PUB
Faça do OJE a sua homepage
Montepio

The Edge Group tem projectos para 500 milhões de investimento
Entrevistas
25/10/11, 09:25
Por Vítor Norinha/OJE

A abertura do 5.º supermercado da cadeia Brio foi o último investimento do The Edge Group, uma empresa de Miguel Pais do Amaral e de José Luís Pinto Basto. Mas a actividade desta holding de capital de risco vai mais longe e entra pelo imobiliário/escritórios, restauração, ginásios, hotelaria e retalho alimentar. São projectos que, na maturidade, atingirão os
500 milhões de euros de investimento, refere Pinto Basto ao OJE.

 
Quais os objectivos em termos de aberturas para este ano e volume de negócios esperado nos supermercados Brio?

Abrimos três lojas este ano e atingimos as cinco lojas. Cada loja Brio deverá facturar, em cruzeiro, perto de 1 milhão de euros/ano, dependendo da localização. Temos actualmente lojas muito bem localizadas, nomeadamente no Chiado (Largo do Carmo), no Estoril (Av. Biarritz), na LX Factory (Alcântara), Carnaxide (Av. do Forte) e Campo de Ourique (R. Azedo Gneco).
 
Qual o target que pretendem atingir? Vão diversificar para outras cidades? Quando?

Sem dúvida, pretendemos ter uma cobertura nacional ao longo dos próximos cinco a 10 anos. Já em 2012, contamos abrir as primeiras lojas fora da Grande Lisboa.
 
Quais os investimentos previstos nesta área do retalho a médio e longo prazos?

O investimento inicial em cada loja Brio aproxima-se de 400 mil euros. Temos como objectivo atingir as 50 lojas em 10 anos, o que equivale a um investimento total de 20 milhões de euros. Estamos também a apostar nos restaurantes Origem, primeira cadeia em Portugal de cozinha exclusivamente biológica, e nos ginásios Fitness Hut, primeira cadeia em Portugal de ginásios "low cost". Quanto aos Origem, vamos terminar o ano com cinco cafetarias e um restaurante em funcionamento, esperando dobrar este número já em 2012. O primeiro ginásio Fitness Hut abre dia 15 de Outubro nas Amoreiras, seguindo-se Cascais, Almada, Porto, Oeiras e outras localizações na Grande Lisboa, num total de dez ginásios em operação até final de 2012.
 
Em termos jurídicos, onde está ancorado o Brio? No The Edge Group?

A empresa Brio é participada em 80% pela Edge Capital SGPS, holding de capital de risco 100% detida pelo The Edge Group. O restante capital da Brio pertence à gestão da empresa.
 
Que negócios imobiliários estão activos no The Edge Group?

O Espaço Amoreiras, o Forte Center (Oeiras), o Norte Center (Matosinhos), o Setúbal Center e o Lisboa Shopping (Santa Apolónia). Temos ainda como objectivo entrar em cinco novos projectos em 2012.
 
As instalações das Amoreiras foram ocupadas pelos escritórios centrais. Há outros interessados nos espaços?

Temos, neste momento, 96% de ocupação nos 10 mil m2 que tínhamos disponíveis. Para além dos novos escritórios centrais do The Edge Group, o projecto foi ancorado com oito empresas da multinacional de publicidade WPP. Temos ainda como ocupantes: Your Group (Assessores de Gestão), Leap Center (plataforma de apoio a PME), Leap Academy (Centro de Formação), Fitness Hut (Ginásio low cost) e Origem (restaurante e cafetaria biológicos). O Espaço Amoreiras conta ainda com um Auditório para 150 pessoas, que baptizámos de "Auditório João Bernardino Gomes", em homenagem ao antigo proprietário do edifício e grande empreendedor do nosso país.
 
Estão em andamento ou fizeram uma paragem nos projectos de escritórios na Grande Lisboa?

Estão em andamento. Apostamos na diferenciação da oferta e na relação preço/qualidade. A título de exemplo, em Carnaxide, vamos construir uma torre de 15 mil m2, no início da Av. do Forte e com frente para a A5. A mesma terá preços muito competitivos, excelente qualidade de construção e vistas deslumbrantes. Em Matosinhos, estamos a projectar o primeiro Business Park do Grande Porto, que será ancorado pela nova sede da Mota-Engil.
 
O objectivo Vilamoura XXI caiu ou mantém-se?

Mantemo-nos interessados e em contacto com os proprietários.
 
Os objectivos nos hotéis mantêm-se? Qual o portfolio actual do grupo?

A área hoteleira é estratégica no crescimento do grupo, mantemo-nos activos na procura de oportunidades para crescer neste sector.
 
Em termos de reciclagem de capital, há projectos vendidos ou a serem vendidos?

À excepção do Espaço Amoreiras, não temos felizmente qualquer outro projecto em fase de venda. Caso contrário estaríamos a sofrer com as actuais condições de mercado.
 
E projectos no exterior, caso do Brasil, Angola e outros? Quais as geografias de interesse e em que áreas?

Nos últimos anos analisámos projectos em Espanha, Polónia, Moçambique e Brasil, mas a crise económica fez-nos voltar a focar os investimentos em Portugal, ao contrário do que fizeram a maior parte dos investidores. Trata-se não apenas de uma atitude patriótica, pois acreditamos que os empresários não devem voltar as costas ao seu país em tempos de crise, mas também por uma questão de oportunidade, pois na nossa área acreditamos que se fazem melhores negócios em contra-ciclo. Como diz o Warren Buffet, "devemos ser atrevidos quando toda a gente tem medo e devemos ter medo quando todos estão a ser atrevidos".
 
Em termos genéricos, qual o volume actual de investimentos em execução no The Edge Group? E qual o valor dos activos que o grupo opera?

Os projectos que temos em curso chegarão na sua maturidade a um volume de investimento superior a 500 milhões de euros, sendo que metade desse valor são activos que pretendemos manter sob gestão própria.
 
Em que medida a crise financeira do país tem afectado ou, em alternativa, gerado oportunidades para o grupo?

Existem hoje inúmeras opções de investimento em Portugal em condições muito mais atractivas e seguras do que há uns anos atrás, em consequência da crise e do medo que instalou. Acreditamos ser mais interessante investir, neste momento, em Portugal do que, por exemplo, no Brasil, onde a economia está sobreaquecida. O actual Governo está a fazer um trabalho sério e necessário de corte da despesa do Estado e criação de maior apoio ao empreendedorismo e investimento, pelo que a economia irá seguramente recuperar a médio prazo, com bases mais sólidas e sustentáveis.
 
Está previsto o reforço de capital da empresa para novos negócios?

Sempre tivemos como política capitalizar continuamente, reinvestindo os resultados positivos que vamos alcançando com os nossos projectos em novos desafios e negócios. Temos parceiros específicos para algumas operações, mas o capital do grupo mantém-se nos seus accionistas históricos: Miguel Pais do Amaral (50%) e José Luís Pinto Basto (50%).
0  Comentários
0 votos
17/05/12, 23:59

Manuel Ferreira de Oliveira: “Transformámos a Galp Energia numa empresa internacional”

Para o CEO da Galp Energia, um líder distingue-se pela visão inspiradora que transmite às equipas, Ver Notícia
15/05/12, 01:05

Paulo Duarte: “Temos 850 farmácias com fornecimentos suspensos em pelo menos um grossista”

As farmácias estão no ponto de ruptura. Há 850 com fornecimentos suspensos em pelo menos um grossista, afirma Ver Notícia
10/05/12, 23:59

António Lopes de Seabra: “O principal desafio é tudo fazer para não comprometer as estratégias definidas”

António Lopes de Seabra, vice-presidente executivo da Continental AG para a Ásia-Pacífico, considera que um Ver Notícia
Artigos relacionados
pub
NOTICIAS
  • ÚLTIMAS
  • + LIDAS
  • DESTAQUES