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Montepio

Emigrantes viram-se para o biológico no Alto Minho
Casos de sucesso
16/12/11, 00:05
OJE/Jack Soifer, consultor internacional

Jaime Riba produz 10 mil garrafas de rosé e tinto e 30 mil de branco por ano. Uma parte da produção fica pelo Norte, a outra é exportada, alguma dela para a Crimeia. O Solar de Merufe é um projecto sustentável de um casal de emigrantes que regressou a Portugale investiu as poupanças na sua terra.


Pela estrada estreita entre Viana do Castelo e Ponte de Lima, salpicada de arvoredo e vivendas de emigrantes, que nelas desfrutam das férias de Verão, chega-se a uma aldeia onde se falam muitas línguas. Estamos em Geraz do Lima, no distrito de Viana do Castelo, Alto Minho. O Solar de Merufe é uma feliz combinação de edifícios antigos e modernos em granito que transmite a solidez da empresa sua proprietária, a pureza do produto e a tradição da cultura biológica.

A capela, onde se celebram casamentos e baptizados, tem só... 550 anos. Ultrapassado o pórtico com brasão, lá está a adega que exporta espumante para o país do champanhe e para a Crimeia. Na Suécia, o importador disse ao produtor que o preço seria mais elevado, pois, para vender bem em restaurantes gourmet, teria de comparar-se aos néctares franceses.

Na amena temperatura da cave,  as garrafas são viradas à mão pelo método tradicional. São mais cónicas do que as normais - vêm de Itália. Os rótulos são especiais. Com vinhas biológicas da casta Loureiro faz-se um vinho verde suave, com um "reserva" que amadurece na cave.
A empresa é gerida pelo pai, Jaime Riba, pelo seu filho e com o apoio de uma secretária. Entre os três, fazem tudo e de tudo: compras, vendas, entregas, supervisão, exportação, contabilidade. No campo, um empregado e trabalhadores temporários asseguram a poda e a vindima. Ali, todo o ciclo da vinha é baseado no respeito ecológico. Contratam o enchimento externo, produzem mais do que vendem, para que os néctares possam amadurecer, ao contrário do habitual do vinho verde. E isto tudo lhes dá um frescor e sabor sem acidez. Os rosés e tintos são de casta Vinhão. Fazem 10 mil garrafas/ano de rosé e tinto e 30 mil de brancos.

Uma parte da produção fica pelo Norte e a outra é exportada. É o produtor quem vai a feiras vendê-la, quem visita os restaurantes e lojas. O negócio até agora não deu lucro, mas com o aumento da qualidade, do volume e do stock, deverá lucrar, após 20 anos de muito trabalho.
 

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