O NH Hoteles tem prevista a abertura de um hotel no Porto, estando a avaliar outras cidades como Lisboa, Coimbra e Braga. Para já "estamos à espera que o mercado recupere", explica Gaspar Saez, director de operações da zona sul da Europa
A cadeia internacional NH Hoteles tem origem espanhola e tem 393 hotéis em 29 países do mundo. Em território português têm duas unidades em Lisboa, em Entrecampos e na Av. da Liberdade. Em Portugal, a cadeia, que prima por "um padrão de serviço de alta qualidade em todos os destinos", como explica Gaspar Saez, director de operações na Zona Sul da Europa, pretende continuar a crescer estando a estudar a possibilidade de aberturas em cidades como o Porto e mais tarde noutras cidades como Lisboa, Coimbra e Braga.
A cadeia NH Hoteles está há 10 anos em Portugal. O que representou, na altura, o início da internacionalização da cadeia? Porque começaram por Portugal, pelo NH Liberdade?
Portugal foi, efectivamente, o primeiro país na Europa onde a NH abriu um hotel fora de Espanha. Foi uma evolução lógica, tanto como destino de negócios, como destino de férias. Para o mercado espanhol, a cidade de Lisboa é um destino que tem o "melhor dos dois mundos". A nossa ideia é continuar a crescer em Portugal.
O que diferenciava na altura o NH Liberdade de outras unidades da cadeia e dos concorrentes em Portugal? E neste momento?
O NH Liberdade marcou a ruptura com um estilo tradicional, inclusive dentro da própria cadeia. Foi no seu tempo um hotel da gama Collection que se distinguia sobretudo pela sua decoração vanguardista e estilo cosmopolita. Continua a ser um hotel bastante actual e de referência tanto dentro da NH como em Lisboa, tanto pela sua localização e estilo, como pela qualidade do seu serviço.
Qual o target do hotel? Mudou ao longo do tempo?
O target do hotel sempre foi sobretudo o mercado corporativo, inclusive por influência da cadeia. Há três anos que, devido à sua localização muito central, o hotel passou a ser cada vez mais atractivo para o cliente que vem de férias, tanto no Verão, como para os City Breaks. Continua a ser um dos poucos hotéis dentro da cidade de Lisboa com piscina.
Para além do NH Liberdade, que outros hotéis têm em Portugal? O que os diferencia? Está prevista a abertura de novas unidades em Portugal? Quando? Onde?
Neste momento, temos também outro hotel em Lisboa: o NH Campo Grande. Ambos são hotéis de 4 estrelas com os standards da NH. Distinguem-se pela localização (Avenida da Liberdade e Entrecampos). O hotel NH Campo Grande está numa zona na qual predominam as empresas portuguesas e por este motivo está mais focado no mercado português, ainda que notemos que cada vez mais temos clientes espanhóis e de outras nacionalidades.
Para Portugal temos prevista a abertura de um hotel no Porto e estamos a verificar outros projectos em Lisboa, Coimbra e Braga. De momento estamos à espera que o mercado recupere e por isso a expansão está um pouco mais lenta do que se tinha imaginado.
Quais os projectos para o futuro e objectivos estratégicos da cadeia a nível global?
Com a fusão com a cadeia espanhola Hesperia, que representou mais de 48 hotéis em Espanha, estamos sobretudo focados na consolidação interna, para depois continuarmos com a expansão internacional.
Quantos hotéis estão a ser construídos e quais as previsões de aberturas?
Há dois projectos em estudo no Porto, mas no entanto ainda não estão definitivamente definidos.
Qual o volume de negócios da NH Hoteles em Portugal? Quais as previsões para este ano?
O volume de negócios em 2009 foi de seis milhões de euros. Em 2010 prevemos um decréscimo já que fechámos um hotel e passámos de três para dois hotéis em Lisboa.
Que impacto terá tido/vai ter no vosso negócio, os efeitos do vulcão islandês que afectou o tráfego aéreo na Europa e no mundo?
O impacto no geral é sempre negativo, porque complica as operações dos hotéis, mas a verdade é que a primeira erupção beneficiou-nos porque foi antes de um fim-de-semana e as pessoas que não se podiam movimentar optaram por alargar o tempo de estadia. Na segunda erupção passou justamente o oposto, foi durante a semana, pelo que tivemos muitas anulações pois as pessoas não conseguiram chegar como tinham previsto.
Como vê o seu negócio numa perspectiva a cinco anos? Mais ou menos concorrência? Nacional ou estrangeira?
Com a situação económica actual e com os mercados tão instáveis é difícil fazer uma previsão certeira, mas temos confiança numa recuperação paulatina nos próximos anos, temos que nos adaptar às actuais necessidades do negócio.
Em Portugal esperamos mais concorrência já que nos próximos anos está prevista a abertura de cerca de 30 hotéis só em Lisboa, tanto nacionais como de cadeias estrangeiras.
No entanto, a situação da NH em Portugal também estará seguramente bastante mais consolidada.