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Montepio
À espera de novo fôlego
Automóveis
01/09/10, 10:49

A nova geração do Opel Meriva tem tudo para agradar: inovação conceptual, espaço e qualidade acima da média. O motor Diesel de 75 cv, porém, acaba por comprometer toda a utilização
O novo Opel Meriva foi lançado recentemente no mercado nacional, trazendo consigo uma profunda evolução do conceito anterior: se o primeiro se colava muito mais ao Corsa, quer na estética quer na técnica, o actual situa-se um degrau acima. Apesar de manter a afinidade com aquele utilitário de segmento B, entramos a bordo e percebemos muito mais afinidades com o Astra, com tudo o que isso significa em qualidade e rigor de construção.
O espírito de monovolume está lá todo: do formato da carroçaria à flexibilização do espaço interior, passando pela abertura invertida das portas traseiras, a verdadeira "pièce de résistance" do Meriva. Estas portas facilitam enormemente o acesso aos bancos traseiros, tanto mais que o ângulo de abertura é de 84 graus. No caso do transporte de crianças pequenas, esta é - dizêmo--lo sem sombra de dúvida - a solução perfeita.
Por outro lado, a mobilidade de todos os bancos permite transfigurar o Meriva. Para além do rebatimento tripartido do encosto porterior, o assento é deslizante, pelo que as possibilidades de ajustes do habitáculo em função da carga desafiam a imaginação, em especial se tivermos em conta que este carro se mantém dentro de dimensões contidas - 4,3 m, ou seja, nos limites de uma viatura de tipo médio.
A posição ao volante é outra das características marcantes e um dos pontos onde maior evolução se regista face à geração anterior. O posto de condução é elevado - bem ao estilo dos monovolumes - enquanto a consola central, volumosa e envolvente, alberga na sua base o comando da caixa de velocidades. Por tudo isto, o novo Meriva remete-nos, a todo o momento, para um carro de segmento acima.
O pior vem quando se dá à chave na versão 1.3 CDTI de 75 cv. A Opel levou muito longe o optimismo quando chegou a hora de montar esta unidade num carro que pesa quase 1.500 quilos. Não é preciso um plano muito inclinado para que os arranques cheguem a ser penosos, sendo fácil deixar o motor ir abaixo... Com o carro um pouco (pouco mesmo) mais carregado, o rendimento desafia a nossa compreensão, em especial numa subida, mesmo ligeira, ou numa ultrapassagem.
A Opel vai resolver este problema, estando já previsto o lançamento do 1.3 CDTI de 95 cv. Os preços deverão ficar sensivelmente idênticos (a partir de 18 mil euros, actualmente), pelo que valerá a pena esperar até meados de Outubro.  Nessa altura, aí sim, acabar-se-á uma das maiores "injustiças" do mercado: é que o Meriva, por tudo o que oferece, merece melhor sorte. Ou seja, mais motor...
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