Restaurante Marquês de Marialva - Cantanhede - Festim à mesa Gourmet 16/04/10, 10:09Por Paula Oliveira Silva A pouco mais de duas horas de Lisboa, é pretexto quanto baste para se meter ao caminho. Quantos de nós não conhecemos sítios que muitas vezes, injustamente, estão esquecidos nos mapas e que são apenas pontos de passagem para outras terras mais concorridas? Só que, a determinada altura, basta um relato mais emocionado com duas ou três fotos anexadas para que a visita seja inevitável. Isto é válido para terras, monumentos e neste caso um restaurante. Em Cantanhede, o Marquês de Marialva é um tributo gastronómico de um filho da terra a um outro de grande importância para a compreensão da História de Portugal. O marquês de que se fala exerceu cargos de conselheiro de Estado e mostrou muito do seu valor em diversas guerras por si comandadas ao serviço da independência nacional. Patriota leal, assim parecem demonstrar os factos, (determinou em testamento que lhe enterrassem o coração aos pés do sepulcro de D. João IV) apesar da reputação contrária gerada à sua volta. Quem desta terra é, sente com desconforto a definição depreciativa do termo marialva. O edifício onde está alojado, bem no centro da cidade, é centenário. Por fora reina a simplicidade arquitectónica, mas por dentro o ambiente é de requinte. Ponha de parte a ideia de uma sala muito grande e ampla (que também há, mas para grupos e festas) e imagine pequenas salas, ricamente decoradas, a lembrar algumas divisões da nossa casa e um toque de diferenciação com os vitrais coloridos. Junte-lhe um serviço gentil e bem-disposto. Algumas paredes revestidas a pedra dão o toque do rústico, mas sem o exagero do alho e da cebola ao dependuro. Uma lareira acolhe à sua volta antigos utensílios de cozinha em cobre. À entrada, no corredor, a primeira imagem é a de cestos cheios de garrafas de vinho. Bons néctares, pensamento evidenciado assim que se passa os olhos pela carta de vinhos com incidência para os da Bairrada e algumas reservas de muito boa qualidade. E já que se fala naquilo que se bebe, as boas-vindas para uma refeição, que se quer uma festa dos sentidos, são comprovadas por um copo de espumante. A mesa está bonita, vestida de branco dos pés à cabeça e enfeitada com um pequeno arranjo floral. Para começar a compor ainda mais o ramalhete, surge o Centro do Marquês, um prazer para a vista e para o paladar. A couve lombarda em pirâmide sustenta enchidos, queijos e fruta. Está tão bem feito que nem apetece estragar. Ideal para compartir com mais amigos e só custa 10€. Gosta de petiscar? Então prepare-se para as entradas de inspiração regional. Pataniscas, salada de polvo, morcela, farinheira, entrecosto em vinha d'alhos, dobrada com feijão manteiga, carapaus com molho de escabeche, enguias fritas, marisco e um pão estaladiço que acompanha qualquer prato. Quanta coisa. Prefere peixe grelhado? Decida-se de entre uma dourada, um linguado ou um robalo. Espetada de frutos do mar ou de gambas na brasa deixam qualquer um indeciso. O tradicional bacalhau à lagareiro é um "prato cheio" e o que dizer do cabrito, do borrego, da chanfana, do pato.... Toda a sorte de produtos do mar e da terra. Mas não são só as entradas que merecem uma construção espectacular. O fim da refeição é outro bom exemplo. O carrinho das sobremesas arrasta propostas irrecusáveis. Doces de ovos, pastéis de nata, compotas, geleias, pêra em vinho, e outros doces de colher como mousses, arroz doce, baba de camelo... Alguém pensou neste conceito e muito bem. Sem dúvida, uma doce recordação de um dia bem passado. Detalhes: Restaurante Marquês de Marialva ![]() ![]() ![]() 24/04/12, 11:22 Chefs e Make-a-Wish unidos para ajudarA Fundação Make-A-Wish convidou alguns dos chefs mais reconhecidos do país para prepararem pratos especiais que vão permitir aos portugueses contribuírem, até18/04/12, 11:38 Restaurante Arquivo – Porto: Privacidade e bom gostoA porta fechada guarda o rigor da cozinha clássica, numa casa que data de oitocentos. Mas não se espere uma atmosfera dessa época. Em plena Praça da República,11/04/12, 11:13 Le Chef: Pêra RochaA pêra rocha é uma variedade originária de Sintra, a sua produção é uma DOP - Denominação de Origem Protegida, sita na zona Oeste.04/04/12, 01:03 Le Chef: A Caça aos ovos da PáscoaMoscatel é o nome dado a um grupo de variedades de uva bastante adocicada. |