PUB
Faça do OJE a sua homepage
Montepio
Mitsubishi ASX 1.8 d 4WD: O segredo está no motor
Automóveis
28/07/10, 10:45

Os  "crossover" são um espelho da nova geração de consumidores, fartos de conceitos estanques e disponíveis para aderirem a novas ideias. O Mitsubishi ASX, agora lançado em Portugal, é o mais recente modelo a aderir à tendência.
Carro, carrinha, jipe, monovolume... ou nada disto e tudo ao mesmo tempo. Confusão? Não há razão para isso: como o próprio nome em inglês indica, os "crossovers" cruzam vários conceitos num mesmo veículo e o sucesso, depois de alguns anos de tímida adesão, pegou definitivamente junto do público europeu. A Nissan, e o seu Qashqai, foi a grande responsável por um sucesso que ultrapassou mesmo as expectativas da marca - como o atesta o longuíssimo período de espera por carro novo. A fórmula é irresistível: crie-se um carro de segmento médio, com um bom motor diesel, e dê-se um ar e algumas aptidões de TT... sem faltar um bom preço e equipamento. A Mitsubishi, marca com uma grande credibilidade técnica, mas à qual tem faltado uma boa dose de emoção, junta-se a este leque de propostas e entra com estrondo, já que o modelo ASX tem tudo para conquistar sucesso.
A própria Mitsubishi não esconde que o "benchmark" do segmento, o alvo a superar, é o Nissan Qashqai. Mas há mais concorrentes, como o VW Tiguan, o Ford Kuga ou o recentemente lançado Hyundai i35. Aliás, de dois crossovers existentes em 2005 no mercado, o número deverá crescer para entre 12 a 15 até ao final deste ano. Não é, por isso, de espantar que a Mitsubishi aposte tão forte no seu ASX. Este crossover japonês surge, para já, com um novo motor turbodiesel 1.8 de 150 cv e com versões de duas e de quatro rodas motrizes. Os níveis de equipamento são três e os preços situam-se entre os 28.000 e os 36.300 euros.
O ASX assenta na plataforma do Outlander, o SUV da marca, o que explica a distância entre eixos rigorosamente igual: 2,67 m, uma das mais longas do segmento para uma carroçaria que é das mais curtas. Esta característica é notória logo ao primeiro olhar, com o ASX a distinguir-se exteriormente pela colocação das rodas bem no extremo da carroçaria, em especial na traseira. A grande distância entre eixos explica uma boa parte do imenso conforto do ASX, assim como a sua grande estabilidade em estrada ou em percursos fora do asfalto. Para além disso, ganha-se em espaço interior, pelo que os 4,295 m de comprimento total - menos que todos os concorrentes directos - acaba por não comprometer a habitabilidade e a ergonomia.
Ao volante do ASX, a sensação é mesmo a de estarmos num SUV de maiores dimensões, tal a forma como as irregularidades do piso e o som exterior são filtrados. A condução em estrada desenrola-se como num vulgar automóvel, apesar da maior altura deste "crossover" que é, aliás, dos mais altos do segmento. Para este comportamento eficaz contribuem, naturalmente, as suspensões escolhidas, com um conjunto independente à frente e eixo multi-braço atrás. Uma vez mais, como num automóvel ligeiro.
O marco mais notável (e sublinhamos o termo "marco", porque é mesmo disso que se trata) reside no motor 1.8 diesel de 150 cv. Unidade totalmente nova e desenvolvida pela Mitsubishi, este quatro cilindros é um daqueles motores em que tudo parece estar no ponto... as vibrações foram reduzidas ao mínimo e o rendimento é vigoroso, quer em baixa rotação quer em regimes mais elevados e onde outros diesel começam a esgotar. A faixa de utilização mais brilhante está entre as 2.000 e as 3.000 rpm, regime dentro do qual quase tudo se pode pedir a este extraordinário motor, independentemente da velocidade a que circulamos. Os engenheiros da marca acertaram ainda em cheio na caixa de seis velocidades, cujo comando e escalonamento assentam que nem uma luva na utilização do ASX. Mesmo a sexta velocidade - tantas vezes demasiado longa - surge aqui com um bom compromisso: curta q.b. para termos força a maior velocidade, mas sem descurar a necessidade de ter um regime mais baixo para favorecer economia e emissões. Não podemos deixar de recomendar vivamente esta motorização. Ela compara-se, sem hesitações, aos turbodiesel de dois litros, mas com menor ruído e vibração e com níveis de consumo dignos de nota.
O motor, já se percebeu por esta altura, é o ponto forte do ASX. Mas a marca, porventura por acreditar realmente neste modelo, não quis cometer lapsos passados e aposta fortemente no valor de mercado. Este crossover da Mitsubishi surge com uma relação preço equipamento claramente orientada para o sucesso - e para o Nissan Qashqai... Os dois níveis de topo, Intense e Instyle, já contam com equipamentos de luxo como sejam faróis de xénon, tecto panorâmico, sensores de estacionamento ou estofos de pele (no Instyle), entre muitos (mas mesmo muitos...) outros. Os preços são algo superiores aos do Qashqai 1.5 dCi nas versões de topo, mas o motor - quanto a nós o grande trunfo do ASX - é superior em rendimento. Por isso, é tudo uma questão de opção e, já agora, de prazos de entrega...
0  Comentários
0 votos
12/10/11, 11:02

O primeiro Híbrido Diesel do Mundo

Até agora, os carros de propulsão híbrida juntavam motores a gasolina a unidades eléctricas. Gastavam menos, é certo, mas implicavam o custo mais elevado de Ver Notícia
27/07/11, 10:39

Opel Ampera: Sem sobressaltos

Tem data marcada para chegar a Portugal no início de 2012. Caracteriza-se por ser revolucionário, aerodinâmico, prático e... eléctrico. É o novo Opel Ampera, Ver Notícia
18/07/11, 11:16

Citroën DS4 desafia a tradição

A dúvida fica quando se olha pela primeira vez para o novo Citroën DS4: Será um coupé? Será um compacto? A marca apresenta-o como um coupé sobrelevado que tem Ver Notícia
13/07/11, 11:25

Compromisso de pureza

O avanço tecnológico está nos genes da Nissan, o que valeu à marca um lugar ímpar no mundo automóvel. Já há alguns anos que a mobilidade eléctrica, as baixas Ver Notícia
pub
NOTICIAS
  • ÚLTIMAS
  • + LIDAS
  • DESTAQUES