Jon Fairest: “Queremos ajudar a garantir o sistema nacional de saúde” Intermail 13/01/12, 16:27Por Inês Andrade / OJE Num período de aperto financeiro, em que os medicamentos mais baratos se tornam verdadeiramente uma opção, e com as mais recentes tentativas legais de agilizar a entrada dos genéricos no mercado, farmacêuticas, como a Sanofi, reforçam o investimento nestes medicamentos, avança Jon Fairest, diretor-geral da Sanofi. Zentiva é a nova marca de medicamentos genéricos que a multinacional Sanofi implementou recentemente no mercado português. Esta marca produz, em todo o mundo, 440 milhões de unidades de medicamentos por ano e já está presente em 32 países. Numa entrevista ao jornal OJE, o diretor-geral da companhia em Portugal, Jon Fairest, reforçou a importância de transformar a marca em líder nacional do setor farmacêutico de genéricos, como acontece internacionalmente com a casa-mãe. O grupo Sanofi alcançou em 2010, a nível mundial, um volume de vendas na ordem dos 30,4 mil milhões de euros. A estratégia desta farmacêutica assenta numa política estruturada de aquisições e parcerias, que dão origem ou fortalecem plataformas de crescimento a longo prazo. A marca Zentiva é a vossa nova aposta. Há quanto tempo a introduziram em Portugal? Zentiva é o nome de marca do negócio de genéricos da Sanofi que foi adotado com o objetivo de ter uma marca única na atividade de genéricos no mercado europeu. A marca chegou ao mercado português em setembro do ano passado. É importante reparar que a Zentiva é a terceira maior companhia de genéricos da Europa e chega a uma população de perto de 800 milhões de pessoas. A Zentiva pretende ser uma das companhias de genéricos mais inovadoras da Europa e uma parceira privilegiada no setor da saúde. O que é que a Sanofi pretende com a introdução da Zentiva em Portugal? A nossa ambição, em Portugal, passa por estar no top 10 das companhias de genéricos e continuar a ser uma empresa de rápido crescimento. Hoje, a nossa companhia tem um portefólio de 35 moléculas que inclui produtos nas principais áreas terapêuticas: aparelho cardiovascular, sistema nervoso central, sistema respiratório, urologia e medicamentos anti-infecciosos e antifúngicos. Com um portefólio amplo, atraente e em evolução, esperamos que a Zentiva seja um dos principais atores do mercado português de genéricos. Como principal responsável pela Sanofi em Portugal, porque é que a empresa tem tanto interesse em investir no nosso país? Temos uma situação difícil em Portugal e tivemos de adaptar a nossa estrutura e modelo de negócio à situação económica do país, para podermos enfrentar os desafios do presente e do futuro, garantindo sempre a nossa competitividade. O nosso foco passa por fornecer os melhores produtos e soluções para os pacientes, profissionais e, obviamente, partilhar a nossa experiência para ajudar as autoridades a garantir o Sistema Nacional de Saúde (SNS). Existe uma preocupação crescente quanto à maior importância dos genéricos, especialmente num mundo que vive uma crise económica difícil. Com o aumento da utilização e a maior confiança nas medicinas genéricas, a Zentiva ficará bem posicionada para oferecer qualidade elevada e medicamentos com boa relação de custo-benefício. Contudo, também queremos reforçar o papel como especialistas em oncologia, diabetes, aparelho cardiovascular e trombóticos, neurologia e produtos de venda livre. Quais são os objetivos estabelecidos para a operação em Portugal durante este ano? A nossa prioridade é reforçar a posição nos campos da nossa experiência. O nosso compromisso com Portugal é claro. Em termos de estratégia de negócio, estamos sempre a pensar nas necessidades reais dos nossos principais acionistas. Em termos de receitas, de momento, não é fácil fazer uma previsão, porque lidamos com mudanças constantes no setor, que vão afetar a performance do negócio. Que análise faz da evolução do negócio da Sanofi em Portugal de 2010 a 2011? E qual foi o volume de negócios e o lucro líquido neste período? Em 2010, a Sanofi alcançou um volume de negócios de aproximadamente 142,3 milhões de euros em Portugal. A estimativa para 2011 é ainda difícil de calcular, devido à extrema volatilidade e imprevisibilidade do setor. Em 2010, a Sanofi foi uma das dez companhias com maior investimento em pesquisa e desenvolvimento no país: cerca de 1,59 milhões de euros. Qual é o peso da subsidiária portuguesa no negócio global do grupo? Penso que não temos de nos comparar com subsidiárias localizadas em outros países e com situações económicas diferentes. A minha percepção é que fazemos parte de um grande grupo e que nos sentimos muito bem integrados na estrutura global. Quantos trabalhadores tem a farmacêutica em Portugal e em que tipo de atividades estão envolvidos? Temos perto de 165 funcionários, em Portugal, a desenvolver as nossas principais áreas de conhecimento: oncologia, diabetes, trombose cardíaca, neurologia e produtos de venda livre. A Sanofi foi afetada pela crise financeira que Portugal está a enfrentar? Fomos certamente. Temos uma situação difícil em Portugal e foi necessário adaptar a nossa estrutura e o nosso modelo de negócio à atual situação económica, para que possamos pensar no futuro e garantir a nossa competitividade no mercado. O que é que pensa sobre os cortes planeados pelo Governo português para a área da Saúde? A indústria farmacêutica está disposta a ajudar a garantir a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde (SNS), e que Portugal cumpra os requisitos do documento assinado com a Troika, mas também a sustentabilidade da indústria farmacêutica com pressupostos objetivos e de uma forma clara e justa. Como especialistas do setor, queremos ter um diálogo aberto e transparente com as autoridades e os restantes atores, de modo a encontrar soluções sustentáveis que garantam o futuro do sistema de saúde. Em geral, que futuro espera para o setor farmacêutico? O ambiente e as necessidades da Saúde mudaram e vão continuar a alterar-se. Por isso, como indústria, teremos de nos adaptar para atender a essas necessidades. Temos de construir um negócio sustentável para investir na oferta de soluções diversificadas e inovadoras. ![]() ![]() ![]() 18/05/12, 07:55 Carlos Gonçalves: “O escritório virtual é o modelo de futuro”No âmbito da conferência "Mercado de Escritórios - Sustentabilidade, Gestão de Espaços e Tecnologias de11/05/12, 01:00 Mário Monteiro: “Em época de crise estamos devidamente implementados”A comemorar 60 anos, a Adega Cooperativa de Favaios assume uma visão futurista e revela estar bem atenta aos04/04/12, 00:50 Hernâni Magalhães: "Queremos crescer mais de 30% no mercado externo"A Silvex está atenta à inovação e às exportações. Na I&D, está, entre outros projetos, a desenvolver
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