Crítica restaurante: O japonês no Porto Gourmet 12/05/10, 10:34Por Vicente Themudo de Castro, fotos Fernando Guerra Pensar que uma garagem num sub-piso do Hotel Porto Palácio se podia transformar num restaurante de referência, é quase impensável, mas aconteceu e chama-se GóShò! A arquitectura do espaço, desenvolvida pelo japonês Haruo Morishima em parceria com a NC-arquitectos, é uma verdadeira caixa de surpresas. As salas privadas, os balcões de preparação de sushi, o balcão com a mesa de teppan envolvidos por um ambiente marcado pelas cortinas metálicas, criando um ambiente exótico e oriental. Foi de tal forma que a prestigiada revista YearBook Arquitectura em Portugal da Workmedia não se escusou de fazer um artigo, destacando a forma criativa e arrojada que este projecto gastronómico estabeleceu com a sua arquitectura. O projecto gastronómico conta com a consultadoria do chefe Paulo Morais para a cozinha e do Sommelier Manuel Moreira, garantindo de forma consistente, a este restaurante de cozinha asiática, o selo de qualidade. Não consigo deixar de notar que era uma segunda-feira e o restaurante apresentava um número muito razoável de mesas cheias, as idades eram uma viagem que se iniciava nos pós-25 de Abril até à aprovação da constituição de 1933, mostrando que os restaurantes apetecíveis são para todas as idades. Dei início à viagem ao oriente, começando a minha degustação com o Ebi no Haru Maki, que são uns mini crepes Primavera com camarão e legumes (3 unidades), com um molho agridoce: fazem uma boa combinação, apesar de achar que o aviso de que eram ligeiramente picantes teria sido importante. Seguiu-se o Yaki Hotategai, uma espetada de vieiras grelhada com ar de Eucalipto (2 unidades). Elegantemente chapeadas e depois envoltas num molho em espuma com aromas de eucalipto, uma experiência de mar terminando com uma boca muito fresca. Sinto-me quase como a falar de vinhos, mas não vejo outra forma de explicar as sensações. O House maki, rolo de arroz com caranguejo gigante do Alasca, rebentos de ervas, tobikko e maionese, era desinteressante e não activava nenhum ingrediente, no entanto não era desagradável. O Sashimi Góshò, constituído por cinco fatias de pregado com um molho de azeite e alho, ligeiramente braseado, estava bom mas, no entanto, sentia-se um pouco do sabor chamuscado dado pelo maçarico. Nos principais, optei pelo Ebi to kai, marisco do dia grelhado com sal de citrinos: neste dia era o camarão tigre, sabor e textura excelente; gostaria, porém, que a cabeça estivesse um pouco menos crua. A Gyoza, raviolli de frango com molho citrinos (5 unidades), foi o grande vencedor da noite: agradável na boca, e o sabor perdurava agradável no palato durante bastante tempo. Um pouco desiludido com o Yasai, legumes do dia na chapa, porque algumas peças vinham um pouco queimadas. Terminei com a ménage à trois de chocolate, que era constituída por uma mousse de chocolate negro, financier de chocolate de leite e gelado de chocolate branco com wasabi. Gostei, apesar de a inclusão da mostarda wasabi no gelado ser um pouco estranha, mas depois da terceira colherada fica mais agradável. Acompanhei a refeição com o rosé da casa, copo €4 e garrafa €18. A bom preço e agradável na boca, foi uma boa companhia a toda a refeição. Ainda há menus especiais e combinados, desde sushi, sashimi a quentes, e os preços variam entre €8 no sushi vegetariano até aos €50 do menu de degustação. Está preparado para todos os gostos e carteiras. De uma forma geral, gostei do espaço e recomendo. No entanto, gostaria de ver uma carta nova, pois parece-me que esta já está a precisar de reforma. O serviço foi sempre bom, substituindo todas as minhas exigências por uma opção válida e adequada. Um espaço agradável, bonito, em que a cozinha é boa. Entretanto fico à espera de novidades. ![]() ![]() ![]() 24/04/12, 11:22 Chefs e Make-a-Wish unidos para ajudarA Fundação Make-A-Wish convidou alguns dos chefs mais reconhecidos do país para prepararem pratos especiais que vão permitir aos portugueses contribuírem, até18/04/12, 11:38 Restaurante Arquivo – Porto: Privacidade e bom gostoA porta fechada guarda o rigor da cozinha clássica, numa casa que data de oitocentos. Mas não se espere uma atmosfera dessa época. Em plena Praça da República,11/04/12, 11:13 Le Chef: Pêra RochaA pêra rocha é uma variedade originária de Sintra, a sua produção é uma DOP - Denominação de Origem Protegida, sita na zona Oeste.04/04/12, 01:03 Le Chef: A Caça aos ovos da PáscoaMoscatel é o nome dado a um grupo de variedades de uva bastante adocicada. |