Shongololo Express. Sobre carris pelo ventre da Mãe África Travel&Safaris 12/01/12, 18:00Comboios, esse meio de transporte que para
muitos é a forma mais perfeita e agradável de viajar, principalmente para
aqueles que se consideram "verdadeiros" viajantes, e se essa viagem se faz a
bordo de um clássico comboio que percorre os grandes espaços ainda no seu
estado selvagem. Por certo que é uma das formas mais originais de viajar e de descobrir o nosso planeta, trazendo à memória imagens de liberdade e de aventura ao ritmo de um doce e cadenciado balancear, de uma procura frenética das grandes paisagens, aqui e ali interrompidas por velhas estações que nos vão aparecendo no meio de paisagens deslumbrantes, preenchendo o nosso imaginário. E é neste espírito e atmosfera que encontramos o Shongololo Express, uma verdadeira inspiração dividida entre o sonho e a realidade, a liberdade e um certo glamour, convidando-nos a observar e a percorrer algumas das mais belas paisagens africanas, desde Joanesburgo às Victoria Falls, numa viagem mítica através das savanas cortadas pelos rios e selvas que continuam a proteger culturas ancestrais e muitas das criaturas que compõem o mundo da fauna africana, numa viagem que durante 19 dias atravessa seis países e proposta pelas Viagens Tempo. Umas férias que evocam imagens de romance e de esplendor, muitas vezes já esquecidas, mas recriadas pelo Shongololo Express ao percorrer sobre carris o ventre desse fabuloso e mágico continente, África. Sem pressas, ao ritmo de quem aprecia cada segundo da vida, seja comodamente sentados em majestosos sofás no vagão-bar, à mesa da carruagem-restaurante ou luxuosamente instalados numa das suas carruagens-alojamento, o Shongolo Express inicia a sua viagem em Joanesburgo levando o viajante-aventureiro a percorrer espaços e lugares tão fantásticos que se repartem entre a África do Sul, Suazilândia, Moçambique, Zimbabué, Zâmbia e Botswana, para terminar nas Victoria Falls. Uma aventura que tem datas marcadas para deixar a agitada Joanesburgo a 4 de Maio e a 7 de Setembro, ou no sentido inverso, a partir das Victoria Falls, a 23 de Maio e 28 de Setembro, em regime de meia pensão - pequeno-almoço, jantar e alojamento a bordo, com os menus a serem cuidadosamente seleccionados para oferecer aos clientes o gosto da cozinha de todo o continente africano. Mas esta é sem dúvida o que menos interessará a esses amantes das grandes viagens. Por certo, o que lhe mais interessará é que esta é uma das mais românticas formas de visitar, ainda com o Shongololo parado em em Joanesburgo, as Caves Maropeng e Sterkfontein, tidas como o Berço da Humanidade, numa viagem de 4 milhões de anos, a Aldeia Cultural de Ledesi, com encontro marcado com cinco das maiores tribos africanas, os Xhosa, Zulu, Pedi, Basotho e Ndebele, a Gold Reef City ou esse bairro que faz parte integrante da história da África do Sul, o Soweto. Um bom princípio de viagem à descoberta de África e que tem como seguintes pontos de paragem o Vale Ezulwini, o Rio Komati e Nespruit, onde se abandona o comboio para voltar a encontrá-lo na Estação de Mpaka, na Suazilândia, de onde seguirá até Maputo, em Moçambique, seguindo-se depois até ao Kruger National Park, onde as opções passam por safaris que nos levarão ao encontro dos Big Five. Mpumalanga, o Jardim Botânico Lowveld, as grutas de Sudwala e o Parque dos Dinossauros, que expõe aos nossos sentidos a África primitiva, são os pontos que se atravessam ao longo dos carris que nos levam igualmente à aldeia de Pilgrim's Rest, um museu vivo declarado Monumento Nacional, ao grande Blyde River Canyon, um desfiladeiro de 26 km de comprimento e 800 m de profundidade, a um passeio de balão ao nascer do Sol, à província de Limpopo e à fronteira do Zimbabué, em Beit Bridge, para continuar em direcção de Rutenga, estação onde os hóspedes passam a noite e partem para o Grande Zimbabwe, o lugar onde as fábulas dizem ser as Minas do Rei Salomão. E quando olhamos para o calendário, reparamos que já estamos no 12º dia desta fantástica viagem que de seguida tem encontro marcado com o Antílope Park, onde a observação nocturna de leões é uma certeza, para depois continuar em direcção de Bulawayo e do Parque Nacional de Matobo, onde poderá optar por alugar uma canoa e remar no rio para observação própria de aves, por um safari num veículo 4X4, passear-se pelo parque no dorso de um elefante... Experiências inesquecíveis que continuarão no Hwange National Park, onde o espera uma noite passada numa pousada rústica no meio da selva africana, preparando-o para mais um safari, o encontro com o esplendor mágico das Victoria Falls, uma das sete maravilhas naturais do nosso planeta, uma visita a Livingstone e um cruzeiro no rio Zambeza. Um quase fim de viagem esplendoroso, pois apenas lhe resta mais um dois dias. Um para visitar o Chobe National Park, no Botswana, com opções que passam por um safari ou um cruzeiro no rio Chobe, e outro dia que será dedicado por inteiro às Victoria Falls, onde terá a oportunidade de a sobrevoar numa avioneta ou num helicóptero, descer numa balsa o Batoka Gorge, mesmo por baixo das cataratas, passear-se num elefante ou soltar toda a adrenalina num salto de bungee jumping da ponte de Livinstone, um dos maiores saltos do mundo, qualquer coisa como 110 metros, num verdadeiro desafio aos medos. E assim chegamos ao fim de uma viagem que jamais se esquecerá, uma viagem pelas terras mágicas de África, sem pressas, feita ao ritmo de quem aprecia cada minuto da vida e a bordo de um dos mais famosos comboios do mundo, o Shongololo Express. ![]() ![]() ![]() 17/05/12, 19:48 Malta. Uma ponte entre o Oriente e o OcidenteEntre baías e golfos, porta de saída do Oriente e de entrada para o Ocidente, Malta tem na arquitectura militar o seu maior encanto. 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