Crítica do OJE: 2008 e os vintages da Fladgate Colunas ![]() Por Vicente Themudo de Castro Como vem sendo habitual nesta época do ano, os vinhos do Porto começam a aparecer e os mais cobiçados têm o selo Vintage, caso tenha sido um ano fantástico e com características muito especiais. A Fladgate não teve dúvidas de que 2008 foi um desses casos, engarrafando diferentes lotes das diversas quintas e marcas, garantindo o selo de Vintage - ano excepcional. Um factor comum a todos os vinhos que vou descrever nas próximas linhas é que, apesar de serem uvas e quintas diferentes, todos eles receberam o mesmo tipo de tratamento: as uvas foram pisadas em lagares de granito, usando-se as técnicas de sempre, passadas de geração em geração. A aguardente utilizada foi a mesma e a exposição meteorológica também: um pouco mais fresco que o habitual e Agosto também não escapou à regra. Na vindima, as temperaturas mais altas, mas com as noites frescas, criaram boas condições para um bom final de maturação e, claro, para as fermentações. A única coisa de que nos podemos queixar é que o rendimento da produção foi comparativamente menor que em 2007. Começando pela Quinta da Roêda, a principal propriedade da Croft e, seguramente, uma das mais fantásticas propriedades do Douro, o Croft Quinta da Roêda 2008 Vintage Port apresenta-se no copo de cor púrpura escura e alguns laivos de violeta. Notas aromáticas de eucalipto e framboesa em compota, no nariz, e a boca é gorda e volumosa, com taninos bastante sólidos para um jovem vintage. Termina longo, persistindo a fruta de forma agradável e suave. O Taylor Quinta da Vargelhas 2008 Vintage Port é outra supresa agradável, cor preta intensa também com laivos violeta, aromaticamente o cassis e os frutos do campo prevalecem, havendo espaço ainda para um pouco de melaço, tomilho e notas de madeiras exóticas. A boca, ainda um pouco dura, é intensa mas ao mesmo tempo arredonda de forma inesperada, tornando os taninos subtis. Já o Taylor Quinta de Terra Feita 2008 Vintage Port revela uma complexidade aromática extraordinária, onde as amoras, framboesas, toques vegetais e a menta saltam de forma intensa e poderosa. Este é um clássico: refinado e complexo. Os taninos densos, cheios de textura, revelam a fruta negra de forma subtil, terminando num muito longo final. Os Fonsecas: Guimaraens e Quinta do Panascal, apesar de diferentes, são igualmente interessantes e reveladores de um bom ano de Vintage. Ambos têm cor púrpura negra e opaca, revelando-se mais jovem o Quinta do Panascal, embora possuam narizes completamente distintos: o Guimaraens com amoras, morango, cassis, frutos do bosque, temperados pelo café e especiarias e finalizados com toques de menta; o Panascal com mais chocolate, muito chocolate e ainda com notas de cereja e ameixa, terminando ligeiramente especiado e com um pouco sabor a couro. Ambos são intensos e persistentes na boca, terminando longos, doces e fantásticos - típico num bom Fonseca! Mais uma vez, estamos perante um ano que vai dar-nos muitas alegrias, e seguramente que 2008 é um bom investimento para quem faz da guarda uma escolha. Poderá encontrar estes néctares do Porto nas principais garrafeiras do país, a preços que rondam os €35. Vá lá, beba um Porto! ![]() ![]() ![]() 11/04/12, 11:19 Crítica do OJE: Garrafeiras em restaurantes, que futuro?Os tempos mudaram, ou melhor, evoluíram, e a visão que os restaurantes tinham das garrafeiras também.09/04/12, 10:48 Nova Cardiologia: Porque continuam os nossos jovens e atletas a ter morte súbita? (I)"O médico superior previne a doença. O médico medíocre impede a doença de se manifestar.O médico inferior trata a doença."22/03/12, 11:16 Nova Cardiologia: O Heart teamAs doenças cardiovasculares constituem hoje, e seguramente nas próximas décadas, uma causa importante de incapacidade e de mortalidade em Portugal, atingindo21/03/12, 12:16 Crítica do OJE: Brancos da VidigueiraHá já alguns anos que na Vidigueira nasceu um projeto bastante interessante e que tem dado frutos muito positivos ao mundo do vinho luso. |