Galamba de Oliveira: “Outsourcing pode reduzir custos na Administração Pública” Intermail 25/01/12, 01:00OJE É já amanhã que Lisboa acolhe a conferência "Outsourcing na Administração Pública: desafios e soluções para o futuro das tecnologias no setor público". Uma oportunidade para realçar as vantagens do outsourcing na racionalização de recursos da Administração Pública e evidenciar a potencial redução de custos implícita, explica José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portugal Outsourcing O ano 2012 poderá ser efetivamente importante para a dinamização do mercado de Outsourcing de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Processos junto da Administração Pública? O ano de 2012 pode, efetivamente, ser muito importante para a dinamização do mercado de Outsourcing de TIC e Processos junto da Administração Pública, sendo, para tal, muito relevante o facto de o Governo ter recentemente promovido o desenvolvimento de um plano global estratégico de racionalização e redução de custos nas TIC na Administração Pública. Embora as principais conclusões deste documento ainda não sejam públicas - nem quanto à análise desenvolvida, nem quanto ao que se perspetiva dever vir a fazer-se - o passo agora dado assume enorme relevância para o nosso setor. Esta decisão irá permitir seguramente, se houver disponibilidade e abertura por parte do Governo para um debate conjunto, definir as metas e os passos a dar no sentido de alcançar reduções significativas de custos; melhorias no desempenho e eficiência dos serviços públicos, bem como, naturalmente, a promoção do crescimento económico por via da criação de postos de trabalho e das exportações que o setor português do Outsourcing tanto pode potenciar. O que tem dificultado, nos anos anteriores, um recurso mais intensivo ao Outsourcing na Administração Pública? São vários os fatores que têm dificultado um recurso mais intensivo ao Outsourcing na Administração Pública nos anos anteriores e que fazem com que Portugal se encontre abaixo da média europeia na adoção desta prática. Consideramos que a principal barreira estará na falta de tomada de decisão em Portugal. De facto, o Outsourcing alcançou um crescimento e desenvolvimento muito rápido em diversos países desenvolvidos quando os respetivos governos centrais, e em alguns casos regionais, adotaram o outsourcing de serviços de TIC. Serviços esses que, quando geridos internamente, se revelavam ineficientes e de custo excessivamente elevado. No nosso país continuamos a ter uma Administração Pública que mantém, e reforça, a gestão de áreas e processos para os quais não tem vocação nem consegue ser competitiva face à oferta das empresas especialistas do setor. Por outro lado, existem ainda condicionalismos de cariz cultural que têm de ser quebrados. A estes acresce o facto de as leis laborais serem ainda pouco flexíveis para um setor cujo desenvolvimento carece de um enquadramento específico que permita maior flexibilidade de horários e de remunerações, nomeadamente ao nível das formas de contratação, da mobilidade e transferência de recursos entre a Administração Pública e os prestadores de serviços, e das formas de motivação e valorização das suas carreiras, entre outros. Quais poderão ser, afinal, os principais ganhos da Administração Pública com um maior recurso ao Outsourcing? Os principais ganhos da Administração Pública com um maior recurso ao Outsourcing, que temos aliás vindo a expor recorrentemente a esta área ao longo dos últimos anos, são evidentes: melhoria da qualidade e eficiência dos próprios mecanismos de governabilidade da Administração Pública; racionalização e redução de custos de operação; racionalização de recursos por via da implementação de serviços partilhados e soluções comuns ao nível das TIC; facilitação de todo o processo de modernização administrativa necessária ao nosso país e, evidentemente, o estímulo ao crescimento económico nacional. Por outro lado, acreditamos que a adesão da Administração Pública ao Outsourcing contribuiria para a afirmação do setor e de Portugal no radar internacional dos países melhores prestadores deste tipo de serviços. Um posicionamento que tem consequências positivas óbvias ao nível da captação de investimento estrangeiro para o país, exportação de serviços e criação de postos de trabalho diretos qualificados, permitindo a Portugal a criação de um cluster empresarial forte e muito competitivo. No contexto empresarial, como tem evoluído o recurso ao Outsourcing de TI e Processos em Portugal? E que impacto poderá ter o atual contexto económico nacional na dinamização deste mercado? O atual contexto económico nacional, caracterizado por uma redução das componentes de investimento por parte dos nossos clientes, é uma oportunidade para a dinamização do mercado de Outsourcing das TI e Processos em Portugal, em particular do tipo de ofertas preconizadas pela associação, ou seja, ofertas com uma componente de valor acrescentado bem diferenciada, sustentada por modelos de negócio ou parceria que minimizam as necessidades de investimento por parte dos clientes. Ainda assim, devemos estar atentos à conjuntura atual, que tem levado a uma redução generalizada de preços e margens praticadas e ao aparecimento de prestadores de outros tipos de serviço de muito baixo custo e consequente falta de qualidade ou de compromisso de entrega, sob a capa de "serviços de outsourcing", e que nada têm nada a ver com o conceito de outsourcing defendido pela associação e seus associados. Numa perspetiva internacional, que passa pela aposta de Portugal nos serviços prestados por empresas que operam a partir do mercado nacional para o exterior, o atual contexto económico português pode prejudicar o esforço de afirmação que tem vindo a ser feito. Ainda assim, a associação tem neste momento planos em curso para mitigar esta situação e está profundamente empenhada em trabalhar junto de analistas, empresas e investidores internacionais na defesa dos fatores competitivos dos serviços prestados desde Portugal. O que espera desta conferência? Tendo a conferência como principal objetivo o da apresentação e debate de diferentes matérias relacionadas com a contratação do outsourcing de tecnologias de informação e comunicação e de processos pela Administração Pública, com especial relevo para a apresentação das principais conclusões do plano global estratégico de racionalização e redução de custos nas TIC na Administração Pública, recentemente elaborado, a Portugal Outsourcing aguarda com natural interesse e expectativa por conhecer essas mesmas conclusões. O conhecimento das mesmas permitirá à APO debater de forma construtiva as melhores soluções e práticas e garantir que todas aquelas que são as principais vantagens do recurso ao outsourcing, e que temos vindo a explicar aos diversos Governos ao longo dos últimos anos, possam efetivamente ser postas em prática, com evidentes ganhos para todos os "players" envolvidos: Administração Pública, empresas do setor e cidadãos de Portugal. ![]() ![]() ![]() 18/05/12, 07:55 Carlos Gonçalves: “O escritório virtual é o modelo de futuro”No âmbito da conferência "Mercado de Escritórios - Sustentabilidade, Gestão de Espaços e Tecnologias de Informação", Carlos Gonçalves, diretor-geral do Avila11/05/12, 01:00 Mário Monteiro: “Em época de crise estamos devidamente implementados”A comemorar 60 anos, a Adega Cooperativa de Favaios assume uma visão futurista e revela estar bem atenta aos desenvolvimentos económicos nacionais e04/04/12, 00:50 Hernâni Magalhães: "Queremos crescer mais de 30% no mercado externo"A Silvex está atenta à inovação e às exportações. 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