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Isabel Jonet: "Propomos parcerias na luta contra a fome"
Entrevistas
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22/12/11, 01:00
Por Armanda Alexandre (texto) e Victor Machado (fotos)

Isabel Jonet, responsável pelo Banco Alimentar Contra a Fome, afirma que é indispensável que haja uma solidariedade reforçada em 2012 e que tem de regressar-se ao essencial. Entretanto, e para que os portugueses carenciados tenham os alimentos essenciais à mesa, a instituição aposta na criatividade e nas parcerias. O seu maior desejo para o Banco Alimentar? - Que fechasse. Era sinal de que já não era necessário.

O OJE falou com Isabel Jonet, presidente da Federação dos Bancos Alimentares contra a Fome (FPBA), presidente do Banco Alimentar Contra a Fome (BACF) e responsável pelo Banco Alimentar de Lisboa, após a mais recente campanha de recolha de donativos alimentares, que decorreu entre os dias 26 e 27 de Novembro último. Isabel Jonet afirma que, apesar de esta campanha ter registado um ligeiro decréscimo nos bens doados face à de Novembro de 2010, tanto as quatidades recolhidas como o número de voluntários envolvidos ultrapassaram as expectativas, tendo em conta a crise por que o País atravessa. E tendo em conta que há cada vez mais portugueses carenciados - no final do ano passado, o BACF apoiava 1830 instituições, que chegavam a 280 mil pessoas. Este ano, os géneros alimentares recolhidos são distribuídos a 2047 instituições de solidariedade social, que os entregam a cerca de 329 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confeccionadas. Mas nem por isso Isabel Jonet e os seus colaboradores baixam os braços, antes pelo contrário, são combativos e, acima de tudo, criativos, surgindo com alternativas e parcerias cada vez mais imaginativas para transformar a boa vontade nacional em alimentos para os mais necessitados. Exemplo disso é a campanha "Papel Por Alimentos", que arranca em Janeiro próximo. Com uma rede de apoio estruturada, o BACF fornece alimentos, competências e voluntariado qualificado.
 
Nesta última campanha, houve um decréscimo face à de Novembro de 2010. A crise começa a afectar a capacidade de contribuir dos portugueses?
Não. Embora tenha registado um ligeiro decréscimo nas quantidades recolhidas, superou em muito aquilo que poderíamos esperar. Primeiro, porque temos, hoje, mais duas modalidades de campanha, a "Ajuda Vale" e online, com o portal Alimentestaideia.net, que, de alguma forma, vieram desviar os donativos na campanha tradicional, de saco. Mas esta campanha teve uma adesão de voluntários como nunca. Por isso, penso que deve ser acentuado que, talvez por causa da crise, os sacos poderiam vir menos cheios, mas tivemos mais pessoas a querer contribuir com trabalho.
 
Quantas pessoas envolveu a campanha de Novembro?
Para ter uma ideia, estávamos à espera de, em Lisboa, ter 6500 voluntários tanto nos supermercados como no armazém, mas acabámos por ter 7300 só nos supermercados, sem contar com os de armazém.

O que se traduziu, em termos de quantidade doada?
Em 2950 toneladas de alimentos.
 
De que forma contribuíram a Internet e a "Ajuda Vale"?
A Internet recolheu 90 toneladas de alimentos. Tivemos visitas ao site provenientes de 91 países, com mais de 3 mil doadores. Para a campanha "Ajuda Vale", ainda não temos números finais, mas ronda as 300 toneladas.
 
Como justifica a quantidade de visitas ao site fora do País?
Graças às televisões e também devido ao Facebook.
 
De que forma contribuem as redes sociais para o BACF?
Temos de ter a noção de que o mundo é global. Quando colocamos um post no Facebook, os emigrantes, por exemplo, disseminam a informação entre si, mais que não seja, por curiosidade. Por isso, desta vez, acrescentámos a possibilidade de contribuição via cartão Visa; na campanha de Maio, já tínhamos o Aliementestaidea.net, mas só se podia doar com Multibanco, sendo preciso ter uma conta num banco em Portugal. Daí que inovámos, permitindo o acesso por PayPal, com cartão Visa.
 
O Facebook é então uma ferramenta importante.
Não conseguimos aferir directamente. Por falta de tempo e de pessoas com apetência, não estamos a conseguir gerir o Facebook na totalidade, porque é um meio muito consumidor de tempo. Penso que muitas pessoas partilharam a nossa informação nas suas páginas de Facebook. É incontestável o fenómeno da disseminação da informação pelas redes sociais, que suscitam fenómenos globais e virais, mas não sabemos qual a extensão.
 
Além das duas campanhas anuais, têm donativos todo o ano. Fazem alguma divulgação junto das entidades e empresas, para que saibam como contribuir?
As campanhas de recolha de alimentos são acções de angariação e de voluntariado, de mobilização de pessoas, mas também de sensibilização para a causa que é o BACF. Concentramos a nossa visibilidade e campanha de imagem nestas duas alturas do ano: o último fim-de-semana de Maio e o último de Novembro. Nesta altura, o BACF tem uma grande visibilidade e notoriedade, e há muitas empresas que contactam com o BACF e se lembram de que podem doar o seu excedente. Diariamente, temos uma comissão de abastecimento que faz o contacto com as empresas, propondo uma parceria na luta contra a fome - o BACF assegura que vai distribuir os vários produtos doados pelas empresas, que vai ter cuidado com as suas marcas, garante que tudo chega ao seu destino, dentro das normas de segurança e de higiene. E dá-lhe benefícios fiscais porque, quando uma empresa faz uma doação de alimentos, pode fazer o desconto no IRC, não tendo de pagar IVA. Além de que não tem custos de armazenamento ou de destruição, porque muitas vezes os produtos doados estão próximos do prazo de validade ou, por alguma razão, não podem ser comercializados (porque mudou a marca, a embalagem ou esta está ligeiramente danificada...). A equipa estabelece relações com estes nossos parceiros.
 
E tenta angariar novos parceiros?
Mais que ir à procura, cuida dos que temos. Entendemos que, quando as empresas confiam no BACF, têm a expectativa de que a relação de parceria vai ser acarinhada. O que fazemos é cuidar dos nossos parceiros.
 
Mas as empresas não doam só bens alimentares.
Não. As empresas agro-alimentares, as cadeias de distribuição, as cooperativas agrícolas e os mercados abastecedores doam alimentos. Mas temos um conjunto de outras empresas de que as pessoas nem têm noção que são nossos parceiros: uma que faz o controlo de salubridade dos produtos, outra que nos oferece os seguros, outra que nos fornece os transportes, outra que faz a publicidade e as campanhas, as televisões dão-nos toda a cobertura na altura das campanhas, empresas que nos ajudam com o material e afins, no caso de obras no BACF... Temos um conjunto de empresas de que ninguém se lembraria, mas que ajudam o BACF a desempenhar a sua missão. Esta relação tem muitos parceiros, em que cada um dá aquilo que faz ou produz.  

E em relação a quem recebe a ajuda, neste momento, os maiores beneficiários do BACF continuam a ser as pessoas de idade, ou a classe média/média baixa é uma faixa que está a aumentar em termos de pedidos de apoio?
Os idosos são sempre a categoria mais problemática em Portugal. Há uma pobreza estrutural no País, os idosos têm baixíssimas pensões de reforma: são 1 milhão com menos de 280 euros por mês. Esta categoria é a mais preocupante. Mas hoje há um conjunto de pessoas que não tinham a expectativa de vir a ser consideradas pobres, e que pertencem a um conceito de "near poor", os "quase pobres". São pessoas que não são contempladas pelos sistemas de Segurança Social, mas com rendimentos que não lhes permitem fazer face às despesas. Por exemplo: uma família em que um dos cônjuges fica sem emprego e o outro ganha 700 euros por mês não é considerada pobre, porque recebe mais que o salário mínimo. No entanto, e porque programaram a sua vida para um orçamento que contava com dois salários (têm créditos à habitação, ao consumo, filhos em actividades extra-escolares, ou até o ATL, de que precisam para que a mãe possa trabalhar), são pessoas que não têm rendimentos suficientes para poderem viver.

E são cada vez mais.
Sim e, para o ano, os portugueses têm de estar preparados para viver tempos muito difíceis. E de alguma forma têm de - sem ser com conformismo e baixando os braços -, aceitar que vai ser um ano duro, mas que vai passar depressa. Cada um de nós tem de regressar ao essencial do seu consumo, mas não deixar de ter em atenção outras pessoas que vão passar por muitas dificuldades. É indispensável que haja uma solidariedade reforçada no próximo ano.

Algo complicado de fazer, quando há muitas pessoas que nem sequer vão ter capacidade de olhar para o vizinho do lado.
Mas esse individualismo só gera mais pobreza, porque as pessoas fecham-se sobre si mesmas, ficam muito mais preocupadas com a sua vidinha e deixam de relativizar. Não digo que se dê o que não se tem. Mas há coisas que as pessoas têm sempre, uma delas são sorrisos. Eu sinto um clima de tristeza na sociedade portuguesa que pode gerar um efeito contrário. As pessoas têm de ter o mínimo para viver, mas têm de pensar que têm de encontrar a felicidade e razões para ser felizes em muitas outras coisas. Tem de se regressar ao essencial.
 
Quantos voluntários e que tipo de logística envolve o BACF?
Numa campanha, muitos. Na de Novembro, tivemos à volta de 36 mil pessoas que, no mesmo fim-de-semana, dão o seu tempo pela mesma causa. São pessoas que voltam a participar na campanha a seguir. Vão desde os jovens ao menos jovens e aos ainda menos jovens, cada um com a sua motivação, o que faz com que as campanhas do BACF sejam festas. No dia-a-dia, os 19 BACF têm à volta de 520 voluntários no total - desde as pessoas que trabalham nos armazéns aos escritórios, mas também em serviços externos, nas visitas às instituições beneficiadas.
 
Para verificarem que os donativos estão a ser bem direccionados?
Sim, todas as instituições têm de ser conhecidas pelo BACF da sua região. Temos de ter a certeza de que há uma relação de confiança com as instituições a que entregamos os produtos que nos foram confiados. Quando uma empresa doa um produto, confia no BACF para o levar à mesa de quem tem fome. A nossa principal obrigação é ter a certeza de que a rede de distribuição é de confiança.
 
Quantas instituições e pessoas contam com o apoio do BACF em Portugal?
São 2047 instituições, através das quais os donativos chegam às pessoas, sob a forma de refeições confeccionadas ou de cabazes de alimentos. De momento, estão a ser apoiadas à volta de 329 mil pessoas. Temos uma base de dados com os nomes de cada uma, para evitar a duplicação de doações.
 
Quantos quilos/toneladas de produtos distribui o BACF por dia?
Em Lisboa, 44 toneladas por dia. No País, cerca de 105 toneladas pelos restantes BACF.

Mas os BACF não fornecem só alimentos.
Não, propomos um conjunto de serviços às instituições apoiadas através da Entreajuda: levamos-lhes gestão e organização; voluntários via a Bolsa do Voluntariado; bens não alimentares através do Banco de Bens Doados, como mobiliário, computadores, etc. Temos estruturada uma rede de apoio, em que propomos alimentos, competências e voluntariado qualificado.  

O BACF tem sempre alimentos em stock ou há alturas de ruptura?
Não existem. Fazemos uma gestão de stock a seis meses. Contamos com o que angariamos nas campanhas de recolha - que representam cerca de 20% das entradas, com as doações diárias da indústria, das cadeias de distribuição e ainda com produtos adquiridos com os donativos em dinheiro de empresas e particulares. Sabemos o que vamos distribuir de cada um dos nove produtos básicos para os seis meses seguintes. Além de que temos os artigos provenientes do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC), que representam uma parte substancial dos produtos básicos entregues. Sabemos com o que contamos e temos de ser inventivos, para podermos manter o cabaz que consideramos razoável para o número de instituições apoiadas, pelo que nunca temos quebras.

Apesar do cada vez maior número de instituições que são apoiadas pelos BACF.
Sim, é superior, tanto em termos de instituições em si, como das que têm um maior número de pedidos por parte das famílias, e até as próprias instituições têm mais necessidades (muitas famílias deixaram de poder pagar a creche, o lar e afins). Como tal, aumentam os pedidos, porque precisam de reduzir despesas e de manter postos de trabalho.
 
A Cáritas afirmou que existem dificuldades na distribuição de bens em Portugal, problemas ligados com o armazenamento, havendo muitas vezes excesso de entregas. Como pensa que se pode contornar/solucionar esta situação?
O que não se passa com o BACF. Há muitas entidades que não têm vocação para receber tantas quantidades de uma vez só, e a gestão acaba por ser menos correcta, porque tem de se dar maiores quantidades às famílias, o que faz com que haja perdas de produtos. Tem a ver com o espaço de armazém.
 
Falou no Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC), que acaba em 2014. De que forma será afectado o BACF, para o qual o PCAAC representa 20% dos alimentos distribuídos?
Está a ser estudada a possibilidade de um programa de apoio aos mais carenciados, mas ainda não se sabe de que forma funcionará. Há todo um trabalho a fazer pela Comissão Europeia, que terá de ser aprovado pelos vários Estados-membros (ver caixa "Fim do PCAAC ameaça alimentação de 420 mil portugueses").
 
Quais são os grandes desafios para o BACF nos próximos tempos?
Quando me perguntam o que desejo para o BACF, digo que queria que fechasse, era sinal de que já não era preciso. Penso que, no próximo ano, o desafio é manter o cabaz. Ou seja, a mesma quantidade de alimentos que entregamos mensalmente às instituições. Para 2014, será de que forma vamos substituir os alimentos entregues pelo PCAAC, porque os 20% que nos fornece são os produtos básicos que fazem parte da dieta mínima de sobrevivência: arroz, leite, massa, etc. Temos de ser inventivos, e a Campanha Papel por Alimentos é um exemplo (ver caixa "Papel por alimentos").

 

Fim do PCAAC ameaça alimentação de 420 mil portugueses
O Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC) termina em 2014, por imposição de alguns Estados-membros da União Europeia. Não havendo substituto para o programa, é colocada em causa a alimentação de 420 mil portugueses por ano. De acordo com Isabel Jonet, para além dos produtos distribuídos pelos Bancos Alimentares Contra a Fome (BACF), todos os produtos alimentares que são entregues à população carenciada em Portugal provêm do PCAAC. O programa representa 20% dos alimentos distribuídos pelos BACF. Sem o PCAAC, as instituições que recebem os produtos directamente da Segurança Social deixam de receber alimentos.

 
Papel por alimentos
Em Janeiro de 2012, a Federação Portuguesa de Bancos Alimentares (FPBA) avança com uma nova campanha, "Papel por Alimentos", em parceria com a empresa Quima - Recolha e Recuperação de Desperdícios. A ideia, explica Isabel Jonet, passa por "envolver as instituições às quais damos alimentos na própria actividade do Banco Alimentar contra a Fome (BACF)". Ou seja, aproveita-se o facto de as instituições se dirigirem ao BACF para levantarem os alimentos, "propondo-lhes que tragam algo que, para elas, já não tem valor: o papel, e que pode transformar-se em alimentos". Por cada tonelada de papel, a Quima doa 100 euros, que são convertidos em alimentos. Há assim "uma envolvência das instituições no produto que vão receber e tornamos a cadeia mais forte". O projecto, "além da componente social, tem também características ambientais, uma vez que se recicla o papel, logo, evita a destruição de mais floresta", acrescenta a presidente da FPBA. O objectivo da campanha consiste em sensibilizar a população para a contribuição de material que não tem valor. Nesse sentido, será feita uma acção de comunicação junto dos jovens, nos refeitórios universitários e das escolas, onde "o toalhete da refeição terá a mensagem de que o papel é essencial para a luta contra a fome", numa parceria com as empresas que abastecem as cantinas. As organizações que queiram contribuir com o seu excedente de papel podem fazê-lo, entregando-o no Banco Alimentar da sua região. Com esta campanha, o BACF pretende "mostrar às pessoas que há acções simples que podem ser desenvolvidas". Para tal, basta ter alguma criatividade e ser engenhoso, características que não faltam a quem está à frente do Banco Alimentar de Lisboa. Por exemplo, houve uma altura em que a instituição recebeu pêra e kiwis em tal quantidade (rejeitados por não se enquadrarem nos parâmetros europeus), que não conseguiu escoá-los na totalidade junto das instituições com que trabalha. Dado que destruir alimentos é uma medida que nem sequer se coloca, surgiu a ideia de converter a fruta em compota. Mas era preciso fabricá-la - o BACF conseguiu ter o apoio de uma empresa para o fazer, mas depois tinha de arranjar frascos -o BACF obteve a ajuda de outra empresa para o efeito; a seguir, os rótulos, e por aí fora. No final do processo, as compotas foram feitas, com a ajuda de várias parcerias, e ainda hoje estão no armazém de Alcântara, de onde vão sendo distribuídas.

 
BACF em números
- 1991 é o ano da criação do primeiro Banco Alimentar Contra a Fome (BACF) em Portugal.
- 1999 marca a constituição da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome (FPBA).
- 19 BACF estão hoje activos no território nacional, congregados na FPBA, com cerca de 520 voluntários no total.
- 2047 instituições de solidariedade social recebem os géneros alimentares recolhidos.
- Cerca de 329 mil pessoas com carências alimentares comprovadas recebem donativos, sob a forma de cabazes ou de refeições confeccionadas. 
- O BACF de Lisboa distribui 44 toneladas por dia, os restantes BACF do País distribuem, no total, cerca de 105 toneladas/dia.
- Cerca de 20% do total dos bens alimentares obtidos são provenientes das campanhas anuais de recolha.
- Mais de 2950 toneladas de géneros alimentares, foi a quantidade reunida com a campanha no último fim-de-semana de Novembro de 2011, realizada em 1615 superfícies comerciais do País (Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, S. Miguel, Viana do Castelo, Viseu e Terceira) - representando um ligeiro decréscimo face à campanha de Novembro do ano passado (3250 toneladas), mas uma subida relativamente à de Maio deste ano (2309 toneladas).
- Mais de 36 mil voluntários - um recorde absoluto - participaram na campanha de recolha nas superfícies comerciais no último fim-de-semana de Novembro deste ano.
- 90 toneladas de alimentos foi a quantidade doada por 3135 pessoas através da nova plataforma www.alimentestaideia.net, num valor total de 105 292,77 euros, ultrapassando em 22 toneladas o volume de alimentos doados online na campanha do último fim-de-semana de  Maio. Até 4 de Dezembro, acederam ao portal mais de 60 mil internautas, a partir de 91 países.
- Cerca de 300 toneladas de alimentos foi quanto reuniu a campanha "Ajuda Vale", que decorreu até 4 de Dezembro e consiste em disponibilizar cupões-vale de produtos seleccionados - azeite, óleo, leite, salsichas, atum e esparguete - nas lojas Pingo Doce/Feira Nova, Dia/Minipreço, El Corte Inglés, Jumbo/Pão de Açúcar, Lidl e Continente.
- Em 2010, os 19 BACF em Portugal distribuíram 26 567 toneladas de alimentos (equivalentes a um valor global estimado superior a 37 milhões de euros), o que representa um movimento médio de 106 toneladas por dia útil.
- Em 2009, os 232 BACF operacionais na Europa distribuíram 294 500 toneladas de produtos a 4,5 milhões de pessoas, através de 27 mil associações (http://www.eurofoodbank.org/).
- Entre 24 de Maio e 3 de Junho de 2012 decorre a próxima campanha online.
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