PUB
Faça do OJE a sua homepage
Montepio
Banco meu, banco meu, haverá alguém mais belo do que eu?
Moda Tendências
18/09/09, 10:01
Em Parceria com Aslei - Por Ana Freitas Reis

Se lhe perguntassem a sua opinião sobre a contribuição da beleza ao nível profissional o que responderia? Contribui para um maior salário?

Maior reconhecimento? Mais impacto nas vendas? Sucesso no recrutamento? Ajuda numa maior capacidade de relacionamento interpessoal? Reforça os valores que a marca transmite? Nenhum dos anteriores?

De que falamos quando mencionamos "beleza"?

Do estudo de mercado efectuado pela Aslei no presente ano, já mencionado em edições anteriores, obtivemos curiosas respostas face a este tema que merecem a nossa análise.

33,1% consideraram que os factores como a aparência; sorriso, gestos, expressões faciais; cabelo; maquilhagem, entre outros, contribuem substancialmente para uma mais valia no relacionamento interpessoal. O impacto no sucesso do processo de recrutamento foi o factor escolhido por 25,9% destes homens e mulheres inquiridos. 20% destacaram que a beleza é um factor que contribui para maiores vendas, 19% salientaram o impacto no reconhecimento profissional e apenas duas pessoas mencionaram que a apresentação física pode ajudar no aumento salarial. De facto, se um batom bastasse para aumentarmos os euros da nossa conta bancária...

Estas considerações conduzem-nos a um conceito relativamente inovador no nosso mercado: "Personal Brand". Citado em 1997 pelo americano Tom Peters ao publicar na revista Fast Company o artigo "The Brand Called you", pela primeira vez falou da marca reflectida nas pessoas. Poderemos ser, de facto, uma marca? Conseguimos através das nossas competências (físicas, intelectuais; relacionais; comunicacionais; essenciais; entre outras) uma diferenciação no mercado actualmente competitivo e por vezes saturado? Como é que a identidade corporativa de uma instituição se expressa ao nível dos seus profissionais?

Estes mesmos inquiridos do estudo anteriormente citado visitaram a área da Banca, nomeadamente 10 dos principais bancos da nossa praça. Instituições com uma história, missão, valores, códigos e manuais de conduta muito bem definidos, muitos deles com renovações recentes. Encontraram enormes reestruturações nas redes nacionais de milhares de balcões com novas cores, novos logótipos. Milhões de euros gastos, e depois? Os seus profissionais? Acompanharam estas mudanças? Questionámos, então, banco meu, banco meu, quem foi escolhido como mais bonito do que eu?

O Banco eleito como "o mais belo", ou seja, aquele onde os seus profissionais incorporam e têm um maior impacto ao nível da apresentação física (postura, atitude, dress code, sorriso) foi o Millenium BCP. A expressão foi de 28,5%. Com uma diferença de 10% foi nomeado o Barclays, logo seguido do BPI (14,6%) e Banco Espírito Santo (13,8%). 10,5% indicaram também que os profissionais do Banco Santander evidenciam relativa preocupação com esta área de contacto com o cliente. A Caixa Geral de Depósitos, Montepio; Banco Popular; Banif e Crédito Agrícola obtiveram uma expressão que não ultrapassa os 6%. Motivos? Notoriedade? Outras preocupações?   

De facto, a marca de uma instituição é uma entidade viva, expressa por todas as ligações que nos unem à mesma, desde os seus profissionais, aos produtos e serviços que obtemos. 

Nestes novos conceitos de "branding"; "personal brand"; "total you brand"- programa de formação empresarial da Aslei, o sistema de comunicação das instituições está nas pessoas. Está naquilo que deixa claro aos seus clientes, dos valores e soluções que a marca transmite. As inter-relações complexas nas quais a estrutura de uma empresa está envolvida, coloca-nos a necessidade de definir as directrizes que os seus profissionais possam transmitir. A personalidade e postura que as instituições têm perante as pessoas são os atributos que as diferenciam e uma das formas de como podem ser percebidas.

Ainda assim, é um grande desafio da sociedade emergente e que nos pode até assustar se considerarmos que estamos escravos da imagem, beleza ou do espelho meu... Contudo, imagem é tudo aquilo que conseguimos emanar do nosso bem-estar, felicidade e auto-estima. Projectar os valores das nossas empresas através das pessoas, sem nunca perdermos a nossa identidade, valores pessoais, a nossa personalidade, sem nunca tornarmo-nos e vivermos de forma plástica e artificial. A identidade corporativa nas pessoas não reside nos estereótipos canónicos da beleza actual, mas sim, na necessidade de criarmos uma correspondente estética esculpida daquilo que é a essência de todos nós e aquilo que nos define e nos distingue dos demais.

A unicidade de uma empresa ou de uma pessoa pode emergir. Todos temos um "dom", e conseguimos desenhá-lo e afirmá-lo pela nossa atitude e identidades visuais. Da ponderação dos serviços e soluções à relação com as pessoas, consegue-se criar o ADN único de uma empresa - a sua assinatura genética que a caracterizará em todos os detalhes e determinará os condicionalismos do seu desenvolvimento.

Tendo em conta que este ADN é o cartão de visita das nossas empresas, é importante definir a nossa identidade. Para que exista a verdadeira sintonia naquilo que queremos transmitir. Para que o espelho meu me reconheça, espelhando-me no melhor do meu eu.


 


Para comentar este artigo contacte o autor por anafreitasreis@aslei.net


0  Comentários
4 votos
02/09/10, 11:36

O poder social do design

Conheça projectos extraordinários de empresas, hospitais e ONG nos quais o design desempenha papel decisivo para a busca da felicidade. Sim, o design não se Ver Notícia
02/09/10, 11:17

Anos 50 inspiram colecção de Inverno da Louis Vuitton

Ao som da música do filme que revelou Brigitte Bardot e tendo como cenário uma fonte de água corrente no Louvre, em Paris, Marc Jacobs, o designer da Louis Ver Notícia
29/07/10, 11:32

Nascidos para comprar

A publicidade dirigida a crianças divide opiniões. Mas todos estão de acordo em considerar que a aposta na educação é uma prioridade a bem de novos Ver Notícia
15/07/10, 11:02

Ele faz a diferença

No caos da guerra civil da Libéria um homem conseguiu provar que o ditador Charles Taylor beneficiava da venda ilegal de madeira da rica floresta do país. Ver Notícia
pub
NOTICIAS
  • ÚLTIMAS
  • + LIDAS
  • DESTAQUES