Paula Adrião: “Administração Pública pode ganhar qualidade e eficiência” Outsourcing 07/02/12, 01:00OJE 4 questõesa a Paula Adrião, partner da Accenture e responsável pela área de Business Process Outsourcing em Portugal Como recebeu a Accenture a notícia de que o Estado se assume disponível para analisar as potencialidades do recurso ao Outsourcing na Administração Pública? As empresas que trabalham no setor do Outsourcing como a Accenture acreditam que o aumento da colaboração com a Administração Pública irá contribuir significativamente para aumentar o peso do Outsourcing de serviços na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e na economia nacional para 1,30% do PIB em 2015, e para posicionar Portugal como um cluster mundial neste setor. Atualmente, o Outsourcing de serviços na Administração Pública portuguesa não vai além dos 2%, quando a média europeia se situa nos 20%. Por isso estamos em crer que um investimento do Estado nesta área pode ser determinante para a melhoria da eficiência dos serviços públicos e para aumentar o seu enfoque no serviço ao contribuinte, ao mesmo tempo que poderá contribuir para a Administração Pública diminuir os seus custos e reinventar o seu serviço, apostando na inovação e na melhoria contínua. Tendo em conta este mercado potencial, e os impactos positivos que a adesão da Administração Pública poderia gerar no Outsourcing nacional, a notícia de que o Estado português está disponível para analisar as potencialidades de recorrer a estes serviços é um sinal positivo para o setor. Quais as principais virtudes do recurso ao Outsourcing na Administração Pública? De acordo com a experiência de mais de 20 anos que a Accenture possui no setor de outsourcing, acreditamos que são várias as vantagens para a Administração Pública, e para os cidadãos, caso o Estado português opte por recorrer à externalização de alguns serviços. Não sendo as TIC uma atividade "core" para o Estado, acreditamos que ao recorrer ao Outsourcing, a Administração Pública poderia registar melhorias significativas ao nível da qualidade e eficiência dos mecanismos de governabilidade. Ao mesmo tempo, e por via da implementação de serviços partilhados entre diversas entidades e soluções comuns ao nível das TIC e de processos de negócio, seria possível racionalizar e reduzir os custos operacionais através de uma racionalização de recursos. A facilitação de todo o processo de modernização administrativa necessária ao nosso país e, evidentemente, o estímulo ao crescimento económico nacional, seriam outras das vantagens de um setor que precisa urgentemente de reduzir custos e aumentar a sua eficiência e eficácia. Quais têm sido os principais entraves ao desenvolvimento do mercado de Outsourcing em Portugal? O setor tem vindo a ressentir-se nos últimos tempos dos impactos resultantes da recessão económica em Portugal. Esta situação levou a uma redução do investimento por parte dos clientes. Por outro lado, ainda existem áreas que carecem de trabalho específico com vista à eliminação de alguns condicionalismos à competitividade internacional do setor, nomeadamente na área da fiscalidade, justiça e legislação laboral, sobretudo no setor público. É crítico para este setor que Portugal se torne num país mais atrativo em matéria de carga fiscal e mais flexível ao nível do mercado de trabalho. O facto de Portugal ainda não figurar em todos os rankings dos principais analistas do setor como um potencial prestador de serviços de outsourcing nearshore também tem dificultado o crescimento do setor, através da internacionalização. O que ganharia a economia portuguesa com a criação de um cluster de serviços de Outsourcing? Um dos focos do setor é a aposta na exportação destes serviços, já que estamos em mercados que ainda estão a crescer, nomeadamente países como a Espanha, a França ou a Alemanha e a Suécia. Este posicionamento teria impactos positivos ao nível da captação de investimento estrangeiro para o país, exportação de serviços e criação de postos de trabalho diretos qualificados e também no crescimento do PIB português. Por outro lado, ao contrário de algumas opiniões, o outsourcing é gerador de postos de trabalho, como se pode comprovar por dados recentes da Associação Portugal Outsourcing, que indicam que o setor tinha a meta de criar 12 mil empregos em 2015 mas em 2011 já tinha superado a fasquia dos 10 mil. ![]() ![]() ![]() 07/02/12, 01:00 Jorge Alcobia: “Administração Pública pode aproveitar esta oportunidade para fazer mais por menos”O facto de 50.000 funcionários da Administração Pública estarem prestes a reformar-se nos próximos anos constitui uma oportunidade para os operadores de07/02/12, 01:00 ALU ajuda a reduzir custosA Alcatel-Lucent e a Belgacom estão a oferecer às empresas uma nova ferramenta que lhes permite melhorar as operações e identificar potenciais reduções de07/02/12, 01:00 Accenture compra NMAA Accenture adquiriu a empresa espanhola Neo Metrics Analytics, líder em desenvolvimento de modelos analíticos preditivos e de optimização.07/02/12, 01:00 Os Advogados respondemCom a colaboração da sociedade de advogados Vieira de Almeida & Associados |