PUB
Faça do OJE a sua homepage
Montepio
Vaidade ecológica
Saúde Beleza
Slideshow image
04/02/10, 10:47
Texto de Keila Bis Morais e fotos de Filipe Pombo/AFFP - Em parceria com Gingko

Vagarosamente os consumidores rendem-se aos acessórios amigos do ambiente. Aqui e no mundo inteiro. Sim, é possível fazer escolhas conscientes.
O mundo dos acessórios de moda está a passar por uma revolução. Uma revolução saudável, amiga do ambiente, com menos lixo e mais respeito pela natureza. Se é moda passageira ou apenas uma tendência ninguém sabe ao certo, nem mesmo os especialistas. Mas é facto que há uma proliferação mundial no uso de materiais recicláveis e reutilizáveis na confecção de carteiras, colares, brincos e pulseiras. As opiniões divergem e muitas são as expectativas. Para Sue Huey, editora sénior de calçado e acessórios da WGSN, o maior site de serviços de pesquisa e análise de tendências de moda, design e estilo a nível mundial, "esta é uma tendência progressiva e esperançosamente tornar-se-á algo definitivo, opondo-se a uma moda passageira". Já para Isabella Haas, directora criativa da loja Secco, na Finlândia, que vende produtos feitos com discos de vinil, botões de telefone móvel e componentes de computadores, a discussão deste tema vai mais além. "Não é apenas uma tendência, mas uma mudança de comportamento tanto dos consumidores como dos designers que criam estes produtos".
Mas será que o alargamento deste mercado é apenas resultado de consumidores mais preocupados com o ambiente? O uso destes materiais é o único factor que leva um consumidor a adquirir este tipo de adorno? Raquel Moreira, marketeer da Sogenave, empresa de distribuição alimentar na zona de Lisboa, conta que tem de existir algo mais. "Só compro se forem muito giros ou se vão ao encontro do meu gosto pessoal. Não os uso somente porque são feitos de materiais recicláveis".
PRIMEIRO O ESTILO
Faz todo o sentido. Por maior que seja a preocupação com o ambiente, os acessórios podem, ou não, tornar as pessoas mais bonitas. Ou seja, o design não pode ser comprometido por causa do material. "Os clientes continuam a querer comprar acessórios lindos. Se eles forem eco friendly ainda melhor", argumenta Sue Huey. Mas as marcas, lojas e designers começam a estar preparados para essa exigência. Os produtos da loja americana Ecoist, que utiliza desde papéis de rebuçados até tampas de garrafas Coca-Cola e pacotes de comida na confecção dos acessórios de moda, são feitos a pensar primeiro no estilo. Esta loja de Miami, fundada em 2004, já tem 14 espaços em países como a Arábia Saudita, Austrália, Canadá ou Costa Rica. "Apesar de o objectivo ser a protecção do planeta, pretendemos que os clientes comprem os nossos produtos por serem bonitos e lhes ficarem bem", assume Jonathan Marcoschamer, um dos fundadores da loja, em entrevista à GINGKO. É, portanto, a união destes dois factores (design e materiais amigos do ambiente) que tanto tem agradado aos consumidores nos últimos anos.
Qual é o valor económico de um acessório feito com materiais alternativos, se levarmos em conta que, até há pouco tempo, uma jóia era avaliada por ser feita com ouro, diamantes ou pérolas?
A mestre em design Katia Faggiani, brasileira e autora do livro "O Poder do Design: da Ostentação à Emoção", interessada em entender como os consumidores percebem o uso destes materiais na joalharia, fez uma pesquisa e descobriu o seguinte: "As pessoas já não compram jóias pelo seu valor económico, mas por outros factores que o produto carrega consigo, como o design, a originalidade, a criatividade e o apelo ecológico. A jóia perde a marca do material nobre, mas ganha em capital cultural".
DESIGN VERDE EM PORTUGAL
Além do nome em comum, as amigas de longa data Rita Melo e Rita Carrilho partilham uma paixão: criar produtos com materiais ecologicamente correctos. "Ainda me lembro de irmos para a Zambujeira do Mar passar férias e vendermos as nossas mochilas para pagar o parque de campismo", conta Rita Melo.
O trabalho profissionalizou-se e deu origem à marca Blindesign, concentrada em Setúbal.
Tornou-se fonte de rendimentos e chegou a tal ponto que a mais recente criação pode tornar-se num grande sucesso. "Usamos embalagens de leite para criar malas de diversos tamanhos e feitios, carteirinhas para guardar dinheiro e também luminárias, contentores e ecopontos", conta Rita Carrilho. Baptizaram a colecção de "Re-volta das Embalagens". Além da sensibilidade para verem o potencial deste material, as "Ritas" perceberam que se a parte interna das embalagens, a prateada, fosse usada no lado exterior dos produtos daria às peças uma coloração metálica moderna e bonita. "Tem agradado tanto às pessoas que concorremos ao Concurso de Ideias do Museu Berardo com um modelo exclusivo", contam.
CARICAS E TAPETES DE BANHO
Por seu lado, a artesã Vanessa Curado reutiliza caricas para criar acessórios de moda e de decoração. Uma a uma são lavadas, depois furadas e costuradas. "Gasto um dia inteiro para fazer uma mala", revela. Além das caricas, Vanessa percebeu que outro material também poderia assumir nova utilidade. E assim tapetes de banho - quem diria! - tornaram-se em lindas e resistentes bolsas.
Sem falar nas pulseiras feitas com rolos de fita adesiva e cobertos com restos de tecidos. Para Vanessa estes materiais são fonte inesgotável de criação.
"Desde sempre que me lembro de reaproveitar latas, frascos e vários objectos que fazem parte do nosso quotidiano", diz. "Comecei num espaço de 5 metros quadrados, mas fui-me aperfeiçoando". Hoje tem um atelier em Algés, o Recicl'Art.
Bem perto de Algés, em Lisboa, está o atelier da designer de moda Sandra Guerreiro. Quem ali entra, à primeira vista não consegue entender o que está a acontecer.
Sacos de plástico de supermercado em pilhas e outros a ser trabalhados por Sandra e duas costureiras.
Tudo começou em 2004 quando a designer percebeu que, com eles, poderia criar malas, carteiras, porta-moedas, bolsas, candeeiros, sacos de viagem, enfim, os mais diversos produtos.
"São os acessórios de moda que melhor servem para passar a mensagem e sensibilizar as pessoas para este tipo de trabalho e para as questões ambientais", afirma. Um saco demora 100 anos para decompor-se. Imagine, então, o bem que Sandra está a fazer pelo mundo.
Amigos e familiares já sabem: os sacos são para guardar para ela. Sandra não pretende parar: "Enquanto houver sacos de plástico, continuarei a renovar os modelos e a linguagem estética", assegura.
0  Comentários
0 votos
08/02/12, 10:24

Armazenar energia vital

Diz a medicina tradicional chinesa que é no inverno que devemos armazenar energia para o resto do ano. Fomos ao SPAsia, na Av. António Augusto Aguiar, em Ver Notícia
02/02/12, 11:04

Alimentos para ter uma memória de elefante!

Se ultimamente nota que anda mais esquecido e que a sua memória não está na melhor forma, antes de culpar o stress do dia a dia ou os anos que vão passando, Ver Notícia
26/01/12, 10:46

Poupar na confeção dos alimentos!

É possível termos uma alimentação de baixo custo, se fizermos boas escolhas. Ver Notícia
23/01/12, 11:08

Mary Kay aposta em sombras quentes

A marca de cosmética Mary Kay® aposta nas cores doces e quentes para as novas Sombras para os Olhos com estojo.Ver Notícia
pub
NOTICIAS
  • ÚLTIMAS
  • + LIDAS
  • DESTAQUES