| true- Segunda-Feira 21 Maio de 2012
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Emigrantes viram-se para o biológico no Alto Minho
Casos de sucesso 16/12/11, 00:05 OJE/Jack Soifer, consultor internacionalJaime Riba produz 10 mil garrafas de rosé e tinto e 30 mil de branco por ano. Uma parte da produção fica pelo Norte, a outra é exportada, alguma dela para a Crimeia. O Solar de Merufe é um projecto sustentável de um casal de emigrantes que regressou a Portugale investiu as poupanças na sua terra. Pela estrada estreita entre Viana do Castelo e Ponte de Lima, salpicada de arvoredo e vivendas de emigrantes, que nelas desfrutam das férias de Verão, chega-se a uma aldeia onde se falam muitas línguas. Estamos em Geraz do Lima, no distrito de Viana do Castelo, Alto Minho. O Solar de Merufe é uma feliz combinação de edifícios antigos e modernos em granito que transmite a solidez da empresa sua proprietária, a pureza do produto e a tradição da cultura biológica.
A capela, onde se celebram casamentos e baptizados, tem só... 550 anos. Ultrapassado o pórtico com brasão, lá está a adega que exporta espumante para o país do champanhe e para a Crimeia. Na Suécia, o importador disse ao produtor que o preço seria mais elevado, pois, para vender bem em restaurantes gourmet, teria de comparar-se aos néctares franceses.
Na amena temperatura da cave, as garrafas são viradas à mão pelo método tradicional. São mais cónicas do que as normais - vêm de Itália. Os rótulos são especiais. Com vinhas biológicas da casta Loureiro faz-se um vinho verde suave, com um "reserva" que amadurece na cave. A empresa é gerida pelo pai, Jaime Riba, pelo seu filho e com o apoio de uma secretária. Entre os três, fazem tudo e de tudo: compras, vendas, entregas, supervisão, exportação, contabilidade. No campo, um empregado e trabalhadores temporários asseguram a poda e a vindima. Ali, todo o ciclo da vinha é baseado no respeito ecológico. Contratam o enchimento externo, produzem mais do que vendem, para que os néctares possam amadurecer, ao contrário do habitual do vinho verde. E isto tudo lhes dá um frescor e sabor sem acidez. Os rosés e tintos são de casta Vinhão. Fazem 10 mil garrafas/ano de rosé e tinto e 30 mil de brancos.
Uma parte da produção fica pelo Norte e a outra é exportada. É o produtor quem vai a feiras vendê-la, quem visita os restaurantes e lojas. O negócio até agora não deu lucro, mas com o aumento da qualidade, do volume e do stock, deverá lucrar, após 20 anos de muito trabalho.
3 perguntas a Jaime Riba Quais são os problemas que se colocam actualmente a quem vende vinhos? É difícil encontrar distribuidores para vinhos gourmet. Eles preferem grandes volumes, pois dão menos trabalho a vender. O pequeno produtor faz tudo e não consegue encontrar um bom vendedor para o complementar. Há experiências que desiludem. Se fosse ministro da Agricultura, o que faria de imediato? Incentivava os jovens a apostarem de forma adequada no futuro, virando-se para produtos de qualidade e para nichos específicos. Porque não o biológico? Promoveria a exportação com mais-valia para nichos de mercados, com técnicos de venda e produtores a apresentarem produtos inusitados e de alta qualidade, nos lugares adequados, no exterior. Quais são as suas perspectivas para 2012? Em Portugal e no exterior, intensificar a prospecção para produtos biológicos e de qualidade em lojas gourmet.
PERFIL Jaime Riba nasceu numa família pobre, com muitos irmãos. Aos 9 anos, começou a trabalhar para ajudar os pais. Aos 13, foi para Lisboa trabalhar na construção 12 horas por dia. Dividiu o catre com um estranho para aprender o ofício de estucador. Em 1962, pagou para passar para a França. Durante a viagem, nos nevões dos Pirinéus, roubaram-lhe os sapatos e, quando refilou, o passador apontou-lhe uma pistola. Já em França, a construção foi outra vez o seu destino. Mais três anos de trabalho árduo, conquistando, a cada ano, um pouco mais de responsabilidade na recuperação de palacetes e obras complicadas onde o diagnóstico detalhado dos materiais e a complexa composição das alternativas fazem a diferença entre um reparo eterno e uma rachadura que volta no ano seguinte. Em França, o emigrante trabalha aos domingos e não sabe o que são folgas, horários ou feriados. Casou-se tarde, com uma portuguesa que também lá vivia. Em 1968, fundou, quase sem capital, uma empresa em Paris. Com competência e esforço, empregou portugueses e luso-descendentes, apoiou os sobrinhos. Apaixonado por Portugal, Jaime investiu as poupanças anuais na sua terra. Recuperou o Solar do Merufe, certificou as vinhas e focou-se na qualidade. A sua mulher, Glória, organiza baptizados e casamentos no restaurante, no meio do seu refrescante jardim.

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23/03/12, 00:15Em Hortas de Hidanha a melancia é rainha. Na freguesia do Ladoeiro, Idanha-a-Nova, floresce um projeto que junta agricultores de todo o concelho. Criadas em  09/03/12, 00:01Propriedade de António Silvestre, a Vale da Rosa, no
Concelho de Ferreira do Alentejo, vendeu, no ano passado, 4500 toneladas de uva
de mesa e exportou 1200,  24/02/12, 00:01Um português
e a sua família polaca afirmam o "made in Portugal"neste país do Báltico.
SmakiPortugalii é ainda um pequeno negócio, mas está a crescer de  03/02/12, 08:52É uma das poucas quintas em espaço urbano que pratica agricultura biológica em toda a Europa Ocidental. Em Portugal, é o primeiro projeto do género.  Mercados OJE
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