José Matias: «As expectativas dos utilizadores de Internet móvel não estão a ser cumpridas» Intermail 26/10/11, 08:43Por Mafalda Simões Monteiro/OJE Três quartos dos sites demoram mais de cinco segundos a carregar, mas a maioria dos utilizadores não quer esperar mais de três segundos, destaca José Matias, Business & Office director, sobre o estudo "What users want from mobile", desenvolvido pela Compuware. A Compuware publicou um estudo que revela que os utilizadores de Internet móvel estão desiludidos com o serviço. A nova edição comprova o que dizia um estudo semelhante realizado em 2009. Este apontava já para a insatisfação dos utilizadores de aplicações móveis, que tinham expectativas altas em relação à performance da mobile Web e pouca paciência para websites com mau desempenho, explicou ao OJE, em entrevista por e-mail, José Matias, business & Office director, da Compuware Portugal. O responsável está à frente do escritório português desde Abril. Apresentaram um estudo que revela que os utilizadores de Internet móvel estão desiludidos com o serviço. Quais as principais conclusões deste estudo e que pistas dá para a resolução destes problemas? O estudo revela que as expectativas dos utilizadores de Internet em dispositivos móveis não estão a ser cumpridas, sobretudo devido ao fraco desempenho das aplicações. 77% dos sites das maiores empresas do mundo demoram mais de cinco segundos a carregar e a maioria do utilizadores de smartphones (60%) só está disposto a esperar um máximo de três segundos por uma página Web. Um estudo semelhante realizado em 2009 apontava já para a insatisfação dos utilizadores de aplicações móveis, que tinham expectativas altas em relação à performance da mobile Web e pouca paciência para websites com mau desempenho. O novo estudo revela que muitos dos problemas ainda não foram resolvidos, com 57% dos utilizadores a reconhecer que já tiveram problemas no acesso a sites a partir dos seus terminais móveis. A exigência dos utilizadores no contexto da Web móvel está cada vez maior: 71% espera que os sites sejam carregados nos smartphones tão ou mais rapidamente do que nos seus computadores, revelam ainda que esperam um serviço rápido e transacções sem falhas a qualquer hora do dia. Porque são ainda lentos os sites móveis? Penso que várias razões justificam isso: primeiro, é um mercado que está numa fase de grande evolução e crescimento, fazendo com que várias organizações decidam estar presentes, mas não convictamente, por acreditarem que as constantes evoluções se traduzirão num esforço de desenvolvimento e manutenção que ainda não é justificado pela percentagem de utilizadores que realmente usam estes dispositivos para transações de negócio. Segundo, existe um desafio tecnológico, por um lado, as diversas plataformas existentes nos smartphones, ainda há grandes diferenças na cobertura das redes, dependendo donde estamos e a maturidade das metodologias de desenvolvimento para "aplicações móveis" ainda não é comparável à experiência obtida nas aplicações que correm em computadores/portáteis. Que percentagem dos vossos clientes já tem soluções na cloud? Não tendo dados concretos para responder a esta questão, diria que cerca de 30 a 40% já terão parte das suas soluções na cloud. Quais têm sido os motivos que os levam a optar por estas soluções? E quais têm sido as dificuldades sentidas? Os principais motivos para a adopção estarão ligados às reduções de custos e melhorias de desempenho e os maiores desafios, a segurança e capacidade de controlo sobre esses componentes. O que vai mudar na estratégia da empresa para Portugal? Desde Abril deste ano que assumi novas responsabilidades no escritório português. No entanto, essa mudança não se traduzirá em grandes alterações na nossa estratégia, uma vez que esta nos tem permitido atingir os nossos objectivos. Ainda assim, a actual situação económica do país, e do mundo, obrigará a alguma reflexão interna e maior capacidade de adaptação para podermos dar continuidade ao excelente percurso da Compuware em Portugal. Qual o seu percurso profissional? Foi em 1994 que iniciei a minha carreira na área de sistemas de informação. Nessa altura, estava na área de sistemas da Control Data. Em 1997, aceitei o desafio de integrar a equipa comercial, tendo passado pelos principais sectores de actividade, com especial relevo para a banca, telecomunicações e administração pública. Apesar de ter começado na Control Data, através de processos de aquisição, foram algumas as empresas por onde passei até 2003, que incluem a AmeriData, a GE Capital ITS e a Novabase. Em 2003, aceitei o desafio da Compuware, na qual já desempenhei várias funções, sempre ligadas à área comercial. Qual o volume de negócios da Compuware em Portugal e que variação representa em relação ao ano anterior? Como se divide o vosso volume de negócios e qual a área com mais peso e com crescimento mais acentuado? Apesar de os dados relativos aos volumes de negócio da Compuware para cada país serem confidenciais, posso adiantar que esperamos manter o nível de resultados obtidos no ano passado, sendo que a divisão pelas nossas áreas de negócio será relativamente diferente. Vamos certamente aumentar o nosso volume de negócios na área de Application Performance Management. Qual a vossa estratégia de crescimento? Por aquisição? Sim, a Compuware tem vindo a crescer através de aquisições, em particular na área de Application Performance Management, a nossa última aquisição foi a Dynatrace e acredito ter sido uma excelente decisão, vai ter um grande impacto positivo na nossa estratégia e no nosso negócio, globalmente e em Portugal. Os sectores da banca, telecomunicações e serviços continuam a dominar a vossa carteira de clientes em Portugal? Sim, continuam. No entanto, este ano, fruto das últimas aquisições, existem alguns sectores que passam a estar presentes na nossa estratégia, como a indústria, retalho e media. Como vê o seu negócio numa perspectiva a cinco anos? Mais ou menos concorrência? Nacional ou estrangeira? É uma excelente pergunta, embora seja muito difícil dar uma resposta clara por tudo o que estamos a viver local e globalmente. No entanto, acredito que a Compuware vai atingir o seu objectivo, ser o lider mundial na área de Application Perfomance Management. Sobre a concorrência, poderá ser mais, menos, nacional ou estrangeira. Nós vamos manter a nossa estratégia de colaboração e proximidade com os nossos clientes e esse será o nosso principal diferenciador. ![]() ![]() ![]() 18/05/12, 07:55 Carlos Gonçalves: “O escritório virtual é o modelo de futuro”No âmbito da conferência "Mercado de Escritórios - Sustentabilidade, Gestão de Espaços e Tecnologias de11/05/12, 01:00 Mário Monteiro: “Em época de crise estamos devidamente implementados”A comemorar 60 anos, a Adega Cooperativa de Favaios assume uma visão futurista e revela estar bem atenta aos04/04/12, 00:50 Hernâni Magalhães: "Queremos crescer mais de 30% no mercado externo"A Silvex está atenta à inovação e às exportações. Na I&D, está, entre outros projetos, a desenvolver
Artigos relacionados
|