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Montepio
Pelos caminhos de Portugal: Pedro Lemos
Gourmet
09/11/10, 12:30
Por Vicente Themudo de Castro

Procurar restaurantes no Porto é uma tarefa difícil, pois é rara a porta por que se passe em que: 1) o acolhimento seja mau; 2) a comida seja má; 3) os preços sejam disparatados.

 

Feita esta pré-análise, que é quase generalista, resta-me descobrir os casos em que estes pontos não sejam apenas um cliché e do "não é mau" passe para "é muito bom". Esses mais escassos também se descobrem, em menor número, é verdade, mas a queda do queixo não deixa de ser fantástica à mesma. Não acredita? Então renda-se a esta ementa: a sardinha assada em broa de Avintes com os nossos legumes avinagrados em conserva; o Lavagante azul, lombinhos e pinças em guacamole seu recheio num caneloni de beterraba, a vieira corada sobre creme de caril; Pistácios, num arroz doce e em creme, sorvete de cerejas.

O chefe chama-se Pedro Lemos e o restaurante roubou-lhe o nome.

Junto à foz, numa rua esconsa onde o carro se torna supérfluo, temos, no 974, um segredo que têm de ser desvendado: duas salas, uma esplanada, boa disposição, uma garrafeira composta e uma comida que caberá a vós a adjectivar.

E porque os adjectivos não podem ficar em terra de ninguém, pegue na sua cópia do hOJE ou recorte deste artigo, bata a porta do "Pedro Lemos", usufrua de uma primorosa refeição e, no fim, entregue o seu voucher e ganhe um desconto de 10% sobre a factura final.

Já em terras do Sul, entrei no ferry em Setúbal e desembolsei €9 para entrar com carro, passageiro e mais €2 para a minha companhia, e naveguei com destino a Tróia.

Vinte minutos depois, e já presas as amarras e baixada a ponte, precisei de mais dois minutos para chegar ao Tróia Design Hotel, entregar o meu carro e dar de caras com este menu: Empada de galinhola com salada verde (€9); Carpaccio de vieiras com vinagrete de manga (€13); Salmonete de Setúbal com açorda de sapateira (€23); Naco de novilho, acelgas e migas de abóbora (€22).

Chama-se B & G e está integrada numa das mais modernas unidades hoteleiras do país.

A decoração é viva (as cores quentes proliferam) e as peças de arte do Pedro Cabrita Reis enchem uma sala espaçosa e moderna.

A vista para a marinha e rio é praticamente toda uma parede. Por isso, sente-se onde se sentar, terá sempre acesso fácil a esta linda vista, não havendo espaço para o arrependimento.

A gastronomia, que aposta em alguns produtos locais, está a cargo do chef João Vieira e apelida-se de regional alentejana contemporânea.

Ir a este restaurante é um pouco mais do que uma boa refeição, é entrar num hotel fantástico, é visitar uma reserva natural e, principalmente, é um excelente programa para se fazer acompanhado.

Até ao dia 9 de Dezembro, vá de carro, de barco ou no seu meio de transporte preferido até Troia, e não se esqueça de levar a sua cópia do OJE, ou recorte deste artigo, para usufruir da sempre apetitosa redução de 10% de desconto sobre a factura final do restaurante - não acumulável com outras promoções.

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