Quando o jazz tem o fado na alma The Star Tracker 03/08/09, 12:14Carolina de Almeida/OJE Sofia Ribeiro é daquelas pessoas que foi incumbida da importante missão de salvar o mundo com a voz. É o fado de quem nasce com o talento de provocar uma mistura de emoções em apenas alguns minutos. Seja em inglês, português original ou com sotaque brasileiro, ou em scat (cantar sem letra), o swing da voz de Sofia não se estranha, entranha-se. Esta portuguesa é cantora de jazz há sete anos e desde então tem seguido a música onde quer que ela a chame. A licenciatura em canto jazz pela Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto não chegava para ir mais além. Por isso, voou até à Bélgica para fazer o mestrado no Conservatório de Bruxelas. Barcelona, Boston, Luxemburgo, Glasgow, Alemanha, Nova Iorque, Polónia, Marrocos e Washington DC foram outras paragens que fez para continuar a aprender, em workshops e cursos com distinções de honra, dar concertos, participar em festivais ou ganhar prémios. Em 2008, Sofia recebeu o primeiro prémio da competição internacional de canto jazz "Voicingers 2008" em Zory, na Polónia. Em Outubro de 2005, arrecadou o segundo prémio num concurso internacional de jovens cantores jazz em Bruxelas. Foi também fora de Portugal que encontrou o contrabaixista luxemburguês Marc Demuth com quem realizou inúmeros concertos e gravou dois discos ("Dança da Solidão" em 2005 e "Orik" em 2008). No ano passado uma bolsa de estudos levou-a até ao Conservatoire Nacional Supérieur de Musique et de Danse de Paris. "Escolhi Paris por estar no centro da Europa" e "por haver mais oportunidades profissionais na minha área", conta ao OJE. "É uma cidade surpreendente. Respira-se cultura por todos os cantos". Desde então que se divide entre o Porto, onde é professora de canto jazz na escola onde se formou, e a capital francesa. Sensível, perfeccionista e dinâmica, Sofia Ribeiro não se vê a trabalhar noutra área. "Se tivesse de eleger outra profissão, seria sem dúvida um trabalho ligado às artes", diz, acrescentando que, sem pensar muito, "escolhia ser dançarina". Os dias de Sofia são passados entre "ensaios, concertos, gravações, aulas e estudo individual", excepto quando está em digressão. Não há espaço para rotinas na vida desta portuguesa. Nem mesmo no seu reportório que mistura standards de jazz, fado swingado e música brasileira. A criatividade é uma das componentes do seu talento e é também por essa característica que se sente fascinada pelo que faz: "o facto de estar tão associado às emoções e à criatividade". Considera que não faz sentido pensar nos países em termos de importância. "Cada um tem o seu valor". O de Portugal passa pela capacidade de "desenrascar", de adaptação, humildade, simpatia e espontaneidade dos portugueses. Talvez lhe falte um pouco da abertura, interesse pelas artes e da auto-estima de França, diz Sofia. Mas o caminho faz-se valorizando e promovendo o que é nosso além-fronteiras, adianta. Sofia "gostava de um dia mais tarde viver em Portugal" mas está "aberta a diferentes possibilidades". A liberdade associada ao jazz entranhou-se na forma de viver a vida e Sofia prefere que o futuro decida por si. "Deixo que a vida me surpreenda!" ![]() ![]() ![]() COMENTÁRIOS 1 Artigo fantástico, sem dúvida!
E não há palavras para descrever o talento da Sofia!
Parabéns!
Manuela Manuela Mota Ribeiro 28/12/09, 10:25 MERGULHADO EM XANGAIJoão Alves sempre quis ter uma experiência profissional no estrangeiro, porque acredita que não faz muito sentido limitar-nos a viver em apenas um país toda a14/12/09, 10:12 É uma (casa) portuguesa, com certezaCom 25 anos, Leonor Castro Pinto nunca tinha vivido fora de Portugal e sentia que estava na hora de partir à aventura. O destino escolhido foi Espanha, já ali23/11/09, 10:16 O MUNDO NÃO CHEGAJoão Mesquita voou para Brasil a pensar que iria ficar dois anos a trabalhar por lá. Entretanto já passaram seis e ainda não tem data para regressar. "Enquanto09/11/09, 10:39 COM AS MÃOS NA MASSAFilipe Balestra é um arquitecto do terreno, das pessoas e das ideias. Da comunicação, da solidariedade e do desafio. De grandes e pequenos projectos, de altos |