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António Simplício: “Estamos a estudar mercados como Espanha, Brasil, Angola”
Intermail
11/07/11, 00:40
OJE

A AppStore.com.pt, uma marca da CleverWay, representa actualmente 90% do volume de vendas da empresa. O CEO António Simplício refere que a companhia está em crescimento, apesar da conjuntura, e procura novos mercados.

 

A AppStore.com.pt é uma marca comercial da Clever Way e está focada apenas no desenvolvimento de soluções para dispositivos móveis. A AppStore.com.pt representa actualmente 90% da facturação da CleverWay. A AppStore.com.pt está atenta aos desenvolvimentos do mercado e, como avança António Simplício, CEO da empresa, é uma pequena start-up com grandes ambições. A companhia está, neste momento, a estudar crescer para mercados como Espanha, Brasil e Angola.


Para fazer face a este crescimento, pretende contratar e está à procura de jovens engenheiros com experiência no desenvolvimento nos sistemas operativos em que trabalham. "Investidores também são bem-vindos", acrescenta o responsável.

 

O que é a AppStore.com.pt?


A AppStore.com.pt é a face visível, a marca comercial que escolhemos para vender a área mobile da Clever Way. E, nesta altura, já representa cerca de 90% da facturação da empresa.  

 

Qual o balanço que faz do primeiro ano de actividade? Quais as perspectivas para o segundo ano?


Estamos a completar agora o primeiro ano de actividade e contamos fechá-lo com uma facturação que rondará os 300 mil euros. Perspectivamos, apesar da conjuntura desfavorável, que o próximo ano seja de crescimento.

 

Desenvolver uma mesma aplicação para múltiplas plataformas tem custos elevados. Como aconselham os vossos clientes a optar por começar pela plataforma "A" ou "B"?


A questão será quase controversa (mesmo em Portugal). O sistema operativo Android já será o dominante - existem centenas de terminais com este Sistema Operativo -, mas a verdade é que, no país, existe um número muito interessante de iOS (iPhone, iPad, iPod Touch) e esta é a plataforma que maiores garantias dá. Da estabilidade, à experiencia de utilizador, à distribuição, etc. Actualmente, aconselhamos a que olhem estes dois sistemas e a pensarem no Windows Phone para o ano.

 

Em termos de smartphones, quais são as plataformas mais procuradas neste momento? Por onde começam as empresas?


Segue-se a linha de raciocínio da questão anterior. Existem dispositivos Android fantásticos, o número de modelos com este Sistema Operativo é enorme, mas a verdade é que o iPhone tem mais glamour.


E muitas destas aplicações têm uma forte componente de marketing, comunicacional, de imagem. Tomem-se, por exemplo, os bancos ou os jornais e revistas. Primeiro, lançaram as versões iPhone e só depois Android. Alguns ficam-se mesmo só pelo Sistema Operativo da Apple.

 

A médio/longo prazo, e segundo as consultoras, apenas algumas das plataformas móveis actuais vão sobreviver. Como antecipam esta mudança?


O panorama actual é, de facto, algo confuso, principalmente para quem assiste de fora. As empresas, quando pensam no mobile, têm de pensar no iPhone/iPad, no Android, no Windows Phone 7, nos Blackberry, no WebOS. Existem já soluções baseadas em HTML5 que poderão suprir a necessidade do desenvolvimento para essa enormidade de sistemas, mas a verdade é que o desenvolvimento "nativo" para determinado OS é sempre mais consistente. 

 

E no que diz respeito aos tablet? Qual tem sido a adesão dos vossos clientes? Como perspectivam a evolução deste negócio?


Muitos questionaram a sua penetração e muitos enganaram-se. Hoje, por exemplo, o iPad já representa 1% do share de navegação nos browsers. Se, para já, não substituem desktops ou laptops, o conceito da "nuvem" pode mudar esse panorama. E se a venda de computadores pessoais diminuiu no ano transacto, a de tablets subiu. A facilidade de utilização cativou duas camadas etárias que estavam mais longe destes dispositivos: as crianças e os séniores.

 

Quantas pessoas emprega a AppStore.com.pt? Quais as preocupações com a formação? Perspectivam contratar? Qual o perfil dos vossos colaboradores?


Somos uma start-up pequena com  grandes ambições. Funcionamos um pouco como um hub tecnológico, e é assim que vamos crescer. Cá dentro e lá fora. Estamos a estudar os mercados que, para nós, são óbvios: Espanha, Brasil, Angola... E para crescer precisamos contratar. Nesta altura, procuramos jovens engenheiros ou engenheiros "to be" com experiência de desenvolvimento nos Sistemas Operativos que trabalhamos. Investidores também são bem-vindos.

 

De que forma antecipam a evolução das plataformas móveis? Os líderes estão a deixar de ser líderes e os novos players - ou os players renovados - estão a ocupar os lugares anteriormente considerados inabaláveis? Como se adapta uma empresa que desenvolve aplicações para equipamentos móveis a esta constante evolução?

Não estagnando. Reconhecemos as nossas preferências, mas, se amanhã o caminho for outro, é nesse que estamos.

 

A transição para a computação em mobilidade está a coincidir com uma época de crise em Portugal. Até que ponto a crise está a atrasar ou a contribuir para o desenvolvimento de soluções móveis?


Diria que fomos muito portugueses. Num sector em crescimento, como o nosso, sentimos o abalo quando a troika entrou pelo Terreiro do Paço adentro, mas não nos queixamos - estamos a crescer.

 

A segurança em dispositivos móveis é uma preocupação da vossa empresa? Que importância atribuem a estas questões?


É uma questão importante, e muito mais importante agora, que o mercado empresarial adopta estes dispositivos de forma massiva. E, como em tudo, há uns que tomam mais precauções que outros. Das empresas que desenvolvem estas aplicações aos próprios sistemas operativos. A Apple é muito criticada por ter um sistema fechado, mas a verdade é que todas as aplicações são examinadas ao detalhe e pouco se fala de vírus nestes dispositivos. Uma aplicação para o Android Market está online cinco minutos depois de a lá colocarmos. Quem constrói os vírus tem a mesma liberdade.

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