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“O mercado está mais transparente e há mais respeito pela leal concorrência”
Intermail
07/07/10, 09:20
OJE

A Schindler, que já tem uma linha de produtos eco-eficientes, está apostada em melhorar a qualidade do serviço prestado ao cliente, sem nunca esquecer a segurança dos utentes e dos equipamentos, explica Francisco Craveiro Duarte, director das Instalações Existentes da Schindler Portugal.


A Schindler instalou-se em Portugal em 1948, sendo uma das mais antigas empresas internacionais em Portugal. A presença da empresa no país remonta, no entanto, ao início do século XX. A empresa é responsável pela instalação, modernização e manutenção em edifícios, apostando na mobilidade de soluções em elevadores dos mais diversos tipos, escadas rolantes e tapetes mecânicos.

A Schindler, que já tem uma linha de produtos eco-eficientes, está apostada em melhorar a qualidade do serviço prestado ao cliente, sem nunca esquecer a segurança dos utentes e dos equipamentos, explicou Francisco Craveiro Duarte, director das Instalações Existentes da Schindler Portugal, em entrevista por e-mail.


 


Quais as principais conclusões do estudo da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas (AECOPS) sobre o estado de conservação do parque habitacional português? Qual o impacto destas conclusões no negócio da Schindler?

O estudo da AECOPS sustenta claramente a percepção que é comum: há uma imensidade de trabalho a fazer no que diz respeito à reabilitação urbana das principais cidades do país.
Direccionando as principias conclusões para a nossa área de negócio, consideramos que a modernização dos elevadores existentes em edifícios antigos ou a colocação de elevadores em edifícios que não os possuíam são elementos importantes da nossa estratégia. Estamos preparados para avançar com a referida estratégia através de uma linha específica de produtos especialmente adaptados para a reabilitação de edifícios: eco-eficientes, com reduções de consumos de energia e óleos de lubrificação, flexíveis para fácil adaptação, reduzindo os trabalhos e construção civil.


 


O que pode este panorama significar em termos da evolução do sector da construção em Portugal? Está a reconstruir-se bem em Portugal?

Penso que em muitos casos sim. Está-se não só a reconstruir, mas também a reconverter edifícios a novos usos, acrescentando valor e revitalizando zonas das cidades, com grande qualidade. No entanto, o volume de recuperações de edifícios é ainda muito abaixo do que seria desejável.


 


Porque se deve optar por equipamentos eficientes e "amigos do ambiente"?

Existe hoje em dia uma grande consciência por parte do mercado no que diz respeito à redução do desperdício, do impacto negativo do uso de energia de forma injustificada e do consumo de óleos, que de alguma forma se tornarão agressivos para o meio ambiente. As empresas em geral têm de assumir atitudes responsáveis relativamente aos produtos que colocam no mercado. É essa a nossa posição e estamos em condições de apoiar os clientes na escolha das melhores soluções para o ambiente.


 


Quais as principais diferenças existentes entre os mais recentes modelos de elevadores e os elevadores obsoletos que estão a substituir? Que impacto tem em termos de eficiência energética, espaço, poupança de energia e custos operacionais?

Os actuais modelos da Schindler já têm motorizações gearless, isto é, sem redutores mecânicos, o que melhora de forma dramática o rendimento, reduzindo o consumo de energia a menos de 50%. Como consequência adicional, o óleo usado para a lubrificação desses redutores deixa de ser necessário.

Nos novos modelos a flexibilidade de dimensões é total e deixámos de necessitar de casa das máquinas, o que representa claras vantagens na redução dos trabalhos de construção civil necessário numa obra de remodelação.

Também o ruído produzido pelos equipamentos actuais é muito menor, reduzindo a necessidade de isolamentos acústicos e aumentando o conforto de utilização, pela importante redução da poluição sonora.


 


Qual é o volume de vendas e qual o lucro da Schindler em Portugal?

No que se refere ao negócio em Portugal, podemos avançar que contamos actualmente com uma quota de mercado superior a 25%. Em termos de Grupo Schindler, em 2009 obtivemos resultados líquidos de 653 milhões de francos suíços (perto de 470 milhões de euros) e resultado operacional consolidado de 974 milhões de francos suíços (mais de 700 milhões de euros).


 


Qual a estratégia da Schindler? E como se aplica em Portugal?

A estratégia da Schindler passa por dar primazia à melhoria da qualidade dos serviços prestados ao cliente, obtendo o devido retorno de forma a melhorar continuamente os índices de satisfação dos nossos clientes.

Por outro lado, damos enorme importância à segurança dos utentes dos equipamentos que instalamos e mantemos e não transigimos com este princípio, procurando e colaborando com os clientes nas soluções para que isso se verifique sempre. Por esta razão, aconselhamos o cliente sobre as melhores formas de manter os equipamentos nas condições adequadas através de reparações ou modernizações.


 


Quantas pessoas trabalham na Schindler em Portugal? É um número que se vai manter, crescer ou reduzir?

Actualmente, a Schindler em Portugal conta com 600 colaboradores na sede, em Carnaxide, e nas sete delegações: Açores, Algarve, Braga, Coimbra, Lisboa Sul, Madeira e Maia. Temos previsto algum crescimento no número de colaboradores, embora de forma moderada, em consonância com o momento económico e financeiro que o país atravessa.

Temos como objectivo ganhar eficiência através da valorização dos nossos recursos humanos pelo que temos em curso ambiciosos planos de formação e de certificação de competências. O nosso principal investimento é e vai continuar a ser, nas pessoas.


 


Vão lançar algum produto novo este ano?

Este ano está em fase de lançamento um novo modelo de elevador destinado a modernizações de edifícios, o 6300, particularmente flexível e eco-eficiente.


 


Como vê o seu negócio numa perspectiva a cinco anos? Mais ou menos concorrência? Nacional ou estrangeira?

O mercado está mais transparente, mais concorrencial e existe um crescente respeito pelos princípios da leal concorrência, que a Schindler há muito adoptou como valor essencial da sua actividade.

Tendo em conta que cerca de 80% do mercado nacional é coberto por empresas internacionais, estas mudanças naturalmente beneficiam o consumidor e premeiam os fornecedores mais eficientes. Este caminho é inexorável.

A Schindler sente-se preparada para o futuro e está confiante que vai continuar a ser vista como um fornecedor preferencial.

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