Pedro Líbano Monteiro: “O PPR é um boa forma de diversificar investimentos” ![]() 18/10/11, 01:00 A banca continua a desempenhar um papel preponderante na captação de poupanças para a reforma, salienta Pedro Líbano Monteiro, director de Novos Negócios do Montepio. Serviço personalizado e relação de proximidade são algumas das características que tornam a banca mais atractiva para clientes que preferem subscrever seguros junto do seu gestor bancário. Que papel assumem os seguros no complemento da oferta disponibilizada aos clientes do Montepio? Aos fins mutualistas do Montepio junta-se o objectivo de satisfazer as necessidades bancárias e financeiras dos seus associados e clientes, com uma gama completa de produtos e serviços. De entre estes produtos, os seguros assumem um papel cada vez mais importante na oferta do Montepio. A possibilidade de "cross-selling" nos balcões e a capacidade de satisfação das necessidades dos nossos associados e clientes, através de uma visão 360º, são factores críticos de sucesso. Os produtos bancários e seguros são muitas vezes complementares, podendo ser combinados num cabaz de maneira a prestar um melhor serviço ao cliente para que possa alavancar nos benefícios de ambos. Os seguros assumem também um papel sócio-económico na estrutura da sociedade portuguesa: a) Numa altura em que a instabilidade financeira é uma realidade presente, a diversificação do risco e a protecção do nosso património e da actividade diária das nossas famílias e empresas assumem uma vertente fulcral; b) a captação de poupança a médio e longo prazo é outro vector fundamental para a sustentabilidade económica do nosso país. Numa altura em que a poupança volta a assumir um papel relevante na gestão financeira de muitas famílias, os diversos seguros do Ramo Vida têm vindo a merecer mais atenção por parte dos vossos clientes? Como associação mutualista, o Montepio prossegue fins de auxílio recíproco, no interesse dos seus associados e das suas famílias, desenvolvendo uma resposta eficaz e solidária ao nível da complementaridade dos sistemas públicos de segurança social e de saúde. Actualmente, os seguros de poupança continuam a constituir um importante pilar de protecção social na formação de complementos de reforma. Por seu lado, os seguros de protecção, continuam a ser relevantes para as famílias e empresas, nomeadamente em caso de morte. Os seguros do Ramo Vida, quer numa vertente de poupança, quer numa vertente de protecção, são produtos de longa duração onde é muito importante a confiança e relação que se tem com a instituição em que se decide efectuar a aplicação. Banca é um negócio de confiança. Paralelamente, o canal bancário afirmou-se como um dos canais estratégicos utilizados pelas empresas seguradoras para colocação dos seus seguros. Dessa forma, a distribuição de balcões com grande dispersão geográfica aumenta a conveniência para os clientes que recorrem ao banco para efectuarem seguros do Ramo Vida. É no banco que muitos portugueses têm subscrito Planos Poupança Reforma (PPR). Como caracteriza a evolução e sensibilidade dos portugueses para a necessidade de um complemento individual de reforma e que contributo deu a banca para essa evolução? O serviço personalizado e a relação têm um papel fundamental na decisão dos clientes em subscrever produtos bancários e seguros. Assim se compreende que uma grande parte da população nacional prefira centralizar os seus investimentos financeiros e poupanças, como os PPR, numa instituição bancária. Para além de um produto que visa complementar a reforma, o PPR é uma boa forma de diversificar os investimentos criando hábitos de poupança. Actualmente, os portugueses estão incertos relativamente ao futuro das suas reformas. Vivemos num país onde a população está cada vez mais envelhecida e onde a esperança média de vida tem aumentado. A baixa taxa de natalidade, aliada às previsões económico-financeiras apresentadas na praça pública, não faz antever anos fáceis em termos de Segurança Social. Assim sendo, devemos investir com prudência e salvaguardar que a actual população activa não deteriore o seu nível de vida quando chegar à idade da reforma. E o Montepio tem mostrado trabalhado nesse sentido! Ao longo dos últimos 171 anos, o Montepio tem dado um contributo essencial na evolução e sensibilização dos portugueses para a necessidade de complementos de reforma. Sendo a mais antiga instituição financeira portuguesa, o Montepio tem sido promotor e gestor de regimes complementares de Segurança Social, quer individuais, quer colectivos. No Ramo Não Vida, quais são os seguros com maior índice de vendas no Montepio? Tradicionalmente, os seguros com maior índice de vendas no Montepio do Ramo Não Vida são os que estão ligados à concessão de crédito ou que são obrigatórios: multirriscos, acidentes de trabalho e automóvel. No entanto, a nossa forte cultura de responsabilidade social leva-nos a alargar a oferta de produtos e serviços inovadores de acordo com as necessidades e interesses dos nossos associados e clientes. A título exemplificativo, em 2009 a Lusitania, seguradora do Ramo Não Vida do Grupo Montepio, lançou o Seguro Montepio Voluntariado. Sendo único no mercado, este seguro combina um seguro de Acidentes Pessoais com um de Responsabilidade Civil e um de Doença. Foi criado para ir ao encontro da necessidade sentida pelos nossos clientes em ter um seguro obrigatório para todas as instituições que têm voluntários a colaborar consigo a um preço muito reduzido. O que ganham os clientes com a venda de seguros em banca? O que os clientes esperam do seu gestor bancário quando subscrevem um contrato de seguro? Em Portugal, os bancos têm uma relação bastante próxima com os seus clientes e um verdadeiro conhecimento das suas necessidades financeiras. Como consequência, há lugar a uma parceria entre cliente e gestor, sendo natural que os clientes tendam a solicitar ao seu gestor um conjunto alargado de soluções para as mais variadas necessidades financeiras. À subscrição de um contrato de seguro deverá corresponder, na óptica do cliente, uma facilidade de compra num mesmo espaço físico (neste caso, o balcão do banco), bem como a gestão de qualquer situação relacionada com os seus contratos de seguros, à semelhança da gestão do restante património financeiro. ![]() ![]() |