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Montepio

Plataforma Integrada de Monitorização Contínua é criação portuguesa
Casos de sucesso
21/11/11, 11:16
Por Almerinda Romeira

Com apenas 24 anos de idade, Helder Matos Fernandes, engenheiro electrotécnico e de computadores, assumiu o risco de empreender e inovar, aglutinando um grupo de jovens em torno de um projecto. Assim nasceu a ViGIE Solutions.
 

   
O desafio lançado por Helder Matos Fernandes ao grupo de jovens engenheiros consistia no desenvolvimento de sistemas de monitorização contínua integrados para a área da saúde e da produção farmacêutica. "O projecto é totalmente inovador", sublinha ao OJE o fundador e CEO da ViGIE Solutions, para quem a principal dificuldade para lhe dar vida foi conseguir o financiamento.

Criada em Julho de 2009 na sequência da vitória no concurso europeu de ideias de negócio PREMIO (Promotion of Entrepreneurship and Innovation - www.premio-project.eu), onde arrecadou o primeiro lugar nas categorias de Inovação, Globalização, e Independência do Contexto Socioeconómico, a ViGIE conheceu nova distinção ao nível da inovação e do empreendedorismo no ano seguinte, ao integrar a lista de empresas finalistas do 11.º Prémio Nacional de Jovens Empresários, promovido pela ANJE.

A ViGIE Solutions dedica-se ao desenvolvimento de sistemas de monitorização contínua integrada, utilizando maioritariamente sensores sem fios. "Desenvolvemos uma plataforma de monitorização integrada capaz de receber dados de quaisquer fontes de informação (sensores sem fios, analisadores de energia, analisadores de gases anestésicos, monitores de qualidade do ar)", explica Helder Matos Fernandes.

Os dados são armazenados e, aos utilizadores, é disponibilizada uma plataforma de visualização dos dados em tempo real, com capacidade de programação do envio de alertas por email e SMS, análise estatística dos dados e geração de relatórios personalizados em formato PDF e Excel.
 
Como surgiu a ideia do projecto? É totalmente inovador ou inspirado numa solução já existente?
Durante o meu percurso profissional, identifiquei um conjunto de necessidades de monitorização de instalações e equipamentos em ambiente hospitalar, como blocos operatórios e unidades de cuidados intensivos. Percebi que a monitorização das condições de funcionamento (temperatura, humidade relativa, pressão diferencial, poluição anestésica e partículas em suspensão) em locais críticos, como as salas de operações num hospital, não eram efectuadas de forma efectiva, sendo realizadas apenas análises periódicas e muito espaçadas no tempo. Surgiu então a ideia de desenvolver um sistema que garantisse a monitorização contínua das instalações e equipamentos e que assegurasse o envio de alertas em caso de desvio das condições ideais. Evitavam-se, assim, graves problemas, quer ao nível de saúde ocupacional dos profissionais de saúde, quer dos pacientes tratados nesses locais.
O projecto é totalmente inovador. Trata-se do único sistema de monitorização que integra todas as necessidades de monitorização, independentemente da marca e modelo dos equipamentos de monitorização, numa única plataforma de software acessível de qualquer terminal (PC, smartphone, tab ou pad), sem necessidade de instalação de qualquer software adicional através da utilização de tecnologias Web.
 
Como passou da ideia para a criação da empresa?
Na origem da ViGIE, está uma equipa de jovens empreendedores que aceitaram o desafio proposto por mim, que consistia no desenvolvimento de sistemas de monitorização contínua integrados para a área da saúde e da produção farmacêutica. Actualmente, actuamos também nos sectores alimentar, vinícola e energético, entre outros.
 
Quais as principais dificuldades que sentiu no arranque do negócio?
A principal dificuldade foi o financiamento do projecto. Sabíamos que tínhamos muito trabalho de desenvolvimento antes de poder entrar no mercado, e os investidores preferem projectos onde se possa obter retorno mais rapidamente.
Diria que outra das principais dificuldades se relaciona com a ausência de apoios públicos para start-up e empreendedores. As agências governamentais e de investimento do Estado português não dão a devida atenção a projectos de empreendedorismo e inovação. Focam todo o seu investimento em grandes empresas nacionais e em apoiar a sua internacionalização, o que faz com que seja muito difícil para micro empresas inovadoras obterem o apoio necessário na fase crítica de lançamento da empresa.

Como foi financiado o projecto?
Numa primeira fase, e pelos motivos referidos, o projecto foi completamente financiado com capital dos seus fundadores.
Na segunda fase de investimento, já no início de 2011, foi admitido, no capital da empresa, um investidor privado. A ViGIE foi financiada a 100% por capital privado português.
 
 

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