O modelo de negócios da Symantec, que tem crescido a um ritmo de dois dígitos em Portugal, assenta numa rede de parceiros. João Beato, CEO da empresa, refere que pretendem continuar a contratar e a conquistar novos clientes.
A estratégia da Symantec Portugal é continuar a conquistar clientes e divulgar a importância de garantir que a informação confidencial não transpira das organizações, que existe continuidade de negócio em caso de desastre e que a segurança no acesso à Internet ou à cloud estão assegurados. A empresa está a crescer a um ritmo de dois dígitos e pretende contratar este ano, avançou o director-geral da empresa em Portugal, João Beato.
Qual a estratégia da Symantec para Portugal?
A Symantec tem como missão ajudar os seus clientes a gerir e a proteger a informação. Vivemos num mundo conectado e numa era onde o importante é a informação, não os dispositivos onde essa informação corre.
Assim, a nossa estratégia em Portugal é continuar a conquistar clientes e a passar a mensagem de quão importante é garantir que a informação confidencial não sai da organização, que existe uma continuidade de negócio em caso de desastre, que estamos seguros quando acedemos à Internet ou à cloud, que podemos reduzir os custos com o armazenamento de dados usando soluções de valor Symantec.
Qual o volume de negócios e previsões para 2011?
Não estamos autorizados a divulgar essa informação, mas podemos afirmar que, nos últimos três anos, a Symantec Portugal tem crescido a um ritmo de dois dígitos ao ano.
Quantos empregados têm e qual a vossa política de recrutamento e formação? Estão a contratar?
A equipa da Symantec continua a crescer em Portugal. Este ano, foram contratadas mais duas pessoas. Em Portugal, trabalha, hoje, uma equipa de profissionais com valências nas áreas comerciais (grandes contas, Administração Pública e Mid Market), na área de canal (parceiros corporate, parceiros SMB e distribuidores) e na área de pré-venda.
Qual o peso da rede de parceiros no vosso volume de negócios?
O modelo de negócios da Symantec Portugal é indirecto. Ou seja, são sempre os nossos parceiros que, adicionando inequívoco valor a cada solução, transacionam com o cliente final. Por isso, a nossa rede de parceiros é, para nós, fundamental. Os parceiros fazem parte do nosso ADN e não iríamos conseguir atingir o que atingimos sem a colaboração dos nossos parceiros.
Já têm estratégia para a cloud? Qual é? Como se reflecte em Portugal?
A Symantec adquiriu, em 2008, uma companhia chamada MessageLabs, que era a companhia líder na cloud na Europa. Logo, a nossa experiência na cloud já tem algum tempo. Hoje, oferecemos, aos nossos clientes, serviços na cloud nas seguintes áreas: anti-vírus, anti-spam, arquivo e backup. Inúmeros clientes em Portugal usufruem já dos benefícios de uma solução na cloud que, sem dúvida, para algumas empresas, se revela uma solução mais flexível, simples e económica.
Como se garante a segurança, a disponibilidade e a integridade da informação em ambientes tecnológicos cada vez mais complexos?
Só com uma visão de soluções integradas, que comuniquem entre si, que sejam escaláveis e que possuam a massa crítica de um fabricante de software líder mundial é que poderemos ter a quilo a que Symantec apelida de Visão "Information Centric Model". Só protegendo a informação na camada da infra-estrutura, evoluindo depois para a inteligência da informação e, finalmente, para a governança da mesma, é que as organizações garantem a sua segurança e a disponibilidade, bem como a sua integração em ambientes tecnológicos complexos.
Quais as principais parcerias da Symantec em Portugal? Qual o peso destas parcerias no vosso volume de negócios?
Os principais e mais importantes integradores em Portugal trabalham já com as soluções Symantec, tendo, a maioria. um excelente nível de expertise em Symantec e sendo, como tal, capazes de prestar um serviço de qualidade ao cliente.
Como já referimos, tendo a Symantec um modelo de negócio indirecto, o peso do negócio cai totalmente nos parceiros.
Os utilizadores internos são mais "perigosos" para os sistemas informáticos do que os vírus e outras ameaças externas?
O perigo provém de ambas as partes. Internamente, existem dois tipos de pessoas que provocam fugas e perdas de dados. O "well meaning insider", que é a pessoa que provoca um erro sem saber que o está a fazer (por exemplo, aquele que traz um trabalho confidencial para casa numa pen drive e depois empresta a pen ao filho, que leva a mesma para a escola e que partilha a pen com um colega e a informação é copiada).
Outro tipo de pessoa é o "malicious insider", que é alguém que tem um certo know-how técnico e lesa a empresa porque quer prejudicá-la e, não encontrando suficientes defesas, ataca e provoca danos incalculáveis.
No panorama das ameaças externas, os problemas agudizaram-se nos últimos tempos.
Os famosos wiki-leaks, Stuxnet, as perdas de dados da Sony, da Sega, do FMI são hoje notícias banais. Sem dúvida, o panorama externo de ameaças está cada vez mais agressivo.
O que representa, em Portugal, o mercado da segurança informática? Qual o peso da Symantec neste mercado?
Segundo os analistas, a Symantec tem cerca de 30% de quota no mercado de segurança e é considerada, por muitos, o líder em diversas disciplinas da segurança.
Em Portugal, o mercado da segurança está em crescendo, pois, à medida que as organizações sofrem directamente as perdas de informação e/ou se apercebem do crescente panorama de insegurança informática, tendem a dar uma maior importância a esta área.
O novo paradigma da cloud, associado à mobilidade e a elevadas velocidades das redes, está também a alterar o perfil das ameaças e da segurança dos sistemas?
Sem dúvida que sim. A cloud e, especialmente, a mobilidade vêm alterar radicalmente o panorama da segurança e das ameaças aos sistemas.
No passado, a área tecnologias de informação de uma empresa era previsível e, mais ou menos estanque, eram sempre o mesmo tipo de sistemas que eram geridos. Actualmente, estima-se que, até 2014, mais de 10 mil milhões de dipositivos móveis se liguem à Internet.
O perfil mudou e a pressão sobre a área tecnologias de informação alterou-se. Hoje, todos queremos ligar os nossos iPads, BlackBerrys e outros à rede, à cloud e à empresa.
Quais as principais conclusões do vosso Technology Day, que se realizou recentemente?
O nosso Technology Day foi, uma vez mais, um enorme sucesso. Ultrapassámos as 250 presenças, entre clientes e parceiros, e todo o feedback recolhido foi muito positivo.
É já uma tradição no mercado português, a realização do Symantec Technology Day, onde partilhamos, com os nossos clientes e parceiros, a visão e as novidades Symantec.