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Crítica do OJE: Quinze em um
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08/02/12, 10:28
Por Vicente Themudo de Castro

Desde pequeno até aos dias de hoje que a expressão "A união faz a força" tem vindo a ter, para mim, um significado diferente, ou antes, complementei a expressão com novos sentidos.
Antes associava-a simplesmente a um movimento de carga - quantos mais fossemos, mais facilmente diluíamos o peso, logo o movimento de transporte era mais fácil. Com o tempo, percebi que a união poderia ter significados mais alargados, e um exemplo material de que a expressão vai além do significado muscular de infância são os Lavradores de Feitoria.
Esta união reúne 15 produtores, 18 quintas distribuídas pelos Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, e um conjunto muito alargado de néctares e estratégias de mercado cujo objetivo é simples: produzir mais e melhor, divulgar bem e vender ainda melhor.
Ontem, no Restaurante Pedro e o Lobo, apresentaram seis das suas mais recentes colheitas que vão lançar como novidade ou continuidade para o complexo mercado do vinho, e aqui junto as minhas notas de provas:
 
Lavradores de Feitoria Douro Branco 2011 - Produzido das castas Malvasia Fina, Síria e Gouveio de vinhas com cerca de 25 a 30 anos, fermenta em cubas de inox, revelando toda a irreverência aromática do terroir do duriense. Bastante frutado com alguns aromas tropicais, na boca revela mineralidade e uma acidez equilibrada. Finaliza também frutado e fresco. Teor alcoólico 12,5%. Servir  entre os 11 e os 12ºC a acompanhar pratos de peixe. PVP €3,50
Meruge Branco 2010 - Um monocasta puro produzido 100% da casta Viosinho, depois de uma fermentação em barricas novas de carvalho português, prolonga-se no interior das mesmas em estágio durante 6 meses. Aromas limpos com ligeira baunilha justificada pelo estágio, na boca, revela uma excelente acidez em harmonia com o paladar a frutos secos. O final é longo e guloso. Teor alcoólico 12,5%. Servir a 12ºC, a acompanhar pratos de peixe, polvo e marisco com alguma complexidade.
PVP €17,00
Três Bagos Tinto 2008 -As três castas são a Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca de vinhas com idades entre os 25 e os 30 anos. Nariz elegante, revelando uma madeira bem casada no néctar. Já na boca, mostra--se macio, num veludo muito interessante, terminando muito fino e guloso. Teor alcoólico 14,0%. Servir a 18ºC, a acompanhar pratos de carnes vermelhas. PVP €6,50
Meruge Tinto 2008 - Vinificado das castas Tinta Roriz (80%), Vinhas Velhas (20%) com Várias Castas, revela uma cor rubi com nuances violeta e encarnados. Frutado, revela principalmente a complexidade da fruta vermelha, com nuances de especiarias e tabaco. Macio e elegante na boca, tem muita frescura e taninos muito aveludados. Teor alcoólico 14,0%. Servir  a 16ºC a acompanhar pratos de  lombos e vazias grelhadas ou fritas. PVP €18,00
Três Bagos Grande Escolha Tinto 2008 - Uma verdadeira bomba na boca, é o que posso afirmar deste grande vinho. Elaborado a partir de uvas de vinhas velhas e de uma grande variedade de castas, predominado a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Amarela. Vinho de grande personalidade e exuberância, termina longo e persistente. Teor alcoólico 14,0%. Servir  a 18ºC a acompanhar pratos complexos e aromáticos. PVP €32,00
Quinta da Costa das Aguaneiras Tinto 2008 - Uma agradável surpresa produzido das castas Touriga Nacional (70%), Outras (20%) e Tinta Roriz (10%), que revela uma cor encarnada muito carregada. O aroma é muito exuberante, entre o floral e os frutos vermelhos, revelando uma boca idêntica muito fresca e com boa acidez. Final longo e guloso. Teor alcoólico 14,0%. Servir  a 18ºC a acompanhar pratos intensos de caça.
PVP €17,00
Para comentar este artigo ou sugerir temas, contacte o autor em gourmet@live.com.pt.
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