Penamacor. Terra de lendas, história e natureza Travel&Safaris 26/01/12, 18:30Dominando uma paisagem rural e urbana
com a torre de menagem isolada sobre grandes rochas de granito, ergue-se a majestosa
Penamacor. Terra de lendas, crenças e superstições nascida sobre vestígios castrejos, num cenário encimado por essa torre de menagem que remonta à reconstrução, no longínquo reinado de D. Sancho, da grandiosa fortaleza de Penamacor. Uma terra que se orgulha da sua riqueza patrimonial, resultante fundamentalmente do seu passado histórico, da geografia e natureza do território onde nasceu, moldando a cultura, o carácter generoso e hospitaleiro das suas gentes, assim como por estar inserida na Reserva Natural da Serra da Malcata Conta a arqueologia que a vida aqui terá começado no Neolítico, embora apenas tenha sido a partir do final da 2ª Idade do Ferro que a história se terá começado a escrever. Depois, e já contado pela História, apareceram romanos, encontrando forte resistência por parte das tribos lusitanas que aqui habitavam, testemunhos que nos chegaram essencialmente através das fontes documentais e epigráficas do período romano. Nessa altura, diz-se, que esta era uma região consideravelmente povoada, com base em assentamentos dispersos, onde predominavam os casais e pequenas quintas à volta de algumas casas senhoriais abastadas e de um ou outro aglomerado de maior dimensão, a que se seguiu, após a queda do império romano, o domínio visigótico e árabe. Com a reconquista cristã, em finais do séc. XII, e nos séculos subsequentes, surgem as estruturas defensivas e religiosas que hoje constituem o grosso do património histórico edificado de Penamacor. Mas para a História de Portugal e para a história patrimonial de Penamacor, tudo começou no reinado de D. Sancho, com a reconstrução da grandiosa fortaleza, a que se seguiu o erguer das torres e das extensas muralhas, no reinado de D. Dinis, circundando a vila, o erguer da torre de vigia, por D. Manuel, já no séc. XVI, e o acrescento de novas muralhas, seis baluartes e três meio-baluartes durante a Guerra da Restauração. O mesmo século em que foi construída a Casa da Câmara, integrada na porta de acesso à vila, um dos vestígios daquele que já foi um dos mais importantes castelos beirões, a que se juntam a imponente Torre de Menagem e algumas partes dos antigos baluartes seiscentistas. Pormenores do património arquitectónico de Penamacor, a que se juntam lendas e crenças que de há muito passaram a fazer parte de um outro património, o imaterial, compondo não só a história mas também o sentir e o ser de um povo. Uma vila que deve obrigatoriamente ser percorrida a pé para que melhor possa "respirar" e sentir todo o seu notável património edificado, com destaque para a zona monumental do Castelo onde podemos admirar a isolada Torre de Menagem e a grandiosidade da paisagem que dela se avista, a graciosa Casa da Câmara, assente sobre a antiga Porta da Vila, a forte muralha medieval e a Torre de Relógio, enquanto fora de muros deparamos com o singular Pelourinho e, logo abaixo, com o magnífico portal manuelino da igreja da Misericórdia, expressão do gótico final português. Descendo as ruas estreitas, descobrimos a igreja de São Tiago, do século XVI, o principal templo de Penamacor, enquanto nas imediações encontramos alguns dos mais interessantes exemplos de arquitectura civil da vila, como o Solar do Conde, que alberga a Biblioteca Municipal, a Casa do Dr. Elvas e a casa dos Pina Ferraz, hoje sede da Reserva Natural da Serra da Malcata. Do Largo D. Bárbara, acede-se ao ex-Quartel Militar, edifício que lembra o importante passado histórico de Penamacor, como a Praça de Armas, onde se instalou o Museu Municipal, uma escadaria monumental que nos leva ao Jardim da República, local ideal para repousar ou saborear um café. Mais além ergue-se o edifício dos Paços do Concelho, sede do poder autárquico municipal, datado de 1867, perto do convento de Santo António, relíquia arquitectónica do século XVI, cujo interior apresenta uma extraordinária decoração em talha dourada. Mas esta é também uma terra marcada pela diversidade da paisagem envolvente, levando a que, muitas vezes, quando se fala em Penamacor, apareça o binómio História e Natureza, uma diversidade visível e sentida no contraste entre o cenário que se estende para norte, de verdejantes vales e serras vestidas igualmente de verde, por onde descem curiosos cursos de água, e a paisagem para sul que se abre para uma planície onde predomina o sobreiro, caracterizado por vários ecossistemas. Uma natureza que tem na Reserva Natural da Serra da Malcata a sua maior sensibilidade, oferecendo em qualquer época do ano aos amantes da natureza uma vida plena de encanto, tendo sido criada e pensada primordialmente para protecção e conservação do lince ibérico, uma espécie em vias de extinção, que aqui encontra um abrigo natural, sendo mesmo o símbolo da Reserva. Mas esta é uma região onde coabitam muitas outras espécies animal, como o gato-bravo, a raposa, o javali, a fuinha, ou o lobo-ibérico, e outras espécies como a cegonha-preta, também em vias de extinção, a cobra-rateira, o cágado ou o lagarto-de-água... enquanto a flora é preenchida por um leque florístico e arbóreo que vai dos azinheiros às estevas, dos carvalhos aos freixos e salgueiros, dos amieiros às cerejeiras-bravas das aveleiras aos castanheiros, sendo comum o encontro com a rosa albardeira, rosa do monte ou a rosa de Alexandria. Uma perfumada, fascinante e delicada paisagem propícia a caminhadas e passeios, estando provida a Reserva de itinerários próprios, existindo igualmente oportunidade para actividades como BTT ou canoagem. Um património natural que, ao juntar-se ao património histórico e cultural de Penamacor, torna obrigatório que se parta na sua direcção e assim podermos dizer que tivemos num dos mais belos lugares de Portugal. ![]() ![]() ![]() 16/02/12, 18:36 Madagáscar. Uma fascinante explosão de exotismoOcupa a quarta posição do ranking das maiores ilhas do planeta, depois da Gronelândia, Papua-Nova Guiné e Bornéu, é terra de muito sol, praia, vegetação16/02/12, 18:31 Düsseldorf. A mais elegante passarela da Europa!Dê tréguas aos dias frios e vá festejar o carnaval num dos centros mais cosmopolitas da Alemanha. E já que o país é mestre na arte de fazer cerveja, assista09/02/12, 17:42 Quénia. A magia da grande savanaDez dias à descoberta do mundo animal da grande savana queniana, é a proposta da Across ao lançar no mercado um programa com saídas diárias, em regime de09/02/12, 17:28 Princess Danae. 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