Nuno Santos: "A internacionalização para os PALOP e Brasil será liderada pela GFI Portugal" Intermail 09/09/11, 08:35Por Mafalda Simões Monteiro A GFI está, desde Abril, em Angola, depois de ter identificado oportunidades de negócio naquele país. A consultora de sistemas de TI aposta na Investigação e desenvolvimento e tem uma equipa a criar soluções de fidelização e diferenciadoras a nível dos terminais de pagamento automático. A GFI é uma empresa especializada em soluções, consultoria e outsourcing de sistemas em Tecnologias de Informação. A empresa, que entrou em Abril em Angola, apresentou um volume de negócios de 29 milhões de euros em 2010 e espera continuar em trajectória de crescimento. A internacionalização da empresa francesa para os PALOP e Brasil será liderada pela GFI Portugal, disse Nuno Santos, director-geral da empresa. Qual a estratégia da GFI para Portugal? A GFI pretende continuar a merecer a confiança dos seus clientes, mantendo um elevado nível de serviços nos actuais clientes. Isto vai-nos permitir poder aumentar os projetos nesses clientes. Por outro lado, pretendemos dar a conhecer ao mercado a GFI com o objetivo de alargar a base de clientes. Qual foi o volume de negócios em 2010 e quais as perspectivas para o próximo ano? Em 2010, o volume de negócios foi de 29 milhões de euros e esperamos, em 2012, poder iniciar uma trajetória de crescimento com incremento na margem. A internacionalização da empresa passa por Angola. Qual a estratégia da empresa neste âmbito? Angola reporta a Portugal? Estamos, desde Abril, a trabalhar em Angola. Primeiro, fizemos uma parceria com a Sinfic para a área dos pagamentos e, depois, estabelecemos contactos com algumas das principais empresas. Foram identificadas oportunidades e decidimos que iríamos avançar directamente para Angola. Actualmente, estamos em contactos com potenciais parceiros para o desenvolvimento de negócios para além dos terminais de pagamento. A internacionalização para os PALOP e Brasil será liderada pela GFI Portugal. Quais são as tendências do mercado de cartões e meios de pagamento a nível mundial e em Portugal em particular? A nível mundial, no mercado de pagamentos tradicional, proliferam, actualmente, as soluções de contactos, estando também o NFC a começar a ganhar o seu espaço. Já no mercado português, em virtude dos reflexos da crise económica e financeira, têm sido adiados alguns projectos--chave a nível de soluções de pagamento. No entanto, nos últimos três meses, tem existido uma nova aproximação às soluções de contactless, prevendo-se que, para o final do ano, este seja um tema com mais relevância. A nível de NFC, os principais players de telecomunicações têm efectuado alguns pilotos, mas, neste momento, falta ainda definir as principais regras para esta solução no mercado nacional. Quais os temas em destaque no Congresso Anual de Cartões e Meios de Pagamento em que participaram recentemente? Os principais temas em destaque no congresso anual de cartões foram o Wireless e Mobilidade no pagamento, os cartões e sistemas de fidelização, a prevenção e segurança nos meios de pagamento, as diferentes tecnologias de contactless e NFC, smartparking e smart ticketing. Quais as principais questões de segurança que se colocam na utilização de novas formas de pagamento, cada vez mais diversificadas com pagamentos móveis, através da Internet, etc.? As questões de segurança que se colocam às novas soluções de pagamento são as mesmas que sempre se colocaram nos sistemas utilizados hoje, sendo a proteção dos dados confidenciais e a autenticação do detentor do cartão as mais sensíveis. A relação de confiança entre o detentor do cartão e o sistema de pagamento é muito frágil, e esta situação agrava-se no caso de novos sistemas ou tecnologias. Deste modo, as questões relacionadas com a segurança efectiva de um novo sistema de pagamentos são determinantes para o seu sucesso. Ao utilizarmos equipamentos que não são fabricados com o objetivo principal de realizar operações de pagamento ou similares, nomeadamente PC com acesso a Internet e telemóveis, tem de existir uma preocupação acrescida, pois, se não forem acauteladas as devidas medidas de segurança, os equipamentos não estarão, na sua maioria, preparados para realizá-las, uma vez que não estão obrigatoriamente certificados para esse efeito. O aparecimento dos pagamentos usando a tecnologia NFC cria um novo conceito: o pagamento móvel presencial seguro sem cartão físico. Os standards que dele estão a emergir, ainda que não totalmente estabelecidos, indicam uma preocupação grande com a segurança, sendo a utilização de um "módulo seguro de hardware" fisicamente existente dentro dos equipamentos, seja ele parte integrante do equipamento, um cartão de memória ou um cartão SIM (a maior evolução nesse sentido). A GFI, através da área de negócio Payment Solutions, dedica-se a encontrar soluções inovadoras neste mercado, tendo sempre em consideração a segurança e a facilidade de utilização. Temos a experiência e a competência técnica dos nossos colaboradores em soluções de pagamento. Que investimento têm feito em Investigação e Desenvolvimento? Em que áreas têm apostado? A GFI continua a apostar muito em investigação e desenvolvimento, tendo para o efeito um departamento próprio de desenvolvimento em Portugal. As principais apostas estão centradas em novas certificações e soluções, nomeadamente, soluções de fidelização e sistemas de pré-pagos, contactless e soluções diferenciadoras a nível dos terminais de pagamento automático, mas também ao nível de nova oferta de soluções para os diferentes sectores em que actuamos. Em que se traduz a convergência no mercado dos pagamentos? Esta visão de uma convergência total do mundo dos pagamentos online e presenciais está, naturalmente, um pouco distante, pois ainda estamos a resolver muitos dos problemas tecnológicos e operacionais levantados pelos pagamentos NFC. Mesmo que muitos desses problemas sejam superados e os dispositivos habilitados para NFC ganhem massa crítica, ainda haverá uma maioria significativa dos consumidores que se sentem mais confortáveis pagando com cartão. Neste ambiente, é mais fácil de ver alguns dos esquemas de pagamento on-line a coabitar com transações face a face num único POS, ao invés de substitui-lo completamente. O que é a solução integrada de fidelização nos equipamentos TPA? Trata-se de uma solução de fidelização incorporada no próprio TPA, que pode funcionar com ou sem cartões bancários. É um potente gestor de regras na atribuição e resgate de benefícios directos no ponto de venda, com recurso ao terminal de pagamento ali instalado sem interferir nos sistemas que actualmente lá residam, e mantendo todos os dados relativos às transações de benefícios disponíveis online em tempo real. O que são os cartões de smarparking? Já o Smartparking é um meio alternativo aos parquímetros e aos títulos pré-comprados e que permite o estacionamento ao minuto, através da utilização de um cartão smartcard (estacionamento cobrado ao minuto) Que outras soluções estão a desenvolver? Novas soluções de fidelização e sistemas de pré-pagos, novas ferramentas contactless e de interligação dos terminais de pagamento com outros documentos de identificação. ![]() ![]() ![]() COMENTÁRIOS 1| 2 Eu tb gostava de me tornar "empresario", mas para isso precisava de estudar. Tudo isso tem custos... Faço imensas horas extras dentro da GFI e ninguem mas paga embora se nao as fizer ja sei qual o meu destino.... Ganho uma miseria e com uma casa para pagar quase que nem me sobra dinheiro para comer... Eu gostaria de poder arranjar um part-time para poder investir em mim proprio mas isso implica sair a horas (dentro da GFI significa estar no olho da rua), como posso contornar esta situaçao Sr empresario ? Será que a GFI me vai deixar sair a horas ou será que vai começar a pagar horas extras aos funcionarios ?
Anónimo
Hoje vi uma noticia no expresso on-line que gostava de lever ao conhecimento do Sr. Dr. Nuno Santos, sob a epígrafe "Angola não deve ser aposta para empresas em crise". Deixo aqui o link http://aeiou.expresso.pt/angola-nao-deve-ser-aposta-para-empresas-em-crise=f675257. Leia Sr. Nuno Santos e faça apontamentos...
Anónimo
Projecto ganho!? mas não está ganho?! O jogo de palavras é sempre uma arma de autismo para os gestores.
Irá atingir os objectivos com colaboradores a recibos verdes, ou espera que alguem faça esse trabalho "sujo".
Veja o que fala, e sendo a sua posição uma "cabeça" que lidera uma grande empresa, um desculpe não irá colocar as acções de novo como estavam.
Relativamente aos comentários é sempre bom saber que as "ienas" "andem por ai", em linguagem do povo "os lembe botas".
Anónimo
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