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"A Coimbra Editora contribui com cerca de 40% do volume de negócios"
Intermail
29/07/10, 00:58
OJE

A Wolters Kluwer está a concluir a integração da actividade editorial da Coimbra Editora que adquiriu há um ano. Neste momento, esta representa quase 40% do negócio da Wolters Kluwer, diz José Morodio, director-geral da empresa.

A Wolters Kluwer está em Portugal desde Março de 2006. Este grupo editorial multinacional é especializado em publicações técnicas, nos mais variados suportes, dirigidas a profissionais de mercados regulamentados como o sector jurídico, financeiro, fiscal e saúde. A Wolters Kluwer "transmite conhecimento para toda a comunidade jurídica, na era da hiperinformação", como explicou José Merodio, director-geral da Wolters Kluwer Portugal, em entrevista por e-mail.


Qual a estratégia da Wolters Kluwer?

Presente em 40 países, a Wolters Kluwer desenvolve uma estratégia global para todas as suas divisões assente em planos de três anos. Para o triénio 2010-2012 a estratégia passa por apostar no desenvolvimento de novos produtos e na melhoria contínua de todos os serviços existentes para que se ajustem perfeitamente às necessidades diárias dos nossos clientes e, desta forma, ajudá-los a aumentar a produtividade e a rentabilidade dos seus negócios, com o objectivo de "maximizar o valor para os nossos clientes".


Quais os mais recentes resultados financeiros?

A Wolters Kluwer é uma empresa cotada em bolsa, como tal não estamos autorizados a revelar quaisquer dados até ser feito o anúncio oficial dos resultados globais pela CEO do grupo, Nancy McKinstry. Os resultados do primeiro semestre serão comunicados na segunda quinzena de Agosto, em Londres.


Vão crescer organicamente ou por aquisição?

O grupo Wolters Kluwer sempre se caracterizou por apostar num mix de aquisições e crescimento orgânico. Concretamente em 2010, e falando de Portugal, o nosso crescimento será exclusivamente orgânico, dado que estamos já na fase final de integração da actividade editorial da Coimbra Editora, que adquirimos há precisamente um ano.


Quais os principais projectos já desenvolvidos este ano? E daqui para a frente?

Porque queremos ser The profesional first choice, a Wolters Kluwer Portugal privilegia os acordos com as entidades que regulam e pugnam pelo desenvolvimento da actividade profissional dos seus associados.

Temos vindo a colaborar com as Ordens dos Notários e dos Advogados e respectivos Conselhos Distritais, com as Universidades, com os Tribunais, entre outros. E o diálogo constante com estas instituições traduz-se numa novidade inesperada neste mercado, cujo êxito excedeu todas as expectativas e veio aproximar os investigadores do conhecimento das necessidades reais do mercado. Pretendemos prosseguir este caminho no futuro: procurar saber quais são as suas necessidades para a optimização do desempenho dos profissionais que representam e propor as melhores soluções a nível de informação impressa e a nível tecnológico.


Qual o peso da Coimbra Editora no vosso negócio?

A integração da actividade editorial da Coimbra Editora permitiu à Wolters Kluwer Portugal complementar a oferta de produtos e serviços de informação para os profissionais jurídicos, unindo a liderança de que dispomos em produtos electrónicos inovadores, de que é exemplo a base de dados jurídica online JusNet, à liderança obtida pela Coimbra Editora na edição de livros jurídicos desde 1920. A marca Coimbra Editora contribui com cerca de 40% do volume de negócios total da Wolters Kluwer Portugal.

Quantas pessoas trabalham na vossa empresa em Portugal e quais as previsões de crescimento? E quantos clientes/utilizadores têm? Qual o perfil dos vossos utilizadores?

Contamos com 28 colaboradores internos e 60 colaboradores externos, com o apoio dos Conselhos Distritais da Ordem dos Advogados para a sua selecção, nomeadamente de Lisboa, Coimbra e Évora. A Wolters Kluwer proporciona aos licenciados em Direito portugueses uma carreira internacional, encontrando-se vários dos seus colaboradores a laborar no estrangeiro e a aprender dos sistemas jurídicos de outros países, nomeadamente espanhol e francês, preocupando-se com a sua formação e bem-estar no trabalho. Contamos também com mais de 400 autores.

Os nossos clientes são maioritariamente profissionais relacionados com a justiça e também algumas das maiores empresas. São ao todo mais de 12 mil utilizadores que confiam diariamente na Wolters Kluwer Portugal para desenvolver a sua actividade profissional e é difícil encontrar um advogado que não tenha, pelo menos, uma obra editada pela Wolters Kluwer Portugal/Coimbra Editora.


Alguma parte do investimento em Investigação e Desenvolvimento é realizado em Portugal?

Na Wolters Kluwer as inovações tecnológicas são core para o negócio, que assenta nas potencialidades das plataformas electrónicas que servem de base aos produtos, pelo que promovemos o desenvolvimento interno das mesmas, de forma a evitar a partilha deste valioso know-how com profissionais externos. Dada a estratégia globalizada do grupo, todas as iniciativas de investigação e desenvolvimento são da responsabilidade da divisão Serviços Gerais, que presta serviço a todas as empresas do grupo.


O que mudou quando se tornaram uma editora certificada?

A Wolters Kluwer Portugal possui a certificação em Qualidade desde Abril de 2007, apenas um ano após ter iniciado a actividade comercial. Tal é indicativo do empenho que colocamos na inovação dos nossos produtos, adaptando-os às necessidades do mercado, melhorando os procedimentos e monitorizando continuamente o grau de satisfação dos nossos clientes.
Para a manter existe uma forte aposta por parte da empresa na qualificação dos colaboradores e em comprometer todos os envolvidos para que prestem um serviço personalizado aos clientes, seja por intermédio de canais de apoio, informação, venda ou formação.

No fundo, o certificado é uma manifestação do compromisso que queremos ter para com os nossos clientes, de lhes continuar a oferecer produtos e serviços que facilitem a sua actividade diária, com total garantia de fiabilidade dos conteúdos fornecidos e elevados standards de serviço.


Os e-books e os e-readers vão alterar o panorama editorial? Este mês já houve alguns anúncios de disponibilização em Portugal de e-books para telemóveis. Qual a vossa estratégia neste segmento específico?

A Wolters Kluwer é uma empresa que aposta fortemente no desenvolvimento tecnológico e quer ser pioneira, logo, todas as novidades que surjam em termos de suportes são algo a ter em conta, tanto mais que entrou como sócia-fundadora da Libranda, em conjunto com outros importantes grupos editoriais (Randoz House, Planeta e Santillana). "Libranda" é uma plataforma multilingue para edição e distribuição de e-books e e-readers, com sede em Madrid, que foi lançada este mês e, num futuro próximo, esperamos que sirva Espanha, Portugal, Brasil e toda a América-Latina.


No entanto, há que perceber que este é ainda um mercado incipiente, neste momento a sua participação nem chega aos 7% na Europa.

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