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Inovação e sustentabilidade em Vila Nova de Gaia
Casos de sucesso 03/02/12, 08:52 Por Almerinda Romeira / OJEÉ uma das poucas quintas em espaço urbano que pratica agricultura biológica em toda a Europa Ocidental. Em Portugal, é o primeiro projeto do género. Recentemente, foi agraciado com o Prémio de Inovação para a Sustentabilidade (EBAEpis). Esta história mistura risco e audácia e envolve dois amigos de longa data. O gosto pelas plantas aromáticas e o desafio de lançar um negócio levou Luís Alves e António Jorge Sá a arrendar três dos dez hectares da histórica Quinta do Paço, situada em espaço urbano no Concelho de Vila Nova de Gaia. Iniciava-se o novo ano de 2002 e, com ele, nascia um singular projeto de produção de plantas aromáticas e medicinais em agricultura biológica, dez anos depois galardoado com European Business Awards for the Environment - Prémio de Inovação para a Sustentabilidade (EBA Epis), entre outras distinções e certificações obtidas. O Cantinho das Aromáticas junta produção e comercialização de plantas aromáticas, medicinais, condimentares, bem como outras espécies espontâneas da nossa flora. Conta já com uma produção de cerca de 150 espécies e variedades distintas. Tem loja própria e faz vendas on-line, comercializando, além das referidas plantas, também sementes, substratos, telas, fitofármacos e adubos para agricultura biológica, vasos, tabuleiros e ainda plantas envasadas, livros sobre o tema e produtos tradicionais feitos com ervas como sabonetes, cremes, óleos essenciais, chá, tisanas, mel, compotas, azeite.
Luís Alves, agrónomo de formação, especializado em agricultura biológica, conta no blogue do Cantinho das Aromáticas que esta sua "viagem" de dez anos começou "à porta fechada", produzindo vasos de dezenas de espécies PAM, depois revendidas para outros viveiros e empresas de jardinagem. O projeto evoluiu, "abriu portas aos visitantes, instalou--se a pequena e modesta (mas recheada) lojinha de madeira". Segundo narra o empreendedor, a loja cresceu e ficou do tamanho do mundo quando passou a estar na Internet, levando os produtos e serviços do Cantinho mais longe. Em 2007, dá-se início à produção de PAM ao ar livre e à exportação regular de matérias-primas. A criação de marca própria de infusões e condimentos em inovadoras latas e recargas foi outro passo importante neste caminho, ao qual se juntam a realização de dezenas de workshops anuais e a Feira da Primavera, em 2010 e 2011.
Ao longo de todo este tempo, retoma Luís Alves,"tem sido muito gratificante manter uma das maiores coleções privadas de plantas aromáticas, medicinais e condimentares da Península Ibérica, animais da fauna rural portuguesa ameaçados, tudo isto em modo de produção biológico, certificado pela ECOCERT PORTUGAL".
O reconhecimento público começou em 2008, vindo da província espanhola da Galiza na forma do prémio "Agricultores sobresalientes en actividades innovadoras", conquistado no concurso do Dia Internacional do Agricultor, no âmbito da XXXI Feira Internacional Semana Verde da Galiza. Em 2011, chegou à final dos Prémios Novo Norte 2011 na categoria Norte Empreendedor, tendo fechado o ano com a conquista do primeiro European Business Awards for the Environment - Prémio de Inovação para a Sustentabilidade (EBA Epis). Porque decidiu criar um negócio?
Por gostar muito de plantas aromáticas, pelo desafio. Como surgiu a ideia/conceito do projeto?
Dois amigos de longa data, Luis Alves e António Jorge Sá, juntaram-se com o sonho de realizarem algo em conjunto e alugaram parte de uma quinta histórica, em Vila Nova de Gaia, onde começaram a produzir plantas aromáticas em vasos. Precisou de capital externo ou auto-financiou-se?
Foi necessário recorrer a capital externo. Fez um empréstimo bancário ou recorreu ao capital de risco?
Foi através de empréstimo bancário e recurso a quadro comunitário de apoio.
Quais foram as principais dificuldades sentidas?
Gerar escala para chegar ao mercado. Quais são os pontos fortes do projeto?
Paixão e perseverança, inovação, respeito pelo ambiente. O negócio foi pensado numa perspetiva de internacionalização? Se sim, quais as linhas orientadoras do processo de internacionalização?
No início não. Só após visitar uma feira internacional, a Biofach, se iniciou o processo de produção com vista à exportação - estávamos em 2004. Quanto e para onde exporta os seus produtos?
Exportamos entre quatro e seis toneladas por ano para o sul de França. Quanto da faturação é feita no estrangeiro?
Cerca de 20%. Quais são as perspetivas de desenvolvimento do negócio em 2012, designadamente na sua componente externa?
Um dos grandes objetivos da Cantinho das Aromáticas é internacionalizar a marca própria. Consultar artigo completo na edição de hoje

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