Tornado de Tomar aumenta procura de seguros para habitação 18/01/11, 00:02 O povo diz, e com razão, que só "depois de casa roubada, trancas à porta". O tornado que afectou as regiões de Tomar, Sertã, e Ferreira do Zêzere, a 7 de Dezembro, é a prova disso, ou não estivessem algumas seguradoras a registar maior afluência de clientes à procura de novos seguros para proteger as suas habitações. Na maior parte dos casos, foi accionada a cobertura de tempestade, que prevê danos em habitações ou empresas provocados pela acção de tornados. Noutros casos, foi preciso accionar a cobertura de riscos eléctricos, que prevê a destruição de aparelhos eléctricos provocada por episódios de sobretensão aquando da reposição da luz eléctrica nas regiões afectadas. Mas esta foi a realidade conhecida apenas pelas vítimas do tornado de 7 de Dezembro, que afectou as regiões de Tomar, Sertã e Ferreira do Zêzere, que haviam subscrito apólices de seguros multirrisco para as suas habitações ou negócios empresariais. Para as restantes vítimas, sem qualquer apólice de seguro, não há muito mais a fazer do que lamentar os danos causados pelo tornado e suportar, por si próprias, as custas das reparações ou reconstruções. Passadas as primeiras semanas após o sinistro, com as peritagens concluídas e a generalidade das indemnizações já pagas às vítimas, as seguradoras confirmam o aumento da procura de mediadores de seguros e companhias seguradoras para a contratação de seguros para habitações naquela região. "Sentimos, de facto, que os consumidores começaram a recorrer mais à contratação de seguro de produtos de multirriscos e outros, não só destinados à habitação, mas também para segurar bens e patrimónios", constata João Gama, responsável pelos Serviços de Estudos de Mercado e Comunicação da MAPFRE Seguros. "Uma vez que os danos foram consideráveis, mesmo a população não atingida acabou por sentir a necessidade de estar bem protegida contra qualquer eventualidade, sobretudo numa época em que os fenómenos da natureza são cada vez mais imprevisíveis", acrescenta o porta-voz da MAPFRE. De resto, este não é exemplo único. Quando a Madeira foi atingida por uma forte tempestade, em Fevereiro de 2010, a ausência de cobertura de seguro em muitas habitações foi igualmente declarado naquela região autónoma e após a tragédia, que chegou a causar vítimas mortais e deixou muitas famílias desalojadas, as seguradoras sentiram o reflexo da constatação de muitos habitantes da importância do seguro. "Na Madeira sentimos esse aumento de procura logo após o evento", confirma mesmo João Gama. E em Tomar, Sertã e Ferreira do Zêzere, os dias são agora de reparação dos danos, mas também de preparar o futuro, porque nunca se sabe quando o sinistro pode voltar a bater à porta. "Estes fenómenos tiveram reflexo na procura deste tipo de produtos e soluções porque quer as pessoas que não tinham qualquer seguro tiveram de suportar os prejuízos, quer os que tinham seguros com capitais insuficientes acabaram por suportar, por isso e na proporção dessa desactualização, os prejuízos", salienta o responsável da MAPFRE Seguros. Fonte oficial da Fidelidade Mundial e Império Bonança confirmou igualmente ao OJE que "fenómenos naturais, como os casos ocorridos na Madeira e em Tomar, reflectem-se, claramente, num despertar colectivo para a necessidade de precaução com este tipo de questões". A mesma fonte explica que "não só pelo impacto mediático que normalmente representam, como também pela maior frequência com que têm vindo a ocorrer, estes acontecimentos acabam por exercer influência directa na consciência das pessoas que passaram a preocupar-se com um tipo de cobertura que normalmente não davam grande relevância".
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