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Ecoinside, a pioneira da ecoeficiência empresarial
Casos de sucesso 09/09/11, 00:38 Por Almerinda RomeiraEsta PME nascida no seio da Universidade do Porto, em 2006, estuda actualmente potenciais projectos e parcerias, no Brasil e nos PALOPS, nas suas áreas core de negócio. A Ecoinside foi criada, em 2006, como "spin off" do curso de Empreendedorismo da Escola de Gestão da Universidade do Porto, sendo o culminar de uma ideia nascida anos antes, quando Rui Miguel Brito, Joaquim Guedes e António Cunha Pereira ainda estudavam na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. O processo de maturação levou dois anos e incluiu a preparação da metodologia e a preparação de toda a estratégia comercial.
Daniel Bessa era, na altura, o Director da EGP e a ideia foi-lhe apresentada numa reunião de 30 minutos. Após ouvir os jovens, o professor apenas perguntou: "De que estão à espera para abrir a empresa?". De seguida, prometeu que seria o primeiro cliente. Assim foi.
Rui Miguel Brito, de 35 anos, Joaquim Guedes, de 30, e António Cunha Pereira, de 33, contaram também com o apoio do Professor Marques dos Santos, actual reitor da Universidade do Porto, e conquistaram o Prémio Green Biz, nas categorias Green Energy e Green Biz, iniciativa da ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários, que tem como objectivo premiar boas práticas empresariais. Cinco anos depois, Rui Brito revela ao OJE que esta empresa, actualmente com abrangência ibérica, está, neste momento, a estudar potenciais projectos e parcerias no Brasil e nos PALOPS, nas suas áreas core de negócio.
Como surgiu a ideia do projecto? Era totalmente inovadora, ou inspirada numa solução já existente? A ideia do projecto surgiu quando os três promotores, Rui Miguel Brito, de 35 anos, Joaquim Guedes, de 30 e António Cunha Pereira, de 33, ainda frequentavam as respectivas licenciaturas no seio da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Assim, e assente que queriam trabalhar na área ambiental e fruto de serem empreendedores e dinâmicos, iniciaram a busca de uma ideia de negócio que lhes permitisse trabalhar nessa área e que compatibilizasse a conservação da natureza e biodiversidade com a questão económica. Foi nessa busca que surgiu o conceito de ecoeficiência, que é a base ideal de uma sustentabilidade integralmente assumida e que permite compatibilizar a redução de custos com a conservação da biodiversidade e a melhoria da qualidade de vida e, desse modo, congrega os três vértices do triângulo da sustentabilidade: económico, social e ambiental. Exactamente o que faz a Ecoinside? A Ecoinside actua em duas grandes áreas, que constituem o seu core business: a prestação de serviços em ecoeficiência, que permitem uma efectiva redução das facturas energéticas, de consumo hídrico, de redução de emissões e resíduos e valorização de oportunidades, e a outra área de actuação é a conservação da biodiversidade, onde são desenvolvidos projectos de requalificação ambiental, conservação de espécies, turismo de natureza e ecoturismo, publicações sobre o património natural, conteúdos pedagógicos de biodiversidade, eventos de natureza, projectos de promoção da biodiversidade, consultoria em biodiversidade, entre diversos outros na temática ambiental e da biodiversidade. O projecto foi, à data em que surgiu (Janeiro de 2006), completamente inovador e revolucionário da realidade empresarial lusa, que não tinha quaisquer preocupações de ecoeficiência e sustentabilidade.
Quais as principais dificuldades sentidas no arranque do negócio? As principais dificuldades na criação da empresa foram a burocracia inerente a este tipo de procedimentos e a lacuna de formação em gestão de empresas dos promotores, visto que, sendo originários da área das ciências, não possuíam formação específica nesse âmbito. Outra dificuldade que importa sublinhar é a falta de apoios e incentivos financeiros que sejam funcionais e isentos. Assim, a criação da empresa foi suportada exclusivamente pelos seus promotores. Tentámos, na altura, diversas possibilidades de financiamento e até business angels e capitais de risco, mas as condições existentes implicavam a perda da nossa ideia ou deixarmos de ter capacidade autónoma sobre a mesma, por isso, nunca foi uma possibilidade. Tentámos igualmente concursos, mas estes restringiam-se a produtos, e não a know-how e serviços, o que fazia com que nunca nos dessem visibilidade ou reconhecimento. Ou seja, ao nível de apoios existentes, há muito pouco para quem quer começar que não implique ter, desde logo, de hipotecar a sua ideia. Nota receptividade do mercado a ideias ecológicas? Desde a criação da empresa até agora, notamos claramente uma maior mudança de mentalidades e sensibilidade da opinião pública para as questões da sustentabilidade, da ecoeficiência e da ecologia. No entanto, há ainda há muito a fazer, até porque não chega colocar os departamentos de marketing a "pintar" uma imagem verde das empresas. O mercado está, sem dúvida, muito mais exigente neste domínio e o próprio consumidor cada vez mais se preocupa com este tipo de questões. Assim, foram sendo criadas ferramentas diversas, nomeadamente pelo Estado, que procuram dar resposta a essa preocupação crescente do público. Estas ferramentas não vão, no entanto, ao âmago da questão e limitam-se a abordagens superficiais. Exemplo claro é a certificação energética, que, sendo uma exigência legal dos edifícios, apenas se preocupa com a atribuição de um selo que pressupõe uma mera classificação de um edifício, numa determinada classe de consumo energético... Resta referir que o mercado começa a ser igualmente sensível a duas áreas que temos vindo a trabalhar na empresa e nas quais já oferecemos produtos inovadores: a avaliação de ciclo de vida dos produtos onde somos parceiros nacionais de uma grande entidade deste sector e ainda a questão da responsabilidade ambiental ligada aos seguros ambientais e onde temos em curso trabalhos revolucionários.
O negócio é totalmente doméstico ou pensam na internacionalização? Um negócio que se pretende de futuro e com um contínuo crescimento no mundo actual tem de ser obrigatoriamente global e recorrer às múltiplas ferramentas comunicacionais existentes para chegar a todo o lado. Portanto, a nossa empresa pensa certamente na internacionalização, que faz parte da sua estratégia desde o início, tendo já realizado projectos em Espanha. Desse modo, pode-se dizer que é já uma empresa de abrangência ibérica. E está igualmente, neste momento, a estudar potenciais projectos e parcerias no Brasil e nos PALOPS, nas suas áreas core de negócio. Em que medida o negócio contribui para um mundo mais sustentável? Todo o modelo de negócio da empresa foi estudado exactamente para poder ser gerador de valor económico, mas assente como o próprio conceito de ecoeficiência subentende numa simultaneidade com a conservação da natureza e biodiversidade e com a melhoria das condições sociais e de vida. Aplica-se cabalmente o lema: agimos hoje. Para que nada falte amanhã! BI Constituição: 17 de Janeiro de 2006 Facturação prevista 2011: 300 000€ Empregos: 8 Site: www.ecoinside.pt

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