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Existem horas para fazer as refeições?
Saúde Beleza
29/09/11, 12:54
Por Vitor Dauphinet - Nutricionista

A hora a que comemos, o número de refeições e o intervalo entre estas afecta ou não a nossa saúde? E em caso afirmativo, qual é o padrão mais adequado?
Nas sociedades ocidentais é comum existirem três refeições principais - o pequeno-almoço, almoço e jantar, contudo observam-se diferenças nos horários a que estas refeições ocorrem. Acresce, que em alguns países, se verifica ainda a ingestão de vários snacks ou pequenas refeições intermédias, tais como o "meio da manhã" e o lanche, como é usual no nosso País. Estas diferenças de frequência e regularidade com que se come têm sido objecto de investigação e debate, nomeadamente pelas suas potenciais implicações nas doenças crónicas que mais nos afectam, tais como o excesso de peso e obesidade.
As recomendações
O guia alimentar português "A Roda dos Alimentos" recomenda que se façam cerca de cinco refeições por dia, a intervalos regulares de 3h a 3h30. A ciência sugere que o aumento da frequência com que se come está favoravelmente associado a vários indicadores da saúde, especialmente ao nível do colesterol, açúcar no sangue e valores de insulina. Também ao nível do controlo do apetite parece confirmar-se a vantagem de comer mais vezes ao dia, especialmente quando se está em dieta. Por outro lado, comer a intervalos regulares também parece ser vantajoso, pois está associado a uma menor ingestão energética (calorias) em mulheres obesas.
O jantar (por oposição ao pequeno-almoço) é a refeição que menos nos sacia, sendo para muitas pessoas a refeição em que se come mais, motivo pelo qual é chamada a "hora do lobo". Este facto não parece necessariamente contribuir para o excesso de peso, desde que as calorias totais ingeridas ao longo do dia não ultrapassem as necessidades.
Tendências actuais
O nosso estilo de vida tem vindo a sofrer alterações que se reflectem não só no tipo de alimentos que consumimos, mas também na forma mais ou menos estruturada como esse consumo é efectuado. A população adulta activa é um exemplo desta realidade, pois evidencia um comportamento cada vez mais flexível em relação à regularidade e frequência com que come. As crianças e adolescentes também não fogem à regra verificando-se um aumento da irregularidade com que se alimentam.
Este cenário associado a um número reduzido de horas de sono parece potenciar o excesso de peso e a obesidade pelo seu efeito desregulador do metabolismo. Para respeitar um horário de refeições com uma frequência adequada (cerca de cinco refeições por dia) é necessário nos dias que correm, onde o tempo escasseia, planificar com antecedência o que vamos comer. Para o efeito sugere-se que identifique as principais barreiras à sua alimentação diária para que não salte refeições nem coma fora de tempo.
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