Dubai. Exotismo, ostentação e excentricidades Travel&Safaris 02/02/12, 18:09Ainda
não passaram muitas décadas, talvez apenas umas três, não passava de um ponto
distante e arenoso. Mas, de repente, tornou-se no centro do mundo, numa
verdadeiro parque de diversões de arquitectos, na cidade mais progressista e
moderna não só do Médio Oriente, mas também do Mundo. É fácil adivinar que falamos do Dubai, um dos sete membros dos Emiratos Árabes Unidos, assim como é fácil adivinhar que esta mudança teve um responsável, o petróleo. Mas cedo se descobriu que o fim deste alimentador do progresso e de um certo aventureirismo estava próximo. Mas o que se poderia fazer para não perder este desenfreado balancear em direcção de um futuro que se via, dia após dia, mais megalómano? A resposta foi o turismo acompanhado por um discurso de auto-propaganda. E assim apareceram os superlativos que levaram a diversas excentricidades, ao primeiro hotel de sete estrelas, às ilhas artificiais em forma de palmeira e de mapa mundo, aos mega espectáculos, como o Dubai Deset Rock Festival, a multimilionárias competições desportivas, como o Dubai Desert Classic Golf Tournament, à criação de diversas áreas de entretenimento para atrair mais e mais visitantes. Também ao maior centro comercial do mundo, ao maior aquário de uma única parede de vidro do mundo, às pistas esqui indoor, ao lado das dunas do deserto e, mais recentemente, ao TweetBurj Dubai , uma torre em formato de agulha que ostenta, nos seus 828 metros e 160 andares habitáveis, o título de "edifício mais alto do mundo", e ao Parque Ferrari, o maior parque temático indoor do mundo, construído na ilha artificial de Yas, ocupando uma área total de 200 mil m². Mas esta cidade, apesar de se ter tornado numa verdadeira "Dubailândia", o centro de um mundo feito de excentricidades e ostentação, continua enraizada no islamismo e em gerações de um legado beduíno, bem vivo em Dubai Creek, no bairro histórico de Bastakia e nos souks. Um lugar onde a modernidade está presente em qualquer ângulo de visão, assim como o luxo, a exuberância e a arquitectura futurista, mas sempre enquadrada pela tradição, história, cultura e algum conservadorismo, numa atmosfera de convivência respeitosa entre as culturas do oriente e do ocidente, uma das características mais marcantes do país. E assim vamo-nos cruzando com mesquitas, bazares, souks, inúmeras lojas de ouro,verdadeiros hiper-mercados de ostentação e de desafio, lojas de tecidos e especiarias, assim como nos vamos cruzando com homens vestidos de roupas típicas e mulheres cobertas até os olhos, mas também com indianos, paquistaneses, afegãos, filipinos, europeus, australianos, africanos, brasileiros e muitas outras nacionalidades, como portugueses, compondo a sua paisagem pluricultural e fazendo com que o Dubai se tenha tornado num dos mais concorridos destinos turísticos no Médio Oriente. Uma terra quase que surreal e cheia de contrastes, mas com um certo charme, que foi originalmente duas cidades, Deira a este e Bur Dubai a oeste, Deira que é considerada o coração comercial e Bur Dubai a alma histórica, duas cidades separadas pelo rio Dubai Creek, a partir do qual a cidade nasceu e cresceu, tornando-se, há muitos séculos, num pequeno centro de comércio onde aportavam os dhows, pequenas embarcações de madeira que ali chegavam transportando mercadorias para troca, mas também centro importante da indústria das pérolas. Mas qualquer que seja o lado do rio Dubai Creek que escolha para se passear e deixar-se encantar e surpreender, existem atracções que são imperdíveis. Podemos começar por Bastakia, o bairro tradicional mais bem preservado do Dubai, um pequeno e fascinante labirinto de casas árabes antigas dotadas de inúmeras torres de vento, seguindo depois para o Souk de Deira, no coração da antiga Dubai, o bairro central de Deira que abrange um longo emaranhado de bazares fascinantes, que vão das ofuscantes lojas do souk do ouro aos perfumados corredores do souk de especiarias. Também obrigatória é uma visita a Madinat Jumeirah, uma impressionante imitação de uma cidade árabe, abrigando uma série de hotéis atraentes e estruturas de lazer, talvez o exemplo mais vivo do kitsch opulento de Dubai em escala épica, assim como deverá obrigatoriamente visitar o bairro Sharjah, nomeado em 1998 pela UNESCO capital do mundo árabe, pela preservação da sua arquitectura e cultura tradicional, um bairro onde encontrará diversos museus, edifícios cheios de história e mesquitas. Para um olhar pelo Dubai mais recente, deverá parar por alguns momentos e admirar as Emirates Towers, um exemplo deslumbrante da arquitectura modernista, com o seu topo triangular que se ergue acima da futurista Sheikh Zayed Road, mas é sem dúvida Burj Al Arab o edifício contemporâneo mais prontamente reconhecível do mundo. Um hotel que desde que foi erguido tem maravilhado quem para ele olha, uma bela obra da arquitectura em forma de uma vela ao vento se ergue graciosamente acima da costa ao sul de Dubai, sendo seu marco mais emblemático, apesar de agora contar com um forte rival, o TweetBurj Dubai, um verdadeiro desafio ao engenho, à criatividade e a uma certa arrogância do homem perante a lei da gravidade. Para terminar e acalmar todas as emoções, deixe-se navegar pelo Dubai Creek a bordo de um tradicional dhow, uma viagem que não só proporcionará algumas das vistas mais memoráveis da cidade, mas que também o fará entender do porquê do Dubai se ter tornado num verdadeiro vulcão onde o Ocidente se encontra com o Oriente formando uma mistura exótica que exala cheiros, cores e sons dignos das Mil e Uma Noites. ![]() ![]() ![]() 17/05/12, 19:48 Malta. Uma ponte entre o Oriente e o OcidenteEntre baías e golfos, porta de saída do Oriente e de entrada para o Ocidente, Malta tem na arquitectura militar o seu maior encanto. Uma contínua lição de10/05/12, 19:23 Zimbabwe. Uma selvagem explosão de vida e de sensaçõesRios naturalmente traçados para a prática de canoagem, vertiginosos rápidos para os radicais do rafting e lagos que são verdadeiros espelhos de água rodeados10/05/12, 19:15 Pestana Vila Sol. 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