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Montepio
Turismo "Sexy"
Moda Tendências
07/09/09, 10:32
Em Parceria com Aslei

"Portugal precisa de vestir uma mini-saia para se tornar mais sexy e atraente". Estas foram as palavras de Miguel Júdice no programa de Junho da RTP "Prós e Contras" sobre turismo.
De facto, a mudança do paradigma actual do Turismo (clientes com um perfil cada vez mais segmentado, com dez vezes mais informação, mais ofertas turísticas, mais concorrência) leva-nos a pensar na importância de factores de diferenciação perante o mercado da Hotelaria em Portugal. 
Onde podemos investir? O que pode marcar a diferença e potenciar os nossos mercados? Quem representa e interage directamente com os nossos turistas pode gerar maior rendimento?   
Tendo em conta estes profissionais que diariamente prestam serviços aos nossos turistas, será que a beleza (conceito muito lato e abrangente) de quem representa a identidade corporativa  de uma empresa pode ser um factor de diferenciação?
Cada vez mais, há evidências (estudos científicos; investigações; números) que mostram que os clientes gostam mais do belo e do bonito.
De facto, todos os estímulos visuais atingem de forma mais directa os sentidos humanos. Aquilo que vemos provoca vinte vezes mais sinapses - ligações entre neurónios -  no nosso cérebro! E sabe-se que se compreendem as imagens mais rapidamente do que os conceitos.
Assim sendo, toda a comunicação não verbal que temos com os outros (sorriso, postura, maquilhagem, vestuário, expressões, etc.) conduz, ainda que de uma forma não consciente, experiências agradáveis ou desagradáveis durante a interacção.
A forma de receber em hotelaria é e sempre foi crucial no âmbito da hospitalidade. Todos nós o sabemos e os nossos profissionais também o sabem. Porém esse saber comum, frequentemente rende-se ao pântano da passividade e da acomodação, criando uma envolvente que pode enevoar a noção de valor próprio.
É necessária uma revolução. Uma revolução na atitude e na capacidade de desenvolver brio. Muitas das vezes esta revolução precisa de ser acompanhada por intervenções na área da beleza.
Na realidade, o aumento da auto-confiança provocado pela recomposição física e da atitude pessoal resulta numa projecção de uma imagem empresarial positiva. E geramos, assim, um ciclo diferenciador e positivo perante o mercado: Se gostarmos mais de nós próprios, o cliente gosta mais de nós, consequentemente, estamos mais felizes e aumentamos a nossa capacidade de gerar) maior relacionamento e rendimento.
Contudo, o maior desafio das organizações é tornar explícitas a sua cultura e personalidade através dos seus profissionais, pois são os vectores mais prováveis para fontes de diferenciação.
No sector da hotelaria, será que precisamos mesmo de sermos todos mais atraentes aos olhos dos nossos turistas?
O que é que nós, portugueses, consideramos sobre os profissionais que nos representam nos hotéis que oferecemos? Muitos de nós, agora de férias, estivemos atentos à qualidade e diferenciação dos nossos serviços. Conseguimos ser competitivos face ao mercado actual? Que importância pode ter esta área da apresentação física; da postura; da atitude dos colaboradores?
Entre Fevereiro e Junho de 2009, realizou-se um estudo de mercado online, com um universo de 239 pessoas que visitam estabelecimentos públicos. O objectivo foi entender a percepção dos portugueses face à importância da imagem/apresentação física dos profissionais em vários sectores, nomeadamente na Hotelaria.
Primeiro resultado: Mais de 80 por cento consideraram "média e má" a apresentação (farda; postura; olhar; sorriso, maquilhagem; penteado; atitude pessoal) dos profissionais em Portugal. Não começamos bem...
E, aos olhos dos inquiridos, determinados hotéis não posicionam, do ponto de vista da importância da comunicação não verbal, os seus colaboradores de uma forma diferente... Face à questão "Qual a cadeia de hotéis que considera ter profissionais com melhor apresentação física (atitude; postura; olhar; sorriso; farda; maquilhagem; cabelos)?", seis das 10 cadeias hoteleiras incluídas no estudo receberam uma inexpressiva votação:  inferior a 10 por cento. Facto esse, talvez interpretável como uma necessidade de reforçar as suas identidades corporativas através do seu staff.
Por outro lado, em primeiro lugar, o hotel escolhido por 25,9 por cento dos inquiridos como aquele cujos profissionais são mais atentos a estas questões foi uma cadeia internacional: Grupo Sheraton.
Em segundo e terceiro lugares temos cadeias portuguesas. Com 20 por cento de votações foi eleito o Grupo Pestana e 18,8 por cento optaram pela grande cadeia portuguesa Vila Galé.
Será que os profissionais que representam o nosso país, a nossa identidade, posicionamento e a diferenciação de cada destino acompanham, de facto, esta evolução do turismo?
A nossa hotelaria precisa de crescer ainda mais, modernizando-se e qualificando-se com importantes investimentos. E a prestação de serviços essenciais de qualidade compatível com a classificação do hotel é urgente. Temos, assim, um grande compromisso com a qualidade do serviço ao cliente.
Ao valorizarmos os Human Touch Points, ou seja, os nossos prestadores de serviços em contacto com o cliente, podemos criar memórias únicas de satisfação no nosso país e nos nossos maravilhosos hotéis.  
Sendo a Hotelaria um sector crucial na contribuição económica e relevante do ponto de vista estratégico no panorama nacional, vamos apostar na "mini-saia"?
E em outros sectores? Quais foram os resultados? Publicaremos, em futuras edições do OJE, os resultados deste estudo em diversos sectores económicos em Portugal. 
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