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Crítica do OJE: Espumantes festivos
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22/12/11, 10:12
Por Vicente Themudo de Castro

Estamos a poucos dias de duas grandes festas, a primeira é já no dia 24 e a segunda no dia 31. Apesar de a passagem de ano ser o dia que associamos mais a festa, o Natal é um aniversário, e, em dia de festa, festeja-se.
Nesta quadra, é bastante comum associarmos a festividade a champanhe, mas a verdade é que, na maior parte das vezes, o que se serve é espumante, e, mais importante, nacional.
Já é tempo de baixarmos a guarda e assumirmos que temos muitos bons néctares portugueses, e a preços bastante mais convidativos face à qualidade. Eis aqui uma curta selecção de alguns que merecem a sua atenção. Já agora, Boas Festas, e brinde com um espumante nacional!
Espumante Murganheira Czar Grand Cuvée Rosé Bruto 2005
D.O.C./Távora - Varosa
É, para mim, o melhor dos rosés da Murganheira, enquadrando-se na série de luxo do produtor. Apresenta uma cor rosa, um pouco pálida, quase laranja, que liberta aromas ligeiramente fumados e resinosos, apresentando uma boca muito demarcada pela casta pinot noir. Este espumante não tem hora de serviço e pode ser servido tanto como aperitivo ou como entrada, mas, principalmente, como companheiro de uma refeição.
PVP €24
 
Espumante Murganheira Vintage Bruto 2004
D.O.C./Távora - Varosa
É provavelmente um dos mais reputados espumantes produzidos em terras lusas, muito referenciado pela crítica nacional e internacional, sendo a sua prova sempre precedida de elogios. A sua cor com notas rosadas revela aromas de frutas vermelhas, na boca revela a casta pinot noir em todo o seu esplendor, sendo bastante encorpado, e, no fim, nota-se bem a sua persistência. Como o rosé, este espumante é para ser servido a qualquer momento de uma refeição.
PVP €24
 
Espumante Bruto 2009
- Herdade da Mingorra
Ainda não tem muitos anos de vida, mas a verdade é que, desde que apareceu, tem sido muito apreciado por todos. A produção é curta, apenas 5000 garrafas, mas suficiente para deixar várias famílias felizes. Produzido pelo método clássico de espumatização, conta com 12 meses em barricas. As castas escolhidas foram o Antão Vaz, Arinto e Verdelho, que conferiram a este néctar uma frescura e acidez bastante equilibrada. Sirva-o entre os 8oC a 9oC.
PVP €10
Espumante Milésime
Vértice 2007

Está aqui um caso muito sério de qualidade, quem pensa que só os franceses sabem produzir um bom Milésime, deve render-se a este Vértice. Vinificado das castas Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Viosinho e Touriga Franca, tem, na sua composição, uma percentagem de castas brancas na ordem dos 65%, estagia durante 36 meses em garrafa, o que lhe confere uma acidez única, uma fescura intensa, uma boa mineralidade e borbulhas bem conseguidas.
PVP €15,50
 
Cuvée Vertice 2009
Aqui está um espumante que nunca desiludiu ninguém, o Cuvée das Caves Transmontanas. A novidade para este ano é que, além das 55 000 garrafas, o produtor lançou uma edição limitada de 1500 unidades Magnum (1,5 L PVP€33). As castas escolhidas pelos enólogos Celso Pereira e Pedro Guedes para este espumante do Douro foram a Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato, Viosinho, Códega e Touriga Franca, sendo a percentagem das castas brancas da ordem dos 68%. Harmoniza lindamente com um peixe ou marisco grelhado.
PVP €10,80
 
Espumante Rosé Vértice 2010
Há muitas pessoas que ainda são muito cépticas em relação aos vinhos rosé, e ainda mais quando o vinho é um espumante. Mas a verdade é que, independemente da cor, o que interessa é a qualidade, e quando falamos da Vértice, a garantia é intrínseca. Neste caso, o produtor duriense optou pelas castas Gouveio, Malvasia Fina e Touriga Franca. Apesar de ter uma taxa de açúcar mais elevada do que os Bruto tradicional, a acidez equilibra bem o espumante, dando-lhe uma boa e interessante frescura.
PVP €10,80
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