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Montepio
“Era uma vez…”
Lazer
29/07/10, 11:06
Em parceria com CN Sports

Muitas vezes estas são as três primeiras palavras do início de uma história... mas nem sempre.
Muitas das histórias de golfe que chegam ao nosso conhecimento, fruto de uma iniciativa da CN Sports, não começam por essas três palavrinhas mas são, indubitavelmente, dignas de ser partilhadas com o maior número de golfistas possível, pois certamente se identificarão com algumas delas. Seja no campo ou até fora dele, vividas pelos próprios ou por seus conhecidos, a verdade é que esta iniciativa tem tido uma óptima adesão, sendo inclusivamente de considerar a possibilidade de se compilar algumas delas para depois as publicar, muito ao estilo de uma verdadeira antologia de golfe. Fica por isso aqui um exemplo dos épicos episódios que poderá encontrar em www.cnsports.pt, convidando todos os que queiram participar a enviar-nos os vossos mais inéditos "momentos" de golfe, assim como histórias que vos tenham sido contadas.
"Não será por isso...
Quando estive a trabalhar nos Estados Unidos da América, objectivamente em Boston, criei uma sólida amizade com um casal americano com quem muito me relacionava e convivia.
O elemento masculino do casal sempre o conheci um "fução" do jogo do golfe que trabalhava sem parar durante a semana e se por acaso havia um décimo milésimo de segundo livre lá ía ele a correr praticar a sua paixão.
Aos sábados e domingos aproveitava para jogar durante todo o dia e se tivesse companhia ainda ia à noite bater umas bolas no campo de treinos que era iluminado para estas eventualidades.
Tentou arrastar a cara-metade e os filhos para a prática do golfe, mas sem grande êxito, o que ocasionou ouvir algumas vezes que era um pai e marido ausente.
De tal modo se sentiu pressionado que começou a levantar-se às 06:00 da manhã, chegar ao campo de golfe às 06:30 e empunhando um saco ligeiro com um driver, um putter, um ferro sete e pouco mais, percorria em passo acelerado e sozinho os 18 buracos para terminar a tempo de chegar a horas ao seu trabalho.
Várias vezes me disse que estava muito contente por jogar muito mais vezes que dantes e não falhar um único fim-de-semana em casa.
Ao fim de algum tempo (não muito) voltou à primitiva: trabalhar sem parar toda a semana e jogar golfe durante todo o sábado e domingo.
Perguntei a que se devia esta nova mudança ao que ele respondeu que a mulher tinha fugido com os filhos para casa dos pais e pedido o divórcio pois ele tinha ido para casa "estragar" os fins-de-semana à família.
Ainda comentei que estes acontecimentos terão outras razões e motivos e não seria por aquilo que me disse, que tudo aconteceu.
Ou não?"
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