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Nuno Gomes de Azevedo: “Portugal distingue-se de Espanha essencialmente na sua sensibilidade ao factor preço”
Entrevistas
07/12/11, 00:01
Por Almerinda Romeira

Distingue-se igualmente no protocolo. Os espanhóis são muito calorosos, prevalecendo a relação pessoal quase sempre sobre a formalidade na gestão dos negócios. Nuno Gomes de Azevedo, português, revê-se nesta forma de ser. Foi para Madrid mal terminou a Universidade e aí iniciou uma bem sucedida carreira como gestor, que o conduziu à primeira linha da TomTom, onde é Vice-Presidente, responsável pela divisão  de Consumo em França, Península Ibérica e Marrocos.
 

   
 
Razões familiares levaram o recém formado em Gestão de Empresas, Nuno Gomes de Azevedo, 41 anos de idade, para Madrid.  "Desde o início encarei a mudança para capital espanhola como uma decisão verdadeiramente acertada a nível pessoal e profissional", confessa, justificando: "Além de ser um sítio fantástico, a nível profissional, as oportunidades são muitas". Ele próprio é um bom exemplo disso. Iniciou a sua actividade profissional, em 1994, na área de vendas da empresa de importação e exportação de produtos fotográficos Lacor, de seguida transitou para a Sega Espanha, onde desempenhou a função de Sales Manager, e depois para a Microsoft, onde foi Sales Manager Home & Entertaiment Division da Microsoft Iberia, responsável por contas chave para a empresa e pela implementação de um novo modelo de distribuição para o canal espanhol. Em 2005, ingressou na TomTom enquanto Country Manager para a região Ibérica. Hoje, é Vice-presidente da divisão de consumo para Portugal, Espanha, França e Marrocos, participando activamente no desenvolvimento e consolidação desta marca nos vários países. Saudades de Portugal? Sim, do mar, da comida e, claro, da família e dos amigos.

 
Foi para Espanha por opção ou por imperativo de carreira?
Por opção. Mudei-me para Espanha por motivos pessoais, já que a minha mulher era espanhola. Quando acabei o meu curso universitário vim para Madrid e foi aqui que iniciei a minha carreira profissional na Lacor, empresa portuguesa. A experiência tem sido extremamente positiva desde então.
 
Na escala de 1 a 5, como foi a adaptação?
Teria de dizer 5. A minha adaptação foi óptima, correu bem a todos os níveis. Madrid é uma cidade excelente para se viver. Desde o primeiro dia senti-me como se estivesse "em casa". Além de ser um sítio fantástico, a nível profissional, as oportunidades são muitas. Desde o início, encarei a mudança para capital espanhola como uma decisão verdadeiramente acertada a nível pessoal e profissional.
 
Como é hoje um dia normal de trabalho seu?
Os meus dias costumam ser bastante preenchidos. Acordo às 8h00 e chego ao escritório uma hora depois. Paro para almoçar entre as 14h e as 15h num restaurante de boa comida espanhola, "La Cucharita", terminando o dia de trabalho pelas 20h. Entre as 21h e as 22h aproveito para fazer desporto: jogging, ginásio ou paddle. Às 22h30, e à boa maneira espanhola, janto.
 
Fazer carreira internacional estava nos seus planos? Era um objectivo a atingir?
Nos primórdios da minha carreira, a vertente internacional não consistia num dos meus principais objectivos. Por motivos pessoais, surgiu esta oportunidade e tenho vindo a tirar o melhor partido dela.
Uma experiência em vários mercados enriquece-nos muito, não só a nível profissional como também pessoal, claro. Trabalhar no estrangeiro amplia os nossos conhecimentos, dá-nos mais-valias e experiências às quais não teríamos acesso de outro modo, e que inclusivamente poderemos depois aplicar a outros mercados de forma a dar resposta a diferentes necessidades.
 

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