Crítica restaurante: Arola - Um restaurante para o dia e noite! Gourmet ![]() Por Vicente Themudo de Castro Desde os meus tempos de infância que vou à Penha Longa, ainda antes de ser campo de golfe, hotel, já lá estava o palácio, a igreja, mosteiro e algumas casas que criavam uma aparência de que havia vida no meio daquele paraíso escondido pelo arvoredo. Ainda esta semana, e depois de um período de quase uma ano sem fazer uma visita, finalmente conheci o restaurante Arola à luz do dia. Não perde nada para a decoração e ambiente nocturno, pois as cores metálicas a contrastar com as transparências ficam em segundo plano, a luz da varanda e o verde brilhante provocado pelo campo de golfe e suas árvores são o que cativa a atenção. O serviço em nada muda, pois a simpatia e a prontidão estão presentes seja qual for a hora do dia, a mudança é apenas na carta: ao almoço baseia-se mais em snacks rápidos e descontraídos, fruto de ser o restaurante de apoio ao Golfe; ao jantar a carta é mais selecta e criativa, mostrando toda a elegância da cozinha do multi-premiado chefe espanhol Sergi Arola. Depois de bebida uma imperial, obrigatória quando olhamos para o buraco 18, mesmo quando não jogamos, começaram a chegar os couverts. Um pão tostado, uns tomates cherry e uns dentes de alho: o primeiro trabalho é retirado à cozinha e dado ao cliente, é uma boa maneira de interagir. Barra-se o tomate e o alho no pão, e para quem gosta há um pouco de sal e azeite - muito bom. A opção recaiu sobre o menu degustação Sergi Arola (39): Entradas frias, outras quentes, um quase prato e sobremesa especial. Os primeiros a chegar foram umas sardinhas alimadas com salmonejo, que faziam grandes e agradáveis contrastes de acidez entre os cítricos das sardinhas, e o "molho" de tomate novo. As lascas de cachaço de porco bísaro e queijo da ilha, que neste caso foi substituído pelo parmesão e com certeza ganhou com isso, pois os sabores estavam todos em harmonia. De realçar o crocante do pistacho e a acidez doce da maçã que timidamente se espalhava pelo prato. A salada de caranguejo real e sapateira foram os últimos dos frios, e o que dava menos espectáculo, pois faltava-lhe um pouco de sabor a mar e o picante estava meio tímido. Dos quentes chegam as famosas e fantásticas Batatas Bravas com molho aioli e uns soberbos raviolis de rabo de boi com um "jus" muito bem conseguido, fazendo uma relação terra-mar muito elegante. Dos quase pratos, apesar de ser apenas um dado como opção, degustei os dois - teimosia de quem estava contente com o que comia. O primeiro foi um peixe galo com boletus e rabo de boi: muito bem executado, peixe duro e suave, pele crocante, os boletus a trazerem a harmonia de terra e o rabo de boi a fortalecer os sabores. Depois veio o lombo de borrego com puré de aipo e ragout de Castanhas, um pouco de azar no ponto mas, depois de trocado, o sangue saía da carne juntando-se a um dos vencedores do dia - carne tenra e saborosa, um puré ligeiro que fazia sobressair um molho de carne bastante bem executado, de notar a ligeira doçura provocada pelas castanhas. Termino com o momento doce Arola que consiste em "3" peras bêbadas em forma de bola, do tamanho de um tomate cherry, e um molho onde prevalecia o maracujá - uma combinação fresca, e interessante. Talvez um pouco diferente do que estamos habituados, mas vale a pena arriscar. A carta de vinhos está bastante completa e com boas opções para cada prato. Gostei de ver a descida de preços em relação à minha última visita, pois o vinho é para se beber e não para ostentar em preços altos. O menu da noite traz mais pratos além dos que comi, e uma outra alma, mas o dia favorece o espaço em contacto com a natureza, sendo um local perfeito para um almoço de negócios, de romance, e até de família. Da noite para o dia, fiquei a conhecer o Arola. Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt. ![]() ![]() ![]() 24/04/12, 11:22 Chefs e Make-a-Wish unidos para ajudarA Fundação Make-A-Wish convidou alguns dos chefs mais reconhecidos do país para prepararem pratos especiais que vão permitir aos portugueses contribuírem, até18/04/12, 11:38 Restaurante Arquivo – Porto: Privacidade e bom gostoA porta fechada guarda o rigor da cozinha clássica, numa casa que data de oitocentos. Mas não se espere uma atmosfera dessa época. Em plena Praça da República,11/04/12, 11:13 Le Chef: Pêra RochaA pêra rocha é uma variedade originária de Sintra, a sua produção é uma DOP - Denominação de Origem Protegida, sita na zona Oeste.04/04/12, 01:03 Le Chef: A Caça aos ovos da PáscoaMoscatel é o nome dado a um grupo de variedades de uva bastante adocicada. |