais ao longo da sua carreira profissional
Que comentário faz ao papel da CMVM na orientação relativamente às recomendações feitas pelos analistas?
A CMVM tem tido um papel relevante ao longo dos últimos anos no que se refere à introdução de regras ao nível das recomendações dos analistas, reforçando a transparência, mitigando os riscos de conflitos de interesses e proporcionando informação clara ao mercado. Mais do que isso, introduziu também recomendações destinadas a emitentes, investidores e órgãos de comunicação social, os quais são intervenientes-chave na avaliação de valores mobiliários.
Até que ponto é que as análises das agências de rating influenciaram o rumo das empresas e da economia nacional?
As agências de rating têm sido decisivas na tendência registada pelos prémios de risco exigidos pelos investidores em geral desde 2007 e, particularmente, em 2010/2011 no que se prende com os activos emitidos por entidades portuguesas em geral, desde a banca à generalidade das empresas.
Com os sucessivos "downgrades" de notações as agências conduziram a uma situação em que os mercados passaram a exigir retornos/prémios de risco bem mais altos aos "activos portugueses", condicionando obviamente toda a estratégia de captação de funding das instituições nacionais, o que afectou sobremaneira a respectiva rendibilidade recente e perspectivas a curto prazo.

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03/11/11, 10:53

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